Zach Cregger voltou ao centro das atenções com “Resident Evil”, nova adaptação cinematográfica da franquia de videogames da Capcom. Antes de assumir uma das propriedades mais conhecidas do terror e dos jogos eletrônicos, o cineasta construiu uma trajetória que começou na comédia e mudou de direção a partir do sucesso de “Noites Brutais”, lançado em 2022.

A filmografia de Cregger como diretor ainda é relativamente curta, mas seus trabalhos mais recentes concentraram forte atenção da crítica e do público. “Noites Brutais” e “A Hora do Mal” estabeleceram seu nome no terror antes da chegada de “Resident Evil”, enquanto seus primeiros trabalhos estavam relacionados principalmente ao humor.
Relembre os principais filmes dirigidos por Zach Cregger:
“Miss Março: A Garota da Capa” (2009)
Muito antes de ficar associado ao terror, Zach Cregger trabalhava principalmente com comédia. O cineasta integrou a trupe The Whitest Kids U’ Know e levou parte dessa experiência para seu primeiro longa como diretor.
“Miss Março: A Garota da Capa” foi codirigido por Cregger e Trevor Moore e acompanha um jovem que desperta de um coma depois de quatro anos e descobre que sua antiga namorada se tornou modelo de uma revista adulta. Ele então embarca em uma viagem ao lado de um amigo para tentar encontrá-la.
Cregger também protagonizou o longa ao lado de Moore. A comédia teve uma recepção crítica bastante diferente daquela que posteriormente marcaria os trabalhos do diretor no terror, mas representa o início de sua trajetória atrás das câmeras no cinema.
“Noites Brutais” (2022)
Treze anos depois, Cregger retornou à direção de longas com um projeto completamente diferente. “Noites Brutais” marcou sua entrada no terror e se tornou o filme responsável por ampliar sua projeção como cineasta.
A história começa quando Tess, interpretada por Georgina Campbell, chega a Detroit para uma entrevista de emprego e descobre que a casa alugada por ela também foi reservada por Keith, personagem de Bill Skarsgård. A situação inicialmente desconfortável se transforma gradualmente em uma história de terror com diferentes personagens e mudanças de perspectiva.
O elenco também conta com Justin Long. A estrutura narrativa, que modifica o foco da história durante o filme, tornou-se um dos elementos mais comentados de “Noites Brutais” durante seu lançamento.
O longa alcançou 92% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, consolidando uma recepção positiva e transformando Cregger em um nome acompanhado de perto por fãs do gênero.
“A Hora do Mal” (2025)
Depois de “Noites Brutais”, Cregger permaneceu no terror com “A Hora do Mal”, originalmente intitulado “Weapons”. O projeto aumentou consideravelmente a escala de sua produção e reuniu um elenco que inclui Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Austin Abrams e Amy Madigan.
A trama parte do desaparecimento simultâneo de crianças de uma mesma turma, que deixam suas casas durante a madrugada sem uma explicação aparente. O filme desenvolve o mistério por diferentes pontos de vista, conectando gradualmente personagens envolvidos no desaparecimento.
Novamente responsável pelo roteiro e pela direção, Cregger manteve algumas características narrativas presentes em “Noites Brutais”, principalmente a divisão da história entre diferentes personagens e a combinação de horror com momentos de humor.
“A Hora do Mal” também encontrou forte recepção entre os críticos e registrou aprovação superior a 90% no Rotten Tomatoes, mantendo a sequência de avaliações positivas iniciada pelo trabalho anterior do diretor.
“Resident Evil” (2026)
O passo seguinte colocou Zach Cregger diante de sua maior produção até agora. Em “Resident Evil”, o diretor assume uma nova adaptação da franquia criada pela Capcom, iniciando outra fase da propriedade nos cinemas depois das produções protagonizadas por Milla Jovovich e de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”.
O projeto também representa uma mudança importante de escala para Cregger. Depois de trabalhar com histórias originais em “Noites Brutais” e “A Hora do Mal”, o cineasta passou a comandar uma franquia com décadas de história nos videogames e diferentes adaptações para outras mídias.
A produção manteve a associação do diretor com o terror e chegou aos cinemas acompanhada por uma recepção positiva da crítica. O longa também registrou a maior abertura mundial da história cinematográfica de “Resident Evil”, ampliando o alcance comercial da filmografia de Cregger.
O desempenho dá continuidade a uma transformação profissional iniciada apenas alguns anos antes. Depois de passar mais de uma década sem dirigir outro longa após “Miss Março: A Garota da Capa”, Cregger retornou ao cinema como diretor com “Noites Brutais” e passou a concentrar seus trabalhos atrás das câmeras no terror.
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