Se você achava que a Marvel já tinha esgotado todas as cartas na mesa depois do impacto cultural de “Avengers: Endgame”, é bom respirar fundo. Vem aí “Vingadores: Doomsday”, o quinto filme da franquia principal dos Vingadores e o trigésimo nono capítulo do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), previsto para chegar aos cinemas norte-americanos em 18 de dezembro de 2026. E não estamos falando só de mais uma aventura cheia de heróis voando e raios lasers saltando pelos cantos. O projeto é tão ambicioso que pode recolocar a Marvel no topo absoluto do entretenimento global depois de alguns tropeços recentes.
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O filme marca o retorno dos irmãos Russo à direção, depois de terem cravado seus nomes na cultura pop comandando “Avengers: Infinity War” e “Avengers: Endgame”. Agora eles trazem consigo uma escala épica ainda maior, ancorada em uma premissa ousada: juntar Vingadores, Wakandanos, Quarteto Fantástico, X-Men e Novos Vingadores para enfrentar ninguém menos que Doutor Destino. E sim, o Destino será interpretado por Robert Downey Jr., que trocou a armadura vermelha de Tony Stark pelo capuz verde do maior vilão dos quadrinhos da Marvel.
Essa escolha de elenco tem gerado todo tipo de reação. Teve gente aplaudindo de pé o retorno do ator ao MCU, outros acharam uma jogada desesperada do estúdio para tentar recuperar o fôlego depois de produções mornas. Mas a verdade é que Downey não aceitou voltar sem ter garantias criativas: ele ajudou a desenvolver a história de Victor von Doom, contribuiu para o figurino e estabeleceu toda uma trajetória psicológica para o personagem, que Joe Russo descreve como um dos mais complexos já adaptados.
A escalação também é um show à parte. O filme traz Chris Hemsworth como Thor, Anthony Mackie assumindo o manto de Capitão América, Sebastian Stan como Bucky Barnes, Letitia Wright como Shuri, Paul Rudd no uniforme do Homem-Formiga, Florence Pugh de volta como Yelena Belova e Winston Duke como M’Baku. E isso só entre os nomes mais conhecidos do MCU.
Tem também Pedro Pascal dando vida ao Senhor Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm, Joseph Quinn como Tocha Humana e Ebon Moss-Bachrach como o Coisa — o que significa que o Quarteto Fantástico finalmente se integra de vez ao MCU. O mesmo vale para os mutantes: Patrick Stewart retorna como Professor Xavier, Ian McKellen retoma Magneto, James Marsden volta como Ciclope e Alan Cumming revive o Noturno. Até Rebecca Romijn está de volta como Mística. Tudo isso enquanto a Marvel aproveita para trazer de volta também os Thunderbolts (revelados em “Thunderbolts*” de 2025 como os Novos Vingadores oficiais do governo), liderados por Bucky e contando ainda com Guardião Vermelho, Fantasma, Agente Americano e Sentinela.
E se isso soa como muito personagem, é porque é mesmo. Só na live de cinco horas transmitida pela Marvel no YouTube para revelar as cadeiras do elenco no set, o público pôde conferir nada menos que 26 nomes confirmados, cada um ganhando seu momento ao som de trilhas clássicas do MCU. O evento foi um estouro: atraiu 100 mil espectadores simultâneos, bateu 275 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas e dominou as redes sociais, com memes pipocando para todos os lados.
Mas a trama? Bem, quatorze meses depois dos acontecimentos de “Thunderbolts*”, o planeta se vê diante de uma ameaça colossal: Victor von Doom, o Doutor Destino, obriga esses grupos tão distintos a trabalharem juntos. Os X-Men originais, o Quarteto Fantástico, Wakanda, os Novos Vingadores e os Vingadores clássicos precisam superar diferenças políticas, ideológicas e pessoais para impedir que Destino transforme a Terra num império distorcido governado por ele mesmo.
Curiosamente, depois do fracasso judicial de Jonathan Majors, que interpretava Kang, a Marvel abandonou o arco de Kang e remodelou completamente seus planos. “The Kang Dynasty”, que seria o quinto filme dos Vingadores, virou apenas “Avengers 5” nos bastidores e foi reescrito por Stephen McFeely para abrir espaço ao novo vilão. Foi a partir desse rearranjo que nasceu “Doomsday”. Os irmãos Russo aceitaram voltar justamente porque puderam colaborar numa história que não repetisse fórmulas, mas resgatasse o senso de grandiosidade e urgência que fez o público vibrar em 2019.
E claro que o marketing tem explorado isso até o último fio de energia. O anúncio de Downey como Destino, feito na San Diego Comic-Con de julho de 2024, foi um espetáculo: pessoas fantasiadas de Destino lotaram o palco até que o próprio ator tirou a máscara, arrancando gritos da multidão. A cobertura foi massiva e dividiu a opinião dos fãs, mas consolidou o filme como a principal aposta da Marvel para reconquistar o público e inaugurar de vez a Fase Seis do MCU.
As gravações começaram no Pinewood Studios, na Inglaterra, em abril de 2025 e devem se estender por seis meses, passando ainda por Windsor Great Park. Os irmãos Russo planejam filmar “Doomsday” e “Secret Wars” em paralelo, mas não na sequência direta que aconteceu com “Infinity War” e “Endgame”, algo que deve dar mais liberdade criativa e respirada entre as produções.
Ao que tudo indica, “Vingadores: Doomsday” será não só um colosso de efeitos especiais e encontros épicos, mas também uma história carregada de drama e dilemas morais. O Doutor Destino de Downey tem tudo para ser o tipo de vilão que falta ao MCU há tempos: um gênio torturado, narcisista, cheio de camadas, capaz de rivalizar com Thanos em complexidade e impacto.
No fim, o público é quem vai dizer se a Marvel acertou ou escorregou feio. Por ora, o estúdio parece disposto a arriscar tudo, apostando que a nostalgia e o espetáculo em larga escala ainda são capazes de lotar salas de cinema pelo mundo. E aí, será que a gente está pronto para embarcar em mais uma jornada de proporções multiversais?
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