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“Saneamento Básico, o Filme” volta ao centro das atenções após vitórias de Wagner Moura

O filme “Saneamento Básico, o Filme”, dirigido por Jorge Furtado e lançado em 2007, voltou ao centro das conversas culturais no Brasil no início de 2026, impulsionado pelo momento histórico vivido por Fernanda Torres e Wagner Moura no circuito internacional de prêmios. O longa, que completa 18 anos, passou a circular novamente nas redes sociais, no Letterboxd e também nos cinemas, em um movimento raro de redescoberta popular de uma comédia brasileira.

“Saneamento Básico, o Filme” volta ao centro das atenções após vitórias de Wagner Moura

Desde o anúncio do Globo de Ouro de Wagner Moura por “O Agente Secreto” e da trajetória vitoriosa de Fernanda Torres com “Ainda Estou Aqui”, usuários passaram a resgatar cenas, fotos e diálogos do filme nas redes. No X, antigo Twitter, uma das postagens mais compartilhadas sobre o tema resumiu o clima do momento ao afirmar que “está sendo um ótimo ano para o elenco de saneamento básico”.

O impacto também se refletiu no mercado exibidor. Até o início de janeiro, “Saneamento Básico, o Filme” voltou aos cinemas em 46 salas espalhadas por 18 estados brasileiros, além de permanecer disponível no streaming da HBO Max. Dados da Ancine mostram que, em sua estreia original, o longa alcançou 190.656 espectadores, foi exibido em 58 salas e arrecadou R$ 1,5 milhão, números que agora voltam a ser lembrados dentro de um novo contexto de prestígio internacional do elenco.

Nas redes sociais, os protagonistas celebraram o retorno do filme às telas. Fernanda Torres afirmou que “foi um dos filmes que mais amou fazer”, exaltando o roteiro e a direção de Jorge Furtado. Wagner Moura também destacou o longa como “uma das comédias mais inteligentes e divertidas” de sua trajetória, reacendendo o interesse de um público que, em muitos casos, sequer havia assistido ao filme quando foi lançado.

O próprio Jorge Furtado percebeu o fenômeno. Em seu perfil no Letterboxd, o diretor comentou o crescimento expressivo de críticas e análises vindas de usuários internacionais, além de espectadores brasileiros que revisitaram o filme quase duas décadas depois. O interesse dialoga diretamente com o momento de visibilidade global do cinema nacional, que ganhou novo fôlego com os prêmios recentes conquistados por seus intérpretes.

Na trama, “Saneamento Básico, o Filme” acompanha os moradores da fictícia Linha Cristal, que enfrentam um problema básico de infraestrutura. Sem verba para resolver uma fossa a céu aberto, a comunidade descobre que o único dinheiro disponível na prefeitura é destinado à produção de um filme. A solução encontrada por Marina, personagem de Fernanda Torres, é criar uma ficção sobre um monstro do esgoto para, na prática, financiar a obra real de saneamento. O que começa como uma manobra burocrática se transforma em uma reflexão espirituosa sobre cinema, política e sobrevivência.

Reassistir ao longa hoje também chama atenção pelo elenco que reúne alguns dos nomes mais relevantes da dramaturgia brasileira, como Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Paulo José, além da dupla que agora ocupa o centro do noticiário internacional. A performance de Wagner Moura como Joaquim, o improvável “monstro”, ganha nova leitura à luz de sua consagração em festivais e premiações globais.

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