O cinema às vezes escolhe sussurrar ao invés de gritar. E é nesse ritmo mais contido, quase sagrado, que “The History of Sound” começa a ganhar forma. O trailer divulgado pelo MUBI nesta quinta-feira entrega um recorte delicado do que deve ser uma das histórias de amor mais sutis e dolorosas da temporada.
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Estrelado por Paul Mescal e Josh O’Connor, o filme está previsto para estrear nos Estados Unidos no dia 12 de setembro, chegando ao Canadá uma semana depois, no dia 19. No Brasil? Por enquanto, ainda não há sinal de lançamento por aqui. Mas vale a pena ficar atento.
O enredo se passa após a Primeira Guerra Mundial, quando os personagens David e Lionel se reencontram. Eles se conheceram num conservatório, ainda jovens, trocando olhares e descobertas. A ligação nasce ali, entre partituras e silêncios, mas só floresce de fato depois que David retorna do front. A guerra não só transforma o corpo, mas também a urgência do afeto.
É nesse novo mundo, ainda cheio de ecos e fantasmas, que o relacionamento entre os dois ganha profundidade. Os encontros acontecem em paisagens quase poéticas: florestas, lagos, estradas que parecem ter sido desenhadas para acolher o que há de mais íntimo. David tem um hábito que mistura arte, memória e resistência: ele viaja pelos Estados Unidos coletando canções que só existem na boca das pessoas. Músicas que não foram escritas, só cantadas, passadas de geração em geração. Para preservá-las, ele grava em cilindros de argila, anota versos à mão. É como se cada registro fosse uma tentativa de manter algo vivo num mundo que insiste em esquecer.
Lionel, fascinado por esse gesto quase arqueológico, se aproxima. Há algo de mágico em observar o som ganhando forma física, visível, palpável. É como tocar o que antes só era sentido. E nisso também se constrói o romance: em tudo que se tenta salvar do tempo, em tudo que o silêncio não consegue esconder.
Com direção sensível e uma fotografia que já parece prometer paisagens emocionais tanto quanto visuais, “The History of Sound” aposta na delicadeza como linguagem. Não é sobre grandes gestos, é sobre escutar o que há por trás deles.
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