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Crítica: “Cidade dos Sonhos” (Mulholland Drive)

Texto: Ygor Monroe
3 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

David Lynch sempre desafiou os limites da narrativa cinematográfica, e “Cidade dos Sonhos” talvez seja sua obra mais emblemática nesse aspecto. O filme subverte as convenções do mistério e do drama psicológico ao construir uma narrativa fragmentada que desafia interpretações lineares. Ele transporta o espectador para um universo onde sonho e realidade se entrelaçam de forma inextricável, explorando os bastidores da indústria cinematográfica e as ilusões que a acompanham.

O clássico vai ganhar sessões exclusivas nos cinemas em 2025. Para mais informações, clique aqui.

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Crítica: "Cidade dos Sonhos" (Mulholland Drive)
Crítica: “Cidade dos Sonhos” (Mulholland Drive)

A trama gira em torno de Betty (Naomi Watts), uma jovem aspirante a atriz que chega a Hollywood cheia de esperança, apenas para se envolver na busca pela identidade perdida de Rita (Laura Harring), uma mulher amnésica que sobrevive a um acidente na estrada Mulholland Drive. Paralelamente, acompanhamos a história de Adam Kesher (Justin Theroux), um diretor de cinema cuja vida desmorona diante de forças obscuras que manipulam sua carreira. Essas linhas narrativas convergem e se fragmentam, levando o espectador a questionar o que de fato é real.

A divisão do filme em duas partes distintas sugere a existência de um dualismo onírico: a primeira metade reflete um sonho idealizado, onde Betty é a personificação da esperança e do otimismo, e a segunda metade revela a dura realidade, expondo as falácias da fantasia hollywoodiana. Esse contraste é habilmente construído através de detalhes sutis: a iluminação, a atuação exagerada na primeira parte, os enquadramentos e até mesmo os clichês narrativos que soam propositadamente artificiais. Quando o filme transita para sua segunda parte, os mesmos personagens são ressignificados, mostrando suas versões cruas e realistas.

O trabalho de Naomi Watts é notável. Sua performance transita entre a ingenuidade radiante de Betty e o desespero absoluto de Diane, revelando camadas psicológicas que poucos atores conseguem atingir. Laura Harring, por sua vez, interpreta Rita com uma aura enigmática, funcionando como um espelho das projeções e frustrações da protagonista. A fotografia de Peter Deming contribui para o clima onírico, utilizando contrastes marcantes e sombras profundas que remetem ao film noir. A trilha sonora de Angelo Badalamenti amplifica a atmosfera de suspense e melancolia, tornando-se um elemento essencial na imersão do espectador.

David Lynch brinca com as expectativas do público ao inserir sequências que desafiam a lógica convencional. O Clube Silencio é um dos momentos mais icônicos do filme, onde a performance da canção “Llorando” expõe a fragilidade da ilusão cinematográfica. O uso de elementos surreais, como o Cowboy e o misterioso homem atrás do Winkie’s, reforça o caráter enigmático da obra, deixando espaço para múltiplas interpretações.

“Cidade dos Sonhos” é uma experiência cinematográfica singular, que se recusa a oferecer respostas fáceis. Mais do que um quebra-cabeça narrativo, o filme é uma reflexão sobre Hollywood, a identidade e as consequências devastadoras de uma realidade que nem sempre corresponde às expectativas. Sua complexidade garante que cada revisita traga novos significados, consolidando-o como um dos filmes mais impactantes do cinema moderno.

⭐⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 5 de 5.

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