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Crítica: “A Guerra dos Mundos” (War of the Worlds)

Texto: Ygor Monroe
30 de julho de 2025
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

A ideia até parecia promissora. Uma releitura moderna de “A Guerra dos Mundos”, com estética de screenlife, pitadas de crítica à vigilância digital e um elenco que mistura nomes experientes com estrelas da cultura pop. Mas o que chegou ao público em 2025 é um filme que parece ter se perdido dentro do próprio drive. Ao invés de atualizar o clássico de H.G. Wells para os tempos de big techs e inteligência artificial, o longa da vez transforma a invasão alienígena em um looping de reações forçadas, efeitos ultrapassados e diálogos que soam mais como improviso de ensaio do que roteiro final.

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Crítica: "A Guerra dos Mundos" (War of the Worlds)
Crítica: “A Guerra dos Mundos” (War of the Worlds)

Ice Cube lidera o elenco em uma performance que mais lembra um youtuber cansado fazendo reacts ao vivo do que alguém tentando salvar o planeta. Suas falas se resumem a bordões soltos, olhares para a câmera e uma batalha absurda com tentáculos alienígenas ao som de “Move bitch, get out the way!”. Tudo isso parece saído de um meme, mas é parte oficial da narrativa. Enquanto Eva Longoria tenta trazer alguma sobriedade à tela, os efeitos especiais desmontam qualquer tentativa de imersão.

O visual dos alienígenas, particularmente os tripods, tem cara de beta test de videogame da década passada. É difícil imaginar que este seja um lançamento de estúdio em 2025. O CGI é tão fraco que chega a dar saudade do terror analógico de versões anteriores da obra. Em vez de grandiosidade, a destruição parece feita com clipes de banco de imagens mal renderizados. As cenas de ação são interrompidas por uma enxurrada de product placements tão descarados que beiram o cômico: Amazon, Tesla, Meta, tudo jogado na tela como se fosse necessário um patrocínio por frame para justificar a existência do filme.

A estrutura de screenlife, que já mostrou bons resultados em projetos como “Buscando…” ou “Host”, aqui não encaixa. A linguagem, que depende de tensão gerada em telas de computadores e celulares, empobrece o escopo da invasão alienígena. Ao reduzir o conflito a janelas de chamada de vídeo e abas de navegador, o filme limita sua própria ambição e transforma o apocalipse em uma call interminável.

As atuações flutuam entre o automático e o absurdo. Michael O’Neill parece ter gravado suas cenas entre uma tacada e outra no campo de golfe. Linus Sebastian, mais conhecido por seus vídeos de tecnologia do que por habilidades dramáticas, parece deslocado. Até os nomes mais sólidos do elenco não conseguem escapar da estética de ensaio permanente, como se ninguém tivesse realmente acreditado no projeto.

Para piorar, a trama tenta construir uma metáfora onde os alienígenas são grandes hackers interplanetários, e Ice Cube seria uma espécie de analista de segurança digital do governo. Nada faz muito sentido, e tudo é tão mal amarrado que o filme perde até a chance de ser involuntariamente engraçado. Há um tom conspiracionista mal digerido, ideias jogadas sobre vigilância, privacidade e controle de dados, mas tudo tratado com tanta superficialidade que soa como um post de rede social mal escrito.

Lançado com pouca divulgação, o longa parece ter sido esquecido no fundo de uma gaveta digital desde a pandemia de 2020. E talvez fosse melhor que tivesse permanecido lá. Seu lançamento em 2025 o coloca em um contexto onde o público já viu muitas obras melhores sobre tecnologia, crise e isolamento. Comparado com o filme de 2005, estrelado por Tom Cruise, essa nova versão parece um fan film feito às pressas.

“A Guerra dos Mundos” (2025) é um daqueles casos em que tudo deu errado: elenco mal escalado, efeitos desastrosos, direção sem pulso e roteiro perdido. É uma adaptação que tenta parecer moderna, mas tropeça em todos os seus próprios conceitos. O resultado? Um filme que aliena não só pela temática, mas também pelo tédio.

“A Guerra dos Mundos”
Direção: Rich Lee
Elenco: Eva Longoria, Clark Gregg, Iman Benson, Michael O’Neill, Sasha Lane, Linus Sebastian, Ice Cube, Henry Hunter Hall, Devon Bostick, Andrea Savage, Zach King, Olivia DeLaurentis, Sydney Heller
Disponível em: Prime Video

⭐

Avaliação: 1 de 5.

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Temas: CríticaResenhaReview

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