Depois de se destacar em produções como “O Rei Leão” e “Elvis – A Musical Revolution”, o ator Gustavo Waz vive uma nova fase da carreira nos palcos ao integrar o elenco de “Dibuk”, espetáculo em cartaz até 31 de maio no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Na montagem, o ator interpreta Menashe, personagem que atravessa temas como religiosidade, desejo, insegurança e sexualidade em meio a uma narrativa marcada por elementos sobrenaturais, humor ácido e situações caóticas.
Conhecido anteriormente por personagens ligados a universos mais populares e familiares do teatro musical, Gustavo Waz vê em “Dibuk” a oportunidade de explorar uma criação mais autoral.
“Sinto que o Dibuk abriu uma porta pra que eu pudesse mostrar um pouco do que é uma criação 100% original minha. Interpretar o Elvis ou os personagens do Rei Leão foram grandes desafios, mas é ótimo poder criar um personagem totalmente novo”, afirma o ator.
Segundo ele, o processo criativo da montagem trouxe uma liberdade diferente em relação aos trabalhos anteriores. “Quando um personagem já existe em uma peça famosa, o ator precisa contribuir dentro de possibilidades mais limitadas. Em Dibuk, tudo foi criado pensando no meu corpo: as coreografias, as mágicas, marcações de cena e figurinos”, explica.
Ao longo do espetáculo, Menashe enfrenta conflitos ligados à descoberta sexual e à religião, temas que o ator considera delicados justamente por ainda despertarem resistência social.
“Sexualidade e religião ainda são um grande tabu na sociedade, e falar desses dois assuntos ao mesmo tempo na mesma cena me pareceu bastante audacioso”, comenta. “Foi na humanidade e na vulnerabilidade do personagem que encontrei esse lugar comum.”
Mesmo jovem, Gustavo Waz já acumula personagens bastante distintos na carreira e acredita que “Dibuk” ajuda a romper uma imagem mais associada a papéis leves ou românticos.
“Muitos personagens que interpretei ainda fazem com que as pessoas me vejam no lugar de ‘jovem principezinho’. Com o Menashe, é engraçado ouvir o feedback depois de cenas mais densas, com sangue, piadas ácidas e humor mais adulto”, diz.
Natural do Rio Grande do Sul, o ator também destaca a importância de São Paulo em seu amadurecimento artístico e pessoal. “São Paulo me possibilitou viver um lado mais real e amplo, como ser humano e artista. A cidade respira arte e exige uma preparação diária para acompanhar as demandas do mercado”, finaliza.
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