“The Last Photograph”, novo filme dirigido por Zack Snyder, teve sua primeira exibição neste domingo, 13 de setembro, durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, e encontrou uma recepção predominantemente negativa entre os primeiros críticos que assistiram ao longa. Apesar de elogios pontuais à fotografia, avaliações publicadas após a sessão questionaram o roteiro, a duração, a violência e a representação das personagens femininas.

O filme representa um projeto particularmente antigo para Snyder, que trabalha na ideia há quase duas décadas. Desta vez, o cineasta buscou uma abordagem diferente de suas produções de maior orçamento, mas a tentativa de construir um trabalho mais dramático e pessoal não convenceu parte dos profissionais presentes no festival.
O crítico brasileiro Waldemar Dalenogare esteve entre os que reagiram negativamente à produção. Em publicação após a exibição, ele classificou “The Last Photograph” como o pior filme da carreira de Zack Snyder e também direcionou críticas à construção de um dos personagens da história.
Matt Neglia, do Next Best Picture, identificou no longa uma tentativa de Snyder de produzir algo mais profundo e artisticamente diferente de seus trabalhos anteriores. Para o crítico, porém, essa ambição não se converteu em uma experiência satisfatória.
Neglia descreveu “The Last Photograph” como “tedioso, frustrante e exaustivo” e afirmou que, até aquele momento, era o pior filme que havia assistido durante a edição do Festival de Toronto.
A recepção de Elizabeth Mulloy seguiu uma direção semelhante. A jornalista apontou problemas de ritmo e estrutura e descreveu o longa como sem rumo, artificial, confuso, repetitivo, superficial e excessivamente longo. Entre os poucos aspectos que receberam elogios esteve justamente sua construção visual.
A fotografia aparece como um dos raros pontos de consenso positivo entre algumas das primeiras avaliações, mesmo entre críticos que demonstraram forte rejeição ao restante da produção. A característica mantém uma associação frequente ao cinema de Snyder, conhecido pela atenção dedicada à composição de imagens e à estilização visual de suas produções.
Para Joey Magidson, o longa demonstra que o diretor teve liberdade para desenvolver o projeto que desejava, mas o resultado acabou prejudicado por seus excessos. O crítico definiu a experiência como entediante, inchada e marcada por uma quantidade elevada de violência.
A violência também apareceu entre os principais problemas apontados por Christopher Cross. O crítico classificou “The Last Photograph” como o pior longa que havia acompanhado naquela edição do festival e afirmou que nem mesmo as sequências de ação mais violentas conseguem construir a tensão esperada.
Dave Baldwin, por outro lado, identificou várias características associadas ao trabalho de Zack Snyder ao longo de sua carreira. Violência gráfica, câmera lenta, longa duração e enquadramentos planejados para gerar impacto visual continuam presentes, embora o crítico tenha questionado a finalidade da produção como um todo.
As primeiras impressões também indicam que “The Last Photograph” pode apresentar uma experiência diferente daquela encontrada nos trabalhos de maior escala do diretor. Cam Maitland considerou que até mesmo espectadores particularmente ligados ao cinema de Snyder poderão encontrar dificuldades com o filme.
Segundo Maitland, o longa não apresenta com a mesma intensidade a energia visual normalmente associada ao cineasta. O crítico relatou ainda uma reação negativa da própria plateia durante um momento emocional importante da história, mesmo depois de uma recepção inicialmente animada a uma referência a “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” durante a apresentação.
Outro ponto que ganhou espaço nas avaliações foi a maneira como as personagens femininas são representadas. Nadia Dalimonte apresentou uma das reações mais duras após a sessão e classificou a produção como ofensiva e degradante em relação às mulheres.
A crítica ao tratamento das personagens se soma aos questionamentos sobre a violência e o desenvolvimento dramático, formando um conjunto de avaliações particularmente negativas para um projeto que Snyder tenta colocar em produção há vários anos.
“The Last Photograph” acompanha um ex-agente da DEA que viaja para as montanhas da América do Sul após o desaparecimento do sobrinho e da sobrinha. Os dois somem depois que seus pais são assassinados, levando o protagonista a iniciar uma busca pela região.
Durante a investigação, ele passa a contar com a ajuda de um fotógrafo de guerra que testemunhou o crime. Conforme a dupla avança pelo território, a viagem passa a envolver os traumas carregados pelos personagens e uma progressiva perda das fronteiras entre realidade e delírio.
O elenco é liderado por Stuart Martin e Fra Fee, que já possuem uma relação profissional com Snyder por trabalhos ligados ao universo de “Rebel Moon”. O roteiro foi escrito por Kurt Johnstad, colaborador do diretor em “300” e “Rebel Moon”, a partir de uma história concebida pelo próprio Snyder.
O projeto acompanha Snyder há aproximadamente duas décadas e passou por diferentes momentos de desenvolvimento antes de finalmente chegar às telas. Sua apresentação em Toronto representa agora o primeiro contato da crítica com o resultado dessa produção.
As avaliações publicadas após a primeira sessão indicam uma recepção inicial difícil para “The Last Photograph”, com críticas recorrentes à duração, ao ritmo, à violência e ao desenvolvimento dos personagens, enquanto a fotografia aparece entre os elementos que conseguiram receber comentários positivos.
Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.





