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Rock in Rio 2028: 20 atrações que nunca tocaram no festival e queremos ver por lá

Texto: Ygor Monroe
16 de setembro de 2026
em Festivais, Rock In Rio, Shows

O Rock in Rio 2026 acabou e deixou bastante assunto para os próximos dois anos. Foram mais de 700 mil pessoas ao longo de sete dias, 190 shows, mais de 1.300 artistas e um festival que experimentou algumas novidades importantes, incluindo seu primeiro dia dedicado ao K-pop e Calvin Harris como primeiro DJ a assumir o posto de headliner do Palco Mundo. Ao mesmo tempo, a edição também colocou novamente em discussão um assunto antigo entre quem acompanha o festival: a repetição de atrações.

Rock in Rio 2028: 20 atrações que nunca tocaram no festival e queremos ver por lá
Rock in Rio 2028: 20 atrações que nunca tocaram no festival e queremos ver por lá

Não significa que nomes recorrentes tenham deixado de funcionar comercialmente. Muito pelo contrário. O dia comandado pelo Maroon 5, por exemplo, esteve entre os primeiros a esgotar durante a venda geral. Mas convenhamos que a relação entre a banda e o Rock in Rio já está quase virando um contrato de aluguel. E a sensação de repetição esteve entre os pontos levantados na recepção da edição de 2026, especialmente em um mercado no qual o Brasil passou a receber cada vez mais turnês internacionais fora do circuito tradicional dos grandes festivais.

Com o Rock in Rio confirmado para retornar em 2028, ainda sem atrações ou datas anunciadas, temos dois anos inteiros para fazer aquilo que qualquer pessoa que gosta de festival sabe fazer muito bem: montar line-ups imaginários.

Desta vez, porém, estabelecemos uma regra. Queremos estreia! Selecionamos 20 atrações internacionais que nunca tocaram no Rock in Rio Brasil e que poderiam acrescentar alguma coisa diferente ao festival. Tem rock, metal, pop, R&B, rap, nomes históricos, artistas que vivem no topo das listas de pedidos e uma nova geração que já mostrou ter tamanho suficiente para ocupar os principais horários da Cidade do Rock.

Também tentamos imaginar uma programação plural. Afinal, um festival gigantesco não precisa escolher entre guitarras, divas pop, artistas emergentes ou nomes históricos. Dá para colocar todo mundo na mesma Cidade do Rock. Está liberado sonhar.

1. U2

Talvez um dos maiores “como isso ainda não aconteceu?” da história do Rock in Rio.

O U2 reúne praticamente todos os elementos associados a um headliner do Palco Mundo: catálogo gigantesco, produção de estádio, décadas de história e músicas conhecidas até por quem nunca comprou um disco da banda.

Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. também pertencem àquela categoria cada vez mais rara de artistas capazes de transformar a própria presença em evento. Não seria simplesmente mais um show internacional dentro do festival.

Depois de tantas décadas, ver o U2 finalmente atravessar aquele palco parece uma pendência histórica que 2028 poderia muito bem resolver.

2. Pearl Jam

Imagine “Black” começando e a chuva caindo sobre a Cidade do Rock.

Pronto. Vendemos a ideia.

O Pearl Jam tem uma relação enorme com o público brasileiro, uma discografia construída para grandes multidões e aquela característica que faz muita diferença em festival: seus shows parecem vivos. Eddie Vedder e companhia conseguem mudar repertórios, alongar músicas e transformar apresentações em experiências muito menos previsíveis.

Para um festival que nasceu associado ao rock, mas nunca recebeu uma das bandas fundamentais da geração grunge, existe aqui outra ausência difícil de ignorar.

Se chover, então, faz parte do pacote.

3. Adele

Aqui precisaríamos de uma operação de convencimento internacional.

A Adele nunca foi uma artista de agenda gigantesca ou presença frequente em festivais. Justamente por isso, imaginá-la no Rock in Rio torna tudo ainda mais interessante.

Não seria necessário encher o Palco Mundo de efeitos ou criar uma produção mirabolante. Voz, banda, algumas das baladas mais populares deste século e dezenas de milhares de pessoas tentando cantar “Someone Like You” juntas já resolveriam boa parte da noite.

Seria uma escolha completamente diferente dos headliners que normalmente encerram o festival e exatamente por isso poderia produzir um daqueles momentos que ficam associados a uma edição específica.

4. Lady Gaga

Mother Monster, a dívida continua aberta.

A história todo mundo conhece. Lady Gaga estava programada para se apresentar no Rock in Rio 2017, mas precisou cancelar o show às vésperas do festival por problemas de saúde. O Maroon 5, que já estava escalado naquela edição, assumiu também a data que seria da cantora.

Sim, eles aparecem novamente nesta matéria.

Quase uma década depois, trazer Gaga finalmente ao Palco Mundo teria um significado especial. Sua carreira cresceu, mudou de formato várias vezes e acumulou material suficiente para um espetáculo completamente diferente daquele que o público receberia em 2017.

Seria estreia e acerto de contas ao mesmo tempo.

5. Cardi B

Se queremos variedade, precisamos realmente praticá-la.

Cardi B levaria ao festival uma energia completamente diferente e ajudaria a ampliar a presença do rap feminino internacional nos grandes palcos brasileiros. Personalidade certamente não faltaria.

O mais interessante seria observar como sua presença poderia ajudar a construir um dia inteiro voltado ao hip-hop e suas diferentes ramificações, em vez de simplesmente encaixar um nome do gênero isoladamente na programação.

Rock in Rio também é sobre misturas. Cardi definitivamente acrescentaria uma nova.

6. Sleep Token

Poucos nomes do rock pesado cresceram tão rapidamente nos últimos anos quanto o Sleep Token.

A banda transformou mistério, estética e uma mistura bastante particular de metal, rock alternativo, pop e elementos eletrônicos em um fenômeno capaz de alcançar um público muito maior do que aquele normalmente associado ao metal.

E existe uma vantagem enorme aqui: visualmente, o projeto parece feito para festival.

Imagine aquele universo ocupando o Palco Mundo durante a noite, com liberdade para trabalhar iluminação e cenografia em escala gigantesca. Se o Rock in Rio quiser olhar para o que está acontecendo agora dentro do rock pesado, esse telefone precisa tocar.

7. Parkway Drive

Queremos fogo.

Muito fogo.

O Parkway Drive passou anos transformando suas apresentações em espetáculos cada vez maiores, sem abandonar a agressividade que construiu sua base de fãs. É justamente esse equilíbrio que faria a banda funcionar tão bem na Cidade do Rock.

O festival já mostrou inúmeras vezes que existe espaço para dias realmente pesados. Colocar uma banda de metalcore desse tamanho no Palco Mundo seria também uma maneira de atualizar o recorte do metal apresentado ao grande público.

E, novamente, queremos fogo.

8. Radiohead

Essa talvez seja uma das maiores obsessões coletivas de quem monta line-up imaginário no Brasil.

O Radiohead dispensa grandes apresentações. A questão aqui seria simplesmente conseguir reunir agenda, vontade e festival no mesmo lugar.

Thom Yorke e companhia possuem um catálogo capaz de atravessar diferentes gerações e uma relação histórica com o público que acompanha música alternativa. Um show no Rock in Rio teria ainda a possibilidade de apresentar esse repertório para uma audiência muito maior e mais heterogênea.

“Paranoid Android” no Palco Mundo? Aceitamos.

9. Alice in Chains

O Rock in Rio já recebeu diferentes capítulos da história do grunge, mas ainda falta o Alice in Chains.

A banda carrega um repertório fundamental para o rock dos anos 1990 e continua mantendo esse material vivo nos palcos. Dentro de um dia dedicado às guitarras, seria daqueles nomes capazes de conversar simultaneamente com quem acompanha o grupo há décadas e com uma geração que descobriu suas músicas muito depois.

Não precisa necessariamente encerrar a noite. Coloque o Alice in Chains antes de outro gigante do rock e temos uma sequência difícil de reclamar.

10. Janet Jackson

Precisamos falar mais sobre Janet Jackson quando pensamos nos grandes nomes que ainda não passaram pelo festival brasileiro.

Estamos falando de uma artista fundamental para a construção do pop moderno, especialmente na maneira como música, coreografia, estética e espetáculo passaram a coexistir dentro de grandes turnês.

Um show de Janet no Rock in Rio teria peso histórico e ainda ajudaria a preencher uma lacuna curiosa do festival.

Não queremos apenas os nomes óbvios de sempre. Queremos história da música pop naquele palco.

11. Cher

Se é para sonhar, vamos fazer direito.

Cher no Rock in Rio seria simplesmente Cher no Rock in Rio. Precisamos mesmo elaborar muito?

Poucas artistas atravessaram tantas décadas da cultura pop conseguindo permanecer reconhecíveis para gerações completamente diferentes. Existe repertório, presença, história e, principalmente, a possibilidade de criar um daqueles momentos que ultrapassam a discussão sobre quem acompanha ou não acompanha determinado gênero.

E queremos ouvir “Believe” com a Cidade do Rock inteira.

12. Christina Aguilera

Depois de finalmente reencontrar o público brasileiro nos últimos anos, Christina Aguilera também merece entrar nessa conversa.

Sua estreia no Rock in Rio poderia funcionar especialmente bem dentro de um dia dedicado a diferentes gerações do pop. Christina tem hits suficientes para transformar uma hora de apresentação em karaokê coletivo, mas também possui a capacidade vocal necessária para fazer o show existir além da nostalgia.

E nostalgia, quando utilizada corretamente, não é problema algum. O problema é depender exclusivamente dela.

13. Jennifer Lopez

Poucas pessoas entendem palco gigantesco como Jennifer Lopez.

Dança, figurino, hits, grandes produções e uma carreira que atravessa música, cinema e televisão fazem dela um nome facilmente compreendido por uma plateia de festival.

Seria também interessante ver o Rock in Rio buscando artistas veteranas do pop que ainda conseguem entregar espetáculos essencialmente físicos. J.Lo não precisaria de introdução. Bastaria colocar a produção no palco e deixar acontecer.

14. Cheap Trick

Temos uma dívida com o rock clássico também.

O Cheap Trick talvez não seja o nome mais óbvio desta lista para ocupar letras gigantes no topo do cartaz, mas é justamente esse tipo de atração que ajuda a deixar um line-up interessante.

Festival não vive apenas de headliner.

Uma boa programação precisa daquele show no final da tarde que reúne diferentes gerações na frente do palco e entrega uma sequência de músicas que muita gente descobre que conhecia sem nem perceber.

Cheap Trick poderia cumprir exatamente essa função.

15. Lana Del Rey

Como Lana Del Rey ainda não aconteceu no Rock in Rio Brasil?

Sua estética poderia gerar um dos contrastes mais interessantes possíveis com a escala da Cidade do Rock. Lana não trabalha necessariamente com a lógica explosiva que normalmente associamos a grandes festivais, mas sua força está justamente em conseguir fazer multidões entrarem em outro ritmo.

E o público existe.

Seria um show para cantar, observar e provavelmente transformar cada telão da Cidade do Rock em material para milhares de vídeos nas redes sociais na manhã seguinte.

16. Chappell Roan

Se estamos pensando em 2028, não podemos montar um festival olhando apenas para artistas estabelecidos há vinte ou trinta anos.

Chappell Roan representa exatamente a necessidade de acompanhar uma geração mais recente do pop enquanto ela está construindo sua própria história.

Existe música, identidade visual, performance e, principalmente, personalidade. Tudo nela pode ser ampliado para o ambiente de um festival.

O Rock in Rio sempre funcionou melhor quando consegue equilibrar instituições da música com artistas que representam aquele momento específico da cultura pop. Chappell faria sentido justamente nesse segundo grupo.

17. PinkPantheress

Talvez uma das escolhas mais diferentes desta lista, e exatamente por isso está aqui.

PinkPantheress representa uma geração que cresceu consumindo gêneros, referências e períodos diferentes simultaneamente. Sua música atravessa pop, eletrônica, drum and bass e uma linguagem profundamente ligada à internet sem parecer simplesmente um produto dela.

Em vez de imaginar apenas o Palco Mundo, aqui também existe espaço para pensar em outras estruturas do festival.

Um line-up realmente interessante precisa permitir descobertas.

18. Olivia Dean

Outra artista que poderia chegar a 2028 em uma posição ainda maior.

Olivia Dean possui uma elegância musical que faria muito sentido no Palco Sunset, principalmente naquele horário em que o sol começa a desaparecer e o festival permite shows menos preocupados com explosões e mais interessados em atmosfera.

Soul e pop encontram espaço em uma apresentação que poderia funcionar como contraponto perfeito aos grandes espetáculos espalhados pela Cidade do Rock.

Nem todo show precisa tentar derrubar o palco.

Às vezes, conquistar o público é muito mais interessante.

19. Olivia Rodrigo

Essa parece questão de tempo.

Olivia Rodrigo já tem repertório, público e dimensão suficientes para ocupar uma posição enorme em qualquer festival. Até 2028, considerando o ritmo de sua carreira, imaginar uma estreia no Rock in Rio se torna ainda mais natural.

E existe algo especialmente interessante na maneira como Olivia consegue circular entre o pop e guitarras sem precisar escolher um único território.

Em um festival que passou décadas discutindo o significado da palavra “rock” em seu próprio nome, talvez poucas artistas de sua geração consigam brincar tão naturalmente com essa fronteira.

Palco Mundo. Sem medo.

20. Arctic Monkeys

Terminamos com outra ausência difícil de explicar.

O Arctic Monkeys já passou diversas vezes pelo Brasil, construiu uma enorme base de fãs por aqui e possui uma discografia que acompanhou diferentes fases do rock deste século. Mesmo assim, o encontro com o Rock in Rio Brasil ainda não aconteceu.

Alex Turner e companhia poderiam encerrar uma noite dedicada ao rock alternativo sem qualquer dificuldade. E a possibilidade de construir o restante daquele dia ao redor de nomes como Radiohead, Alice in Chains, Sleep Token ou outras atrações dessa lista deixa o exercício ainda mais interessante. No final, essa é justamente a graça de pensar no Rock in Rio 2028.

O festival não precisa abandonar os artistas que já funcionaram para conseguir se renovar. Precisa abrir espaço para que novas histórias também comecem na Cidade do Rock.

A edição de 2026 mostrou isso de diferentes maneiras. A estreia do K-pop no Palco Mundo colocou Stray Kids, Hwasa e NEXZ em uma programação que alguns anos atrás pareceria improvável, enquanto outros dias continuaram apostando em nomes tradicionais do festival. A própria organização já indicou que pretende manter o K-pop em 2028. O desafio para a próxima edição talvez esteja justamente nesse equilíbrio.

U2, Pearl Jam, Adele, Lady Gaga, Cardi B, Sleep Token, Parkway Drive, Radiohead, Alice in Chains, Janet Jackson, Cher, Christina Aguilera, Jennifer Lopez, Cheap Trick, Lana Del Rey, Chappell Roan, PinkPantheress, Olivia Dean, Olivia Rodrigo e Arctic Monkeys representam gerações e propostas completamente diferentes. E essa é a intenção. Se são sete dias de festival, queremos sete dias que tenham motivos diferentes para existir. Agora é com o Rock in Rio. E, por favor, antes que alguém tenha a ideia: gostamos de vocês, Maroon 5, mas vamos dar um tempinho.

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Temas: Rock in Rio

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