“Além da Ilusão”: Larissa Manoela promete conquistar fãs com looks inspirados nas décadas de 30 e 40 em nova novela da Globo

Foto: Globo/João Cotta

Em “Além da Ilusão”, a próxima novela das seis, o público vai se emocionar com a história de Davi (Rafael Vitti) e Isadora (Sofia Budke/Larissa Manoela), em uma viagem ao Brasil das décadas de 1930 e 1940, marcado por tempos de profundas mudanças. Escrita por Alessandra Poggi, em sua estreia como autora titular solo, e com direção artística de Luiz Henrique Rios, essa saga de amor surpreendente, que reúne o belo, o mágico e o delicado, vai despertar os sonhos de quem vive o encantamento dos grandes encontros. “Espero que a novela emocione e faça as pessoas suspirarem de amor e se apaixonarem junto com os personagens. O objetivo é alegrar, dar esperança e lembrar que a vida também é isso”, ressalta Alessandra. A novela tem previsão de estreia em 7 de fevereiro e o diretor garante que a data não deve ser alterada por conta da nova onda de Covid-19 causada pela variante Ômicron, “com todos saudáveis e felizes”.

A novela é um grande desafio para Larissa Manoela, que interpretará pela primeira vez personagens de época e uma das coisas que mais chamaram a atenção da atriz são os looks usados por Isadora e Elisa. “Quando vi Elisa, Isadora, a forma como elas ousavam e donas de personalidades, foi impressionante. Toda equipe de figurino tem um capricho, carinho gigantesco, são peças lindas, e meus fãs que estão acostumados a me ver com peças mais jovens, agora vão ficar encantados com as peças de época, as boinas. Eu vejo aqui no Projac as pessoas falando que querem a boina da Isadora e vai ser legal ver as pessoas buscando essas peças”, contou a atriz em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (7) ao lado de Rafael Vitti, diretor e escritora.

Ambientada em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e dividida em duas fases, entre 1934 e 1944, “Além da Ilusão” é marcada por histórias de amor, traição, esperança, justiça e muito humor. A trama começa em Poços de Caldas, Minas Gerais, com o fascínio de Isadora (Sofia Budke), ainda criança, pelas mágicas do jovem Davi (Rafael Vitti). De férias na cidade, a pequena Dora, filha do influente Juiz Matias (Antonio Calloni) e de Violeta (Malu Galli), vive a expectativa da festa de aniversário de 18 anos de sua irmã, a sonhadora Elisa (Larissa Manoela). Davi é órfão de pai e mãe e foi com o avô que aprendeu seus primeiros truques de mágica. Apesar da vida difícil que leva, o jovem chegou a concluir seus estudos antes da família perder tudo, mas seu maior desejo é se tornar um ilusionista. Em sua passagem pela cidade, o jovem conhece, casualmente, Elisa no dia do baile de aniversário e eles se apaixonam. Matias não aceita a situação entre os dois e arma para separar o mágico de sua filha, por quem nutre verdadeira devoção.

Em uma trágica reviravolta, Elisa morre e Davi é condenado a 20 anos de prisão por um crime que não cometeu. Depois de 10 anos na cadeia e inconformado com a injustiça, o mágico recorre aos seus truques para fugir. Seu único objetivo é provar a sua inocência e restabelecer a verdade dos fatos. Segundo o diretor, a novela é uma parábola temporal vista por meio das relações, da magia, dos encontros, da aceitação e da busca pela justiça. “Quero que o público tenha, pela imagem, a sensação de esperança, encantamento e romantismo. Vamos apresentar um ambiente de alegria e magia na tela. Desejo que as pessoas sintam tudo isso”, conta Luiz.

Com a morte de Elisa, Matias fica completamente fora da razão, o que o impossibilita de trabalhar, e a família passa a viver em Campos dos Goytacazes, quando Violeta assume, ao lado da irmã Heloísa (Paloma Duarte), a administração da fazenda do pai, Afonso Camargo (Lima Duarte). Enquanto Davi está na prisão, as irmãs Camargo decidem aceitar uma proposta de sociedade com Eugênio (Marcello Novaes), permitindo a construção de uma fábrica de tecelagem no local. Violeta vê na proposta a chance de reconstruir a sua família após a morte da filha mais velha.

Dez anos se passam, a Tecelagem Tropical está a todo vapor e o antigo engenho de cana-de-açúcar abriga também uma vila operária. Isadora agora é uma linda jovem, fisicamente muito semelhante à irmã. Apesar das lembranças, o trauma da trágica morte da irmã no passado a fez esquecer o rosto de Elisa e do próprio Davi. Determinada e forte, ela se aperfeiçoou na costura com os ensinamentos da tia Heloísa, com quem tem uma relação muito carinhosa. Dora é noiva de Joaquim (Danilo Mesquita), que conheceu ainda na infância, mas seu perfil independente e pouco romântico faz com que ela sonhe muito mais com a carreira de modista do que com o casamento. Já Joaquim, afilhado de Eugênio e filho da ambiciosa e manipuladora Úrsula (Bárbara Paz), quer se casar o quanto antes para herdar os bens da família.

Mas o destino vai fazer com que Davi cruze mais uma vez o caminho de Isadora. Depois da fuga da prisão, o mágico consegue entrar clandestinamente em um trem para despistar a polícia. Um grave acidente interrompe a viagem e, mesmo machucado, Davi rouba os documentos e assume a identidade de um passageiro aparentemente morto, para evitar ser preso. O que o mágico não fazia ideia era que, a partir de então, ele era o mais novo contratado da fábrica de tecelagem. Sem nem imaginar de que se trata dos negócios da família de seu antigo amor, Davi segue viagem e se depara com Dora, a imagem e semelhança de Elisa. O encanto é imediato e o mágico logo se apaixona pela jovem, apesar da frustração de saber que ela é noiva de Joaquim. Ao descobrir que ele só está interessado no dinheiro de Isadora, Davi vai fazer de tudo para proteger e mostrar a verdade à amada, adiando os planos de provar sua inocência.

A autora contou que o ponto de partida para a criação da história foi um livro da comemoração dos 100 anos da Fábrica de Tecidos Bangu, no Rio de Janeiro, que contava a história de como uma fazenda de algodão virou uma fábrica de tecelagem e depois um bairro. A partir daí, ela criou uma fábrica fictícia em outra cidade e daí veio todo o ambiente de “Além da Ilusão”.

Além disso, as décadas retratadas na novela também trarão situações da época, como a 2ª Guerra Mundial, fim da Era Vargas, início da Democracia, movimentos feministas. “E esse universo é usado como pano de fundo para a trama, como por exemplo um personagem que vai lutar na guerra. Não se trata de um documentário e não vai abordar as coisas, mas pessoas vivendo as coisas”, acrescenta a autora.

Luiz Henrique Rios lembrou que a parte fotográfica e outros aspectos da trama foram inspirados em filmes como “Desejo e Reparação” e na série “Bridgerton”. “Estamos com a história na mão há mais de um ano. Estou falando de um tempo que ninguém viveu. O passado existiu e não existe e quisemos fazer um lugar com que o público pudesse viajar com menos crítica”, contou.

Um dos grandes pontos comemorados pela equipe foi poder sair de uma cidade cenográfica e gravar em Poços de Caldas, no segundo semestre do ano passado. Larissa contou que já esteve em Poços de Caldas em outra ocasião, mas desta vez foi um mergulho em uma realidade, conseguindo construir relações, conhecer as pessoas que serão a família durante toda a produção, no caso, a equipe. “Poços de Caldas é uma cidade incrível, linda, cheia de locações maravilhosas. Foi um ótimo início e essa primeira fase está uma coisa linda”, completa Rafael Vitti.

Rafael sempre quis fazer uma novela de época e foi um desafio para quem sempre fez personagens contemporâneos. “Naquela época as pessoas tinham uma outra métrica para conversar, passar informação, meu vocabulário está ampliando, e também tem a necessidade de se debruçar nesse período da história. A cada nova oportunidade de um papel é muita coisa nova a se aprender”, comemora.

Larissa compartilha da mesma ideia do par romântico na novela e contou que não sabia que seria presenteada com uma história interessante – e ainda com duas personagens. “Parecia que estava em um livro, fiquei envolvida capítulo a capítulo, com palavras diferentes do nosso vocabulário atual e a gente vai mergulhando nesse universo, uma realidade que não vivemos, e cada um tem sua forma de estudar, de decorar seu texto. Às vezes a gente se pega falando de uma forma mais coloquial”, finaliza.

%d blogueiros gostam disto: