“Black Star” é o terceiro álbum de estúdio da cantora ganesa-americana Amaarae, lançado pela Golden Child Entertainment e Interscope Records. Sucessor do aclamado “Fountain Baby” (2023), o trabalho assume um caráter mais lúdico, fundindo highlife ganês, baile funk e múltiplas vertentes da música de pista enraizadas na herança cultural negra.
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Após dois anos de apresentações e colaborações com artistas de diferentes cenas, Amaarae mergulhou em um processo criativo marcado pelo autoconhecimento, pelo orgulho de suas origens e pela vontade de celebrar a cultura que a moldou. O título opera como um triple entendre: homenagem à bandeira de Gana, declaração pessoal e tributo às raízes negras que sustentam a estética do álbum. Para a artista, “Black Star” é o ponto de afirmação plena de sua identidade.
A capa sintetiza esse posicionamento. Sentada sobre um amarelo vibrante, cercada por vermelho e verde intensos, vestindo látex preto e encarando o espectador com firmeza, Amaarae projeta uma mensagem de protagonismo. As cores remetem à bandeira ganesa e a presença central da artista simboliza a estrela negra ausente no emblema nacional. A obra não só se constrói em som, mas também em imagem e significado.
O disco se apresenta como um fluxo contínuo, um desfile de celebrações que percorre o rave, o ballroom e festas de rua, sem perder a coesão. Amaarae combina elementos da música africana, brasileira, americana e europeia de forma natural, resultando em uma linguagem sonora que rompe fronteiras e reforça sua versatilidade. Sua bagagem cultural transparece em cada arranjo, dialogando com o pop global, a música eletrônica e as tradições que inspiraram sua trajetória.
Essa elasticidade estilística não dilui sua identidade, mas a expande. O trabalho alterna texturas grandiosas e momentos de impacto rítmico, criando transições que mantêm a energia no auge. “Black Star” se constrói como experiência total, na qual cada segundo dialoga com o próximo, formando um panorama vibrante e autoral.
A preparação para o lançamento incluiu festas e sets ao vivo em diferentes países, inclusive um bloco em Gana, reafirmando que a artista não enxerga sua música apenas como produto, mas como ritual coletivo. Amaarae participa da celebração junto ao público, transformando o álbum em ato de comunhão.
Esse gesto ganha peso diante do contexto atual de Gana, onde direitos da população queer sofrem ataques constantes. Amaarae evita discursos panfletários, mas afirma sua identidade queer e seu orgulho ganês como partes inseparáveis de sua arte. Ao se autoproclamar a estrela negra, ela reivindica espaço e ilumina caminhos para que outros também ocupem o centro.
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