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Crítica: Billy Idol, “Dream Into It”

Texto: Ygor Monroe
29 de abril de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Onze anos após seu último álbum de estúdio, Billy Idol ressurge com “Dream Into It”, um trabalho autobiográfico e conceitual que funciona como síntese tardia de sua trajetória. Lançado em abril de 2025, o disco marca uma guinada narrativa ao revisitar episódios decisivos de sua vida, com ênfase nas consequências do estrelato, vícios, arrependimentos e tentativas de reconstrução emocional. O resultado é uma obra surpreendentemente coesa e estilisticamente híbrida, ainda que limitada por escolhas estéticas datadas e inconsistências no letrismo.

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Crítica: Billy Idol, "Dream Into It"
Crítica: Billy Idol, “Dream Into It”

Diferente de “Kings & Queens of the Underground” (2014), que abordava a biografia de Idol de forma genérica, “Dream Into It” é dividido em dois arcos complementares: “Dying to Love” e “I’m Reborn”, ambos articulando a ascensão, queda e redenção do artista. Essa estrutura conceitual dialoga diretamente com o documentário Billy Idol Should Be Dead, influenciando não só a temática lírica, mas também a ordenação das faixas. A proposta confessional é legítima, mas sofre com momentos de escrita simplista demais, prejudicando o potencial dramático de partes importantes.

O disco explora um leque que vai do punk rock e glam dos anos 80 ao pop-punk contemporâneo, com incursões pontuais em soft rock, dance-rock e até country alternativo. Há uma ambientação cuidadosamente elaborada, marcada pelo uso estratégico de sintetizadores e baterias eletrônicas que evocam o clima retrô sem soarem caricatas.

O guitarrista Steve Stevens se destaca como o pilar sonoro do álbum, oferecendo riffs coesos, camadas texturizadas e solos que elevam faixas como “Still Dancing” e “People I Love”. A seção rítmica, com Chris Chaney (baixo) e Josh Freese (bateria), mantém a base firme, mesmo quando a produção exagera no polimento.

A faixa-título abre o disco com um pop-punk melódico de tonalidade eletrônica, bem resolvido em termos de progressão harmônica e arranjo. 77, dueto com Avril Lavigne, tenta soar contestadora, mas tropeça na falta de densidade . A presença de Avril impulsiona a faixa sonoramente, mas compromete o tom do disco conceitual.

As melhores faixas, no entanto, são aquelas em que Idol abandona os floreios e foca em estrutura e emoção. “Still Dancing” é uma poderosa junção de autorreflexão e new wave, e “People I Love” consegue ser honesta sem perder o impacto melódico. Já “Gimme The Weight” sintetiza bem a tensão entre vício e afeto, tema recorrente ao longo do disco.

Aos 68 anos, Idol demonstra sinais evidentes de desgaste vocal. Ele compensa com técnica e afinação, mas certas baladas carecem de potência emocional devido à limitação física. A produção, embora tecnicamente refinada, escorrega no excesso de compressão e na limpeza artificial de algumas faixas, o que contrasta com a proposta crua e confessional da obra.

“Dream Into It” não é só um retorno nostálgico. É, antes, um esforço consciente de revisar a própria imagem pública com mais profundidade e vulnerabilidade. Idol evita a armadilha do pastiche e entrega um álbum com identidade clara, ainda que imperfeito em execução. Sua principal qualidade está na honestidade do gesto: ao invés de tentar soar jovem, ele aposta em maturidade e em uma narrativa que só faz sentido vinda de alguém que sobreviveu aos excessos do próprio mito.

Nota: 77/100

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