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Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
em Netflix, Resenhas/Críticas, Séries, Streaming

Quando a temporada de bailes começa a girar, o coração de Londres bate no ritmo de máscaras, promessas e segredos. A quarta temporada de “Bridgerton” entra em cena com esse mesmo pulso de fantasia, mas escolhe um caminho mais tenso e socialmente afiado. A série decide trocar o brilho superficial por um mergulho direto no abismo entre quem circula pelos salões e quem limpa o chão depois da festa. O romance segue presente, porém agora vem atravessado por um conflito de classe que deixa marcas e cobra escolhas.

Crítica: "Bridgerton" - quarta temporada, parte 1
Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

No centro desse jogo de aparências está Sophie Baek, interpretada por Yerin Ha, uma jovem que carrega no sobrenome um passado que a sociedade prefere fingir que jamais existiu. Filha ilegítima de um conde, criada para caber em molduras que nunca foram feitas para ela, Sophie vive o paradoxo que a temporada quer expor. A narrativa constrói sua trajetória como um conto de fadas em frangalhos, desses que prometem magia e entregam consequências. A noite do baile de máscaras, no coração da casa Bridgerton, funciona como o portal para essa fantasia breve. Ali, por algumas horas, o mundo permite que ela seja vista como deseja ser. Quando o relógio cobra o preço, o encanto vira lembrança e o retorno à realidade chega sem delicadeza.

Do outro lado do salão está Benedict Bridgerton, vivido por Luke Thompson, um herdeiro que prefere o prazer à liturgia da reputação. A temporada aposta em um protagonista que se rebela sem discurso, mais por cansaço do que por convicção, e isso dá densidade ao conflito amoroso. Benedict ocupa temporariamente o lugar de “primogênito em exercício”, mas se comporta como quem se recusa a performar o papel que a família e a sociedade exigem. A paixão pela mulher de máscara prateada vira obsessão romântica, enquanto o reencontro com Sophie, agora sem o verniz da fantasia, expõe o limite real de sua suposta liberdade. O desejo esbarra no muro de classe, e a proposta que ele oferece revela o quão caro custa desafiar a hierarquia quando se pertence a ela.

A engrenagem social segue girando com a presença vigilante de Violet Bridgerton, interpretada por Ruth Gemmell, e com a fome de espetáculo da rainha Charlotte, vivida por Golda Rosheuvel. A série encontra humor ao mostrar títulos sem elegância e etiqueta sem ética, escancarando que prestígio social costuma caminhar longe de qualquer noção de humanidade. O baile de máscaras, elevado a grande evento da estação, vira metáfora do próprio universo da série. Todo mundo esconde algo, e quem tira a máscara cedo demais paga a conta.

No paralelo que sustenta o tempero dramático, Penelope Featherington, agora com sua identidade pública, precisa aprender a administrar o poder da própria voz. A fofoca deixa de ser arma secreta e passa a ser responsabilidade exposta, o que tensiona o jogo político dos salões. Esse movimento dá um fôlego novo ao texto da série e cria uma camada de comentário sobre narrativa e controle de reputação. A fofoca vira instrumento de negociação, e a verdade passa a depender de quem conta.

Visualmente, a temporada mantém o espetáculo que o público espera, mas o verniz colorido agora serve para destacar a fratura social. O contraste entre os figurinos de festa e os uniformes de serviço funciona como discurso silencioso, lembrando que o glamour de uns se sustenta no trabalho invisível de outros. A fotografia insiste em enquadrar esses mundos no mesmo plano, como se pedisse ao espectador que encare a distância que a narrativa romântica costuma suavizar.

O resultado é uma temporada que respeita o DNA da série, sem repetir fórmulas. O romance de conto de fadas ganha peso político, e a ideia de amor impossível deixa de ser charme dramático para se tornar conflito concreto. Quando a fantasia encontra o limite do mundo real, o coração bate mais forte, mas também apanha mais. É nesse atrito que a quarta temporada encontra sua melhor versão, menos confortável, mais provocadora e, por isso mesmo, mais interessante.

“Bridgerton”
Direção:
Tom Verica
Elenco: Adjoa Andoh, Claudia Jessie, Florence Hunt, Hannah Dodd, Luke Newton, Luke Thompson, Nicola Coughlan, Ruth Gemmell, Will Tilston, Yerin Ha
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: Adjoa AndohClaudia JessieCríticaFlorence HuntHannah DoddLuke NewtonLuke ThompsonNicola CoughlanResenhaReviewRuth GemmellWill TilstonYerin Ha

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