Rosana, voz de “Como uma Deusa”, lança música contra o machismo

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Foto: Henrique Alqualo

Uma das cantoras mais celebradas da história da música popular brasileira está de volta com um trabalho inédito. Cantora, compositora e instrumentista, Rosana lança o single “Eu Bem Que Te Avisei” com participação do filho rapper Fiengo. A faixa estará em seu próximo disco de estúdio, ainda sem título, idealizado pelo selo LAB 344 e com lançamento previsto para o segundo semestre de 2021.

No ano em que a Lei Maria da Penha completa 15 anos, Rosana, ícone dos anos 80 e 90, lança um pop viciante com o objetivo de alertar sobre casos de assédio. “O machismo é estrutural e está em todas as nossas relações sociais”, diz Rosana, que é adepta da conscienciologia.

A faixa – que chega acompanhada de um clipe em preto e branco com direção de Henrique Alqualo (Emicida, Caetano Veloso) e participação do dançarino Neguebites (Heavy Baile) – foi composta e produzida por Sergiopí, Bombome Hiroshi Mizutani. O trio assina a produção do aguardado álbum da cantora, que contará com parcerias e inéditas de nomes como Wado, Zeca Baleiro, Cris Delanno, Kassin e Gabriel Moura.

Ganhadora de vários prêmios da indústria, entre eles 5 como melhor cantora, 8 discos de ouro e 2 de platina, Rosana teve seus hits nos topos das paradas em toda América Latina, Portugal e Espanha, se tornando um fenômeno popular. Vendeu cinco milhões de cópias de seu álbum Coração Selvagem, onde reúne os sucessos Nem um toque, Custe o que custar e O amor e o Poder. Rosana também é uma das recordistas em temas de novela no Brasil, com canções incluídas em 21 trilhas sonoras. Suas músicas ficaram entre as mais pedidas pelo público aos longo dos anos 90 e 2000.

“Dizem que é uma volta. Eu considero uma continuação dessa estrada musical onde encontrei esses nobres e talentosos parceiros que estão me dando a chance de fazer parte de um projeto. Quero ser mais uma porta-voz do universo feminino. Eu vinha recusando convites por não despertarem em mim um interesse. Foi amor à primeira nota musical! Por várias razões. Uma delas é que tem o objetivo, no conteúdo de algumas músicas do álbum, de alertar para a violência contra a mulher e minorias. Chega de misoginia, racismo e homofobia”, diz a cantora.

“Ser artista mulher nesse país, por si só, já traz muitas dificuldades. Muitas vezes temos que aguentar julgamentos, humilhações e injustiças. Coisas que não acontecem no cenário masculino. Essa é a pior parte. A parte boa é o carinho que a gente recebe dos fãs. É a força que nos dá ânimo para seguirmos em frente. É quando a gente sente que todo o sacrifício valeu a pena”, finaliza a artista.

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