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Crítica: Amaia, “Si Abro Los Ojos No Es Real”

Texto: Ygor Monroe
4 de fevereiro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Desde sua ascensão com a Operación Triunfo 2017, Amaia Romero tem se consolidado como uma das vozes mais autênticas do pop espanhol, navegando entre a doçura do indie e a sofisticação do art pop. Em “Si Abro Los Ojos No Es Real”, seu terceiro álbum de estúdio, ela aprofunda essa identidade com uma abordagem que equilibra minimalismo e experimentação, flertando com gêneros diversos sem perder a coesão estética. A produção transita por paisagens sonoras delicadas, mas bem construídas, onde a sutileza dos arranjos dialoga com um senso apurado de texturas e atmosferas.

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Crítica: Amaia, “Si Abro Los Ojos No Es Real”

A construção sonora do álbum revela um fascínio por dinâmicas etéreas e instrumentações discretas, mas meticulosamente trabalhadas. Há um equilíbrio entre os elementos eletrônicos e as influências acústicas, resultando em um álbum que se mantém no espectro do pop alternativo, mas com nuances que evocam o folk e o flamenco contemporâneo. Em “tocotó”, batidas eletrônicas minimalistas sustentam uma melodia envolvente que remete ao garage e ao hyperpop, enquanto “Auxiliar” transporta a bachata para um ambiente de produção sofisticada, onde violões clássicos dialogam com uma percussão sutilmente manipulada.

A coesão narrativa do disco se dá pela maneira como Amaia estrutura suas composições, optando por arranjos que privilegiam a fluidez em detrimento de construções mais convencionais. O álbum se desdobra de forma orgânica, evitando picos dramáticos ou explosões instrumentais em favor de transições suaves e um sentimento de contemplação. Essa escolha reforça um caráter sensorial na experiência de escuta, onde cada faixa se conecta à seguinte de forma quase intuitiva.

Apesar da leveza, há um domínio técnico evidente na forma como a artista e seus produtores trabalham camadas vocais e ambientações sonoras. A mixagem prioriza a clareza dos vocais, mas sem isolá-los do conjunto instrumental, garantindo que a voz de Amaia seja um elemento condutor, mas sempre integrada ao contexto harmônico. A espacialização dos instrumentos contribui para essa imersão, especialmente em faixas onde reverbs e delays são utilizados para criar profundidade sem comprometer a limpidez dos timbres.

A escolha de timbres e arranjos evidencia um senso estético apurado, onde pequenos detalhes adicionam riqueza ao todo sem sobrecarregar a composição. Os sintetizadores são utilizados de maneira econômica, mas estratégica, adicionando texturas em momentos pontuais e reforçando a atmosfera onírica do álbum. A percussão, por sua vez, é frequentemente orgânica, com elementos acústicos processados de forma a manter um caráter humano e tátil.

Se há um ponto onde o álbum se mostra menos ousado, é na sua estrutura previsível e na ausência de momentos de ruptura. “Si Abro Los Ojos No Es Real” é um disco que aposta na segurança e na consistência, o que pode ser visto como um mérito no que diz respeito à sua identidade coesa, mas também limita sua capacidade de surpreender. Ainda assim, dentro dessa proposta, Amaia demonstra um refinamento técnico e artístico que sustenta o álbum como um trabalho de forte identidade e execução precisa.

A fusão entre o pop alternativo e as influências mais experimentais posiciona o disco como um dos mais sofisticados da cena pop espanhola atual. Amaia não busca reinvenção, mas sim aprimoramento, e em “Si Abro Los Ojos No Es Real”, entrega um trabalho que se mantém fiel à sua estética, ao mesmo tempo em que expande suas possibilidades sonoras com um controle rigoroso sobre os detalhes de produção e arranjo.

Nota final: 80/100

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Temas: AmaiaCríticaLançamentoResenhaReviewSi Abro Los Ojos No Es Real

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