O Rooftime inicia uma nova fase da carreira com “Rainbow”, single que chega às plataformas digitais em 21 de agosto e amplia os caminhos explorados pelo trio dentro da música eletrônica. Formado por Gabriel, Rodrigo Souza e Lisandro Carvalho, o grupo mantém a produção eletrônica como um dos pilares de sua identidade, mas abre espaço para vocais, riffs de violão e elementos de pop, criando uma faixa que, segundo os próprios integrantes, nasceu de um processo diferente do habitual.

Trechos de “Rainbow” já começaram a circular no TikTok antes do lançamento oficial, colocando a música em contato com o público enquanto o Rooftime prepara a chegada completa da faixa. Para o trio, essa primeira recepção também representa uma oportunidade de entender como uma produção que foge de alguns padrões anteriores será percebida por diferentes ouvintes.
Em entrevista, os integrantes explicaram que a expectativa em torno da música está justamente na possibilidade de provocar sensações diferentes. A imagem do arco-íris, presente no próprio título, também serviu como ponto de partida para essa leitura, já que o fenômeno aparece depois da chuva e pode carregar significados distintos dependendo de quem o observa.
“É uma experiência completamente nova a gente apresentar ‘Rainbow’ para o público. Eu tenho a sensação de que ela vai causar coisas diferentes em pessoas diferentes. Você está trazendo o sentimento da praia, uma coisa leve, o sol e tudo mais, mas, ao mesmo tempo, a gente está falando de um arco-íris que geralmente vem depois da chuva”, afirmou o grupo.
Essa liberdade também aparece na própria construção da faixa. Segundo o Rooftime, “Rainbow” surgiu a partir de experimentações com técnicas e ferramentas de produção que ainda não faziam parte do processo habitual do trio. Em vez de partir de uma fórmula conhecida, os integrantes decidiram testar novas possibilidades e seguir aquilo que funcionasse musicalmente durante a criação.
“A gente não fica muito preso, colocando regra. É totalmente livre. A gente senta junto e o que está sentindo, gostou, vamos deixar assim e vai. Se a gente está sentindo, enxergando, a gente vai até o fim”, contou o trio sobre a dinâmica de trabalho no estúdio.
A mudança de abordagem também acompanha uma visão mais ampla do grupo sobre sua própria identidade. Embora tenha construído sua trajetória principalmente dentro da música eletrônica, o Rooftime afirma que nunca enxergou o gênero como uma fronteira que determinasse tudo o que poderia produzir. “Rainbow” surge justamente desse entendimento, incorporando referências diferentes sem abandonar a base eletrônica que acompanha o trio desde o início.
“A gente sempre foi para o outro lado de ‘faz música eletrônica, então é música eletrônica’. A gente sente que consegue fazer o que a gente se sente à vontade de fazer, eu acho. E ‘Rainbow’ é um exemplo disso”, explicou o grupo.
A relação com o público brasileiro também aparece como uma questão importante nessa trajetória. O Rooftime trabalha com músicas cantadas em inglês em um mercado no qual gêneros como sertanejo, funk e pagode ocupam grande espaço no consumo popular. Para os integrantes, essa diferença torna especialmente significativa a conexão com ouvintes que normalmente não acompanham música eletrônica, mas encontram no trabalho do trio uma porta de entrada para o gênero.
“A gente se sente muito grato e é muito especial para a gente ver o pessoal ouvindo, gostando e mandando mensagem. Porque o Rooftime é uma banda que canta em inglês e a gente está no Brasil. Os principais estilos são sertanejo, funk, pagode. Tem um choque muito grande de cultura”, disseram.
O grupo também contou que já recebeu comentários de pessoas que não costumavam ouvir música eletrônica, mas passaram a acompanhar o Rooftime. Para os integrantes, esse tipo de resposta demonstra como a mistura de referências pode aproximar públicos diferentes e criar uma relação própria entre o artista e quem está descobrindo seu trabalho.
“A gente escuta também: ‘eu não gosto muito de eletrônico, mas o Rooftime eu gosto’. Então ser essa porta de entrada para o público é muito especial”, afirmou o trio.
Essa busca por espaços diferentes dentro da música eletrônica acompanha o Rooftime desde sua formação. Os integrantes explicam que, desde o começo, enxergavam no gênero uma área ampla para experimentação, na qual poderiam testar combinações, referências e formatos até encontrar os caminhos que melhor representassem o grupo.
“A gente enxergava desde o começo na música eletrônica uma oportunidade muito grande, um espaço a ser explorado muito grande. E o que a gente faz no dia a dia é tentar brincar com esses lugares para ver onde a gente se encaixa. É quase como se fosse uma criatividade itinerante dentro do mercado”, explicou o grupo.
A experimentação, inclusive, não acontece apenas de maneira planejada. Durante a entrevista, o Rooftime contou que algumas das músicas que considera mais importantes de sua trajetória nasceram de erros ou acontecimentos inesperados durante a produção. Para os integrantes, deixar espaço para essas situações pode ser fundamental para chegar a resultados que não seriam alcançados seguindo um caminho totalmente previsível.
“Às vezes, a gente está produzindo e sente que está naquela mesma pegada, fazendo mais ou menos. De repente, um erro, uma coisa diferente aparece e você já pensa: ‘peraí, essa música não era assim’. De repente, não é azul, é amarelo. E a gente sente que as melhores músicas que a gente fez saíram por erros”, contou o trio.
Essa disposição para aceitar o inesperado também encontra paralelo na relação dos integrantes com o TikTok. Ao comentar o que costuma aparecer no algoritmo pessoal, o grupo citou uma combinação bastante variada de conteúdos, passando por futebol, música, festivais, viagens e vídeos completamente aleatórios.
“O algoritmo do TikTok já me consumiu de um jeito que eu fico ali… aparece coisa do Corinthians, aí aparece o Fred Again, aí aparece o festival. É meio isso, velho. Futebol, música, sempre de carro, viagem e, de repente, às vezes, é uma coisa completamente aleatória que você para para ver”, brincaram os integrantes.
Para o Rooftime, essa imprevisibilidade tem relação direta com a maneira como o próprio grupo encara a criação musical. A possibilidade de ser surpreendido por algo inesperado faz parte tanto do consumo quanto da produção, mantendo aberto o espaço para que novas ideias apareçam no processo.
A trajetória do Rooftime começou em 2018, quando o grupo lançou “I Will Find”, parceria com Vintage Culture pela gravadora holandesa Spinnin’ Records. A faixa ultrapassou 278 milhões de streams e marcou o início de uma carreira que posteriormente incluiu colaborações com Alok e Dubdogz, além de músicas como “Free My Mind” e “Don’t Let It Go”.
Ao longo dos anos, o trio acumulou quase 800 milhões de streams e passou por importantes palcos da música eletrônica e dos festivais brasileiros, incluindo Lollapalooza Brasil, Green Valley e Universo Paralello. Em agosto, o grupo também levou seu trabalho ao Chile para duas apresentações, realizadas em Santiago e no resort de El Colorado.
A agenda do Rooftime segue com apresentações no Brasil durante agosto e setembro, com datas previstas em Brasília, Gramado, Curitiba, Goiânia, Luminárias e Belém. O lançamento de “Rainbow” acontece nesse período de expansão das atividades do trio e chega ao público como um dos primeiros movimentos de uma fase construída em torno de novas experiências sonoras.
Com “Rainbow”, o Rooftime mantém a música eletrônica como ponto de partida, mas amplia os limites da própria produção. A faixa chega às plataformas digitais em 21 de agosto, enquanto os trechos já disponibilizados no TikTok antecipam uma música que, segundo o grupo, representa a liberdade de testar, errar e seguir por caminhos diferentes dentro de sua identidade artística.
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