A chegada de League of Legends: Wild Rift a um novo capítulo de sua própria história passou por um encontro aguardado há anos pela comunidade. Com a estreia de Norra, primeira campeã exclusiva do Wild Rift, o jogo finalmente materializou dentro da experiência in-game uma relação que já existia na lore: o reencontro com Yuumi, personagem já conhecida pelos jogadores. O momento, que antes era apenas imaginado pelos fãs, agora faz parte do universo jogável, ampliando o alcance narrativo e emocional do título.

Por trás dessa construção, duas vozes brasileiras ajudam a dar forma a esse vínculo. Cecília Lemes e Ana Elena Bittencourt assumem, respectivamente, Norra e Yuumi, em um trabalho que mistura técnica, interpretação e conexão direta com uma comunidade altamente engajada.
No caso de Cecília, o convite para dar voz à nova personagem chegou como um ponto fora da curva em uma carreira marcada por figuras fortes e imponentes. “Sempre quando eu participo de um projeto de game, é sempre muito gratificante. Agora, League of Legends, maravilhoso. Agora, fazer a Norra, essa personagem que eu literalmente ganhei, foi assim, foi muito, muito interessante, muito gostoso”, afirma. A construção da personagem exigiu um deslocamento de registros já conhecidos pela atriz, que explica: “Quando eu faço, a maioria é com voz de guerreira, voz de deusa. E essa não, essa é quase uma vovozinha, muito meiga. Só que ela é uma mestra”.
Esse equilíbrio entre delicadeza e autoridade aparece como um dos principais desafios da interpretação. “Então, esse desafio de deixar ela gostosinha, fofinha, mas ser uma mestra… você tem que encontrar a voz certa, dar a interpretação na hora certa”, completa. O resultado, segundo ela, já encontra eco direto na comunidade, que respondeu com engajamento imediato. “Eu tô muito feliz porque eu só recebo carinho, elogios, por estar fazendo a voz dessa personagem”.
Ao falar sobre o processo, Cecília também destaca uma diferença fundamental entre produções tradicionais e o trabalho em games. “Quando a gente vai dublar um filme, um desenho, você tá vendo a atriz, você tá vendo ela atuar. No game, você não tem imagem para fazer a localização”. Nesse contexto, a atuação depende quase exclusivamente de áudio original, referências visuais limitadas e direção precisa. “O que você tem para fazer a voz no game? Você só tem o áudio original. O máximo que te dão é uma foto da personagem”, explica, ressaltando que a fidelidade à versão original é um dos pilares do trabalho. “A regra é fazer o mais aproximado possível do original. Aí não tem erro”.
A experiência com a comunidade também aparece como parte essencial dessa jornada. Durante uma ação recente, Cecília teve contato direto com comentários de jogadores. “Um comentário melhor que o outro e um carinho, né? Porque ali, entre um comentário ou outro da personagem, vem um elogio do meu trabalho. Então, isso só deixa o coração mais quentinho”. Para ela, esse retorno é combustível para seguir no ofício. “Saber que por detrás de tudo isso tem os fãs, é gratificante”.

Do outro lado dessa conexão está Yuumi, personagem que já carrega uma base sólida de fãs e que ganha novas camadas com a chegada de Norra. Para Ana Elena Bittencourt, a relação entre as duas amplia o impacto da narrativa dentro e fora do jogo. “A chegada da Norra foi emocionante, até eu tinha criado expectativa sobre esse momento… Acho que trouxe mais profundidade à história da Yuumi, e trouxe uma relação bacana de ver para além do jogo”, comenta.
A construção da personagem, segundo Ana, partiu de uma direção detalhada e de referências bem definidas. “Fui impecavelmente conduzida pela direção do João Cappelli quando comecei a fazer a Yuumi. O tom de voz ideal e interpretação foram baseados na imagem, que é a de uma gatinha fofinha, mas de personalidade forte e sempre com aquela pitada de humor”. Esse equilíbrio entre carisma e autenticidade se tornou uma das marcas da personagem, como ela mesma destaca: “Eu diria que a Yuumi é bem autêntica, e é o que mais gosto nela”.
Assim como Cecília, Ana reforça os desafios específicos do trabalho em games. “Não temos acesso às cenas, não temos a necessidade do lip sync… temos a referência de tempo, o script e uma imagem do personagem”. Ainda assim, o resultado depende de um esforço coletivo, guiado por direção e interpretação. “É um desafio, e eu adoro! […] resulta em um belo trabalho em equipe”.
O retorno do público também aparece como um termômetro importante para medir o impacto da personagem. “Eu amo que recebo várias mensagens sinceras sobre jogar com a Yuumi… a gata é carismática”, diz, destacando a conexão direta com os jogadores. “Ver que isso atinge os jogadores é sensação de dever cumprido”.
Com a campanha já no ar e o encontro entre Norra e Yuumi finalmente incorporado ao universo de Wild Rift, o jogo consolida uma expansão que vai além de mecânicas e personagens, apostando na construção de vínculos afetivos com sua comunidade. E, nesse processo, as vozes por trás dessas figuras se tornam parte essencial da experiência, conectando narrativa, performance e público em uma mesma frequência.
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