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“A Empregada”: o que o filme mudou do livro e por que essas escolhas funcionam

Texto: Ygor Monroe
12 de janeiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Livros

A chegada de “A Empregada” aos cinemas em 1º de janeiro de 2026 marcou um daqueles momentos em que um fenômeno editorial finalmente encontra sua versão definitiva no audiovisual. O best-seller de Freida McFadden já carregava uma aura de suspense psicológico afiado, mas o filme, estrelado por Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar, escolhe um caminho que reorganiza o impacto da história sem trair o seu núcleo. O resultado é uma adaptação que entende o que precisa ser preservado e o que pode ser remodelado para funcionar melhor dentro da lógica do cinema.

“A Empregada”: o que o filme mudou do livro e por que essas escolhas funcionam
Em “A Empregada”, Sydney Sweeney interpreta Millie Calloway

A base da narrativa permanece intacta. Millie, uma mulher marcada por um passado turbulento, aceita trabalhar para o casal Nina e Andrew Winchester, mergulhando em uma rotina que rapidamente revela fissuras emocionais, jogos de poder e uma atmosfera de ameaça constante. Essa dinâmica de aparências, que no livro sustenta boa parte do desconforto do leitor, é mantida no filme com precisão. A casa continua sendo um palco de manipulação, tensão e falsa normalidade, onde cada personagem desempenha um papel que esconde algo muito mais perturbador por baixo da superfície.

A grande força da obra original sempre esteve na forma como Freida McFadden conduz o leitor por pontos de vista alternados, principalmente entre Millie e Nina, criando uma percepção instável sobre quem é vítima e quem é algoz. O longa-metragem preserva essa lógica, mas traduz o jogo psicológico em imagens, ações e reações mais diretas. Millie, vivida por Sydney Sweeney, perde parte da interiorização que o livro permite, mas ganha uma fisicalidade que torna seus dilemas mais urgentes e viscerais. Sua ambiguidade moral segue presente, só que agora expressa por escolhas, silêncios e explosões emocionionais, em vez de pensamentos narrados.

Nina continua sendo um dos eixos centrais da trama. A revelação de que ela, por trás de sua postura hostil e controladora, também é uma vítima de Andrew permanece como um dos pontos mais fortes da história. A diferença é o caminho até essa virada. No livro, Nina constrói sua estratégia de sobrevivência por meio de jogos psicológicos longos e cruéis, enquanto no filme essa construção é condensada em situações mais objetivas, como a falsa acusação contra Millie envolvendo o carro. O efeito final é o mesmo, mas o cinema opta por uma progressão mais rápida e visualmente clara, pensando no impacto imediato sobre o público.

Andrew, por sua vez, surge como uma presença ainda mais ameaçadora na adaptação. Se no livro sua violência se revela em camadas, no filme ela se impõe com mais rapidez e intensidade, criando uma sensação constante de perigo físico. Essa decisão reforça o suspense e ajuda a justificar o tom mais extremo do terceiro ato, onde as escolhas de Millie e Nina passam a ter consequências diretas e irreversíveis.

Uma das mudanças mais significativas está no uso dos personagens secundários. Enzo, que no livro é um aliado importante e emocionalmente envolvido com Nina, tem sua participação drasticamente reduzida no filme. Em vez disso, parte desse papel é transferida para Cece, a filha do casal, que se torna uma peça decisiva na dinâmica de proteção entre as mulheres. Essa escolha simplifica a narrativa e concentra o foco no núcleo principal da história, evitando dispersões que poderiam quebrar o ritmo no formato cinematográfico.

Já Evelyn, a mãe de Andrew, faz o caminho inverso. No livro, sua presença surge quase como um fantasma do passado, ligada a memórias e traumas. No longa, ela se torna uma figura constante e perturbadora, ajudando a reforçar o clima de ameaça dentro da mansão e aprofundando a origem do comportamento abusivo do filho. É uma dessas decisões que ampliam o subtexto sem precisar de explicações verbais.

O desfecho é onde livro e filme mais se distanciam. Na obra literária, Andrew morre de forma lenta, marcada por controle psicológico e punição silenciosa. Já no cinema, o confronto ganha contornos físicos e brutais, culminando em uma briga direta entre Andrew, Millie e Nina, que termina com ele sendo empurrado escada abaixo. A mudança transforma o clímax em um momento de catarse visual, alinhado ao gênero de suspense erótico que Hollywood abraçou para a adaptação. A essência, porém, continua a mesma. Millie assume o papel de uma justiceira que atua nas sombras, ajudando mulheres presas a relações abusivas a escaparem.

Essa abordagem mais gráfica também se reflete em outras cenas. A acusação de roubo contra Millie, por exemplo, é muito mais explícita e humilhante no filme, criando uma sensação imediata de isolamento. O livro trabalha esse momento de forma mais psicológica, mas o longa aposta no impacto direto, algo que dialoga melhor com a linguagem do audiovisual.

“A Empregada” entrega duas experiências que se complementam. O livro segue como um exercício de tensão psicológica prolongada, enquanto o filme oferece uma versão mais intensa, dinâmica e visualmente agressiva da mesma história. Nenhuma anula a outra. Pelo contrário. As diferenças revelam como uma mesma narrativa pode assumir formas distintas dependendo do meio em que é contada, mantendo o coração da obra enquanto explora novas maneiras de provocar, inquietar e prender o público.

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