A atriz e diretora Victoria Ariante, de 33 anos, vive um momento especial em sua carreira. Após o sucesso de sua estreia na direção com “Se essa lua fosse minha”, ela assina simultaneamente dois novos trabalhos: o infantil “Pororoca”, em cartaz até 19 de outubro nos SESCs de São Paulo, e o monólogo musical “Donatello”, que segue no Teatro Glaucio Gill, no Rio de Janeiro, até 31 de outubro.
Em “Pororoca”, a artista conduz uma história lúdica e simbólica sobre Aruá, um molusco que perde sua concha após a passagem da famosa onda amazônica. O espetáculo, criado pela Cia. 2 Mililitros, usa a metáfora para falar das transformações da infância — como o crescimento e a chegada de um irmão mais novo. “A ideia é abordar as mudanças que fazem parte da infância de maneira poética e acessível”, explica Victoria.
A diretora destaca as reações espontâneas do público infantil: “As crianças expressam tudo em voz alta, e isso é essencial para entendermos se a história realmente chegou até elas. É um aprendizado constante”.
Já em “Donatello”, escrito e protagonizado por Vitor Rocha, a narrativa acompanha um menino que tenta preservar as memórias do avô com Alzheimer por meio de sabores de sorvete. “O texto nasceu de conversas sobre nossas experiências familiares. Não é uma obra biográfica, mas carrega uma verdade emocional muito forte”, comenta Victoria.
A parceria entre os dois artistas vem desde “Cargas D’Água”, quando Vitor Rocha convidou Victoria para coreografar o espetáculo. A colaboração evoluiu para a direção de “Se essa lua fosse minha”, marcando o início de sua trajetória como diretora.
Comparando suas duas produções atuais, Victoria reforça a importância de valorizar o teatro infantil: “Se queremos formar público, precisamos cuidar da experiência das crianças. Elas têm o direito de criar e imaginar à sua maneira”.
Natural de Santos, Victoria Ariante iniciou sua carreira artística ainda na infância, com música e dança. Aos 18 anos, participou de sua primeira peça profissional sob a direção de Oswaldo Montenegro, e mais tarde estudou teatro musical, incluindo cursos em Nova York. “‘Se essa lua fosse minha’ foi um divisor de águas. Descobri o quanto a direção me realiza e o quanto é possível transformar o público por meio dela”, conclui.
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