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Crítica: “A Jogada da Vitória” (The Winning Try)

Texto: Ygor Monroe
30 de julho de 2025
em Minisséries, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

Se tem algo que “A Jogada da Vitória” entende desde o primeiro segundo é que vencer, aqui, é uma consequência e nunca o ponto de partida. A série não tem pressa de consertar seus personagens. Ela os entrega quebrados, largados, suados, exaustos. E nos obriga a acompanhar esse elenco de gente falha, ressentida, traumatizada, tentando, do jeito mais torto possível, dar sentido a si mesmo através de um esporte onde o impacto físico é só mais uma camada de dor entre tantas outras.

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Crítica: "A Jogada da Vitória" (The Winning Try)
Crítica: “A Jogada da Vitória” (The Winning Try)

A trama se organiza ao redor de Ju Ga Ram, ex-estrela do rúgbi coreano, agora um homem caído, exilado socialmente após um escândalo com drogas. Seu retorno como técnico de um time escolar quase amador não carrega a menor aura de redenção fácil ou glória premeditada. Ele está de volta porque não tem alternativa, porque ninguém mais o quer, porque talvez nem ele mesmo se queira. E é nessa falta de idealização que a série começa a mostrar sua força.

O time que ele comanda, se é que pode ser chamado de time, é um espetáculo à parte. Caótico, indisciplinado, emocionalmente instável, mas nunca caricato. A energia do grupo flerta com a anarquia, mas existe método na bagunça, e o diretor Jang Young Seok faz questão de nos lembrar disso o tempo todo. Cada grito fora de hora, cada bola lançada errado, cada discussão que explode no vestiário tem um propósito: construir uma linguagem baseada no ruído, na quebra de ritmo e no descontrole como identidade.

Nada ali é suave. A montagem é nervosa, a trilha é espaçada, os planos tremem como se a câmera também estivesse tentando acompanhar os desvios emocionais dos personagens. E é nesse cenário desorganizado que começam a surgir conexões. Ju Ga Ram não tenta ser líder. Ele não sabe liderar. Mas escuta. Erra. Se atrapalha. E ao fazer isso, ganha o direito de conviver com aqueles garotos que, assim como ele, já foram descartados demais.

Entre os destaques, Yoon Seong Joon, o capitão do time, carrega sozinho o simbolismo da série inteira. Um adolescente que vive à sombra do irmão gêmeo, atleta bem-sucedido, e que escolhe o rúgbi como refúgio, não por vocação, mas por não se sentir bom o suficiente em mais nada. O olhar desse personagem diz mais do que qualquer diálogo. A série entende que a potência da narrativa está no subtexto, no silêncio entre as falas, no jeito como ele segura o uniforme como se não pertencesse a ele.

O roteiro de Gina Lim acerta em cheio ao evitar grandes explicações. Em vez de despejar contexto, ele observa. A relação entre Ju Ga Ram e sua ex-namorada, agora colega de trabalho na mesma escola, é construída com desconforto. Eles não têm uma conversa definitiva, não há catarse imediata, apenas a fricção constante de quem carrega passado demais para caber numa sala de aula ou num campo de treino. Essa escolha de manter os afetos em fricção é um dos pontos mais interessantes da série.

Mas o projeto não é perfeito. Ao tentar sustentar o caos como estética e conteúdo, a narrativa se perde na própria pressa. Em alguns momentos, a montagem parece cortar caminhos emocionais que precisavam de mais fôlego. Certas piadas surgem de forma abrupta, quebrando o clima dramático, e o excesso de barulho às vezes cansa. Há personagens secundários que aparecem e somem sem função clara, e a série parece pedir do espectador uma atenção redobrada que nem sempre recompensa com clareza narrativa.

Mesmo assim, esses desvios fazem parte da proposta. A obra está menos preocupada em agradar e mais interessada em ser coerente com sua verdade: é uma história sobre recomeços dolorosos, onde ninguém está pronto para dar o próximo passo, mas todos estão presos no agora. E é nesse ponto que a série se distancia das produções esportivas convencionais. O jogo aqui não é apenas físico. É psicológico, relacional, identitário.

“A Jogada da Vitória” não tem pressa de mostrar vitórias. No episódio de estreia, não há momento de glória, nem gol salvador, nem lição moral final. O que se vê é um time tentando treinar, errando passes, xingando o técnico, sentindo vergonha de si. E mesmo assim voltando no dia seguinte. Porque é só assim que se constrói qualquer coisa que valha a pena: um dia depois do outro.

No fim, a série conquista pela honestidade. Ela entende que a jornada do fracasso é mais longa, mais suja e mais silenciosa que a do sucesso. E que nem todo mundo vai sair vitorioso, mas talvez alguns aprendam a seguir em frente mesmo com o placar contra.

“A Jogada da Vitória”
Direção: Jang Young Seok
Elenco: Yoon Kye Sang, Im Se Mi, Kim Yo Han
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: CríticaResenhaReview

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