O novo “Anaconda” acaba de ganhar seu trailer final, revelando um dos elementos mais simbólicos dessa releitura: o retorno de Ice Cube, protagonista do filme original lançado em 1997. A prévia deixa claro que o projeto dialoga diretamente com o legado do longa que marcou o cinema de aventura e terror dos anos 1990, agora filtrado por um olhar mais autoconsciente e irônico.

A trama acompanha um grupo de amigos atravessando uma crise típica da meia-idade, marcada por frustrações profissionais, sonhos abandonados e a sensação de que o tempo passou rápido demais. Em busca de sentido, eles decidem realizar um desejo antigo: refazer o filme que marcou a juventude do grupo, usando “Anaconda” como ponto de partida para um reboot improvisado, quase terapêutico, que mistura nostalgia e escapismo.
O plano, porém, sai do controle assim que o grupo chega à floresta. O que começa como uma tentativa de reviver o passado se transforma em uma experiência de sobrevivência, com desastres naturais reais, criminosos violentos e cobras gigantes, elementos que resgatam o espírito exagerado do original e ampliam o risco da jornada. O trailer sugere um equilíbrio entre humor, tensão e comentário metacinematográfico, sem abandonar o espetáculo que consagrou a franquia.
No elenco, Jack Black interpreta um antigo diretor, hoje preso à rotina de cinegrafista de casamentos, alguém que carrega frustração criativa e um desejo constante de reconhecimento. Já Paul Rudd vive um ator que chegou a ter visibilidade ao participar de uma temporada em uma série policial, mas vê os sonhos de Hollywood se afastarem a cada novo teste fracassado, funcionando como espelho das inseguranças do grupo.
O retorno de Ice Cube surge como ponto de conexão direta com o passado da franquia, reforçando a ideia de continuidade simbólica e legitimando essa nova abordagem. A presença do ator estabelece um diálogo entre o “Anaconda” de 1997 e essa versão contemporânea, que parece consciente tanto do impacto cultural do original quanto de suas limitações.
Com estreia marcada para 25 de dezembro, o novo “Anaconda” se apresenta como uma releitura que combina nostalgia, humor e perigo, usando a própria ideia de reboot como motor narrativo.
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