A cantora e compositora Sia vendeu 50% de seu catálogo musical por US$ 180 milhões, em um acordo com a empresa sueca de investimentos em entretenimento Pophouse Entertainment. O negócio inclui direitos de publicação e gravações originais de músicas associadas à carreira da artista, entre elas “Chandelier”, “Cheap Thrills” e “Titanium”.

Com a negociação, o catálogo completo de Sia passa a ter uma valoração implícita de aproximadamente US$ 360 milhões, considerando o valor pago pela metade dos ativos. O acordo reúne direitos de diferentes fases da carreira da cantora e compositora, que acumulou sucessos internacionais tanto como intérprete quanto como autora.
A transação também está relacionada a questões financeiras decorrentes do divórcio de Sia com Dan Bernad. Segundo documentos obtidos pelo TMZ, US$ 165 milhões do acordo correspondem a músicas criadas antes do casamento. Bernad teria aberto mão de seus direitos sobre essa parcela mediante um pagamento de US$ 1 milhão.
Os US$ 15 milhões restantes, referentes a músicas produzidas durante o período do casamento, ficarão mantidos em uma conta de garantia enquanto as partes definem a divisão do valor.
Além da exploração comercial do repertório, a parceria entre Sia e Pophouse prevê novos projetos relacionados ao universo artístico da cantora. A empresa pretende desenvolver uma experiência imersiva protagonizada por um avatar digital de Sia, ampliando a utilização de sua obra para além dos formatos tradicionais de música ao vivo e gravações.
A Pophouse foi cofundada por Björn Ulvaeus, integrante do ABBA, e ganhou destaque no mercado de entretenimento por projetos que combinam música, tecnologia e experiências presenciais. A empresa está por trás do “ABBA Voyage”, espetáculo imersivo apresentado em Londres que utiliza versões digitais dos integrantes do grupo.
O modelo também já foi utilizado pelo KISS, que encerrou sua trajetória de shows tradicionais e passou a trabalhar com versões digitais dos integrantes para projetos futuros.
A negociação coloca Sia entre uma série de grandes artistas que optaram por transformar parte de seus catálogos em ativos financeiros nos últimos anos. Justin Bieber e Katy Perry estão entre os nomes que também negociaram direitos de seus repertórios em transações milionárias.
Para a Pophouse, o acordo com Sia representa não apenas a aquisição de participação em um catálogo de sucessos globais, mas também a possibilidade de desenvolver novas formas de exploração de sua obra por meio de experiências digitais e presenciais.
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