Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Conclave”

Texto: Ygor Monroe
22 de abril de 2025
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

Dirigido por Edward Berger, “Conclave” propõe uma linear de um dos processos mais secretos do mundo: a eleição de um novo papa. Protagonizado por Ralph Fiennes como o Cardeal Lomeli, o filme se desenrola em meio a um cenário de profunda introspecção religiosa e política. A partir da morte inesperada de um amado pontífice, somos introduzidos a uma narrativa que examina os mecanismos institucionais da Igreja Católica.

O filme é um dos principais destaques da semana no catálogo do Prime Video, ocupando atualmente a primeira posição no ranking da plataforma.

Crítica: "Conclave" | Foto: Reprodução
Crítica: “Conclave” | Foto: Reprodução

Berger articula de maneira perspicaz a dualidade entre modernidade e tradição, um tema que permeia cada aspecto do filme. Desde a abertura, a imagem simbólica do fechamento dos aposentos papais contrastando com a remoção cerimonial de seu corpo estabelece o tom do embate entre o peso histórico e as demandas do presente. Essa tensão atinge seu ápice em momentos de ironia desconcertante, como a cena de um cardeal utilizando um vape em meio a discussões teológicas. Embora pareça cômico à primeira vista, o gesto encapsula o conflito subjacente: enquanto debatem qual das forças (modernidade ou tradição) deve prevalecer, os personagens demonstram, de forma inadvertida, o domínio implícito da modernidade.

O conceito de predeterminação, tanto na narrativa quanto no contexto temático, é um ponto central em “Conclave“. O filme sugere uma inevitabilidade nas escolhas que definem o futuro da Igreja, paralela à jornada interna de seus personagens. Desde a introdução de determinados cardeais, é evidente qual será o escolhido, mas Berger se preocupa menos com o destino final e mais com os caminhos tortuosos que levam até ele. Essa abordagem coloca o espectador em uma posição de reflexão ativa: ao mesmo tempo em que acompanha o desenrolar do conclave, é levado a ponderar sobre as forças invisíveis que moldam não apenas as instituições, mas também as crenças pessoais.

A direção de Berger, no entanto, carece de uma assinatura estilística marcante. Se, por um lado, essa neutralidade pode ser vista como uma tentativa de manter o foco no tema, por outro, resulta em um filme que se apoia demais na trama para causar impacto. O trabalho de Volker Bertelmann na trilha sonora, embora tecnicamente competente, recorre a uma bombasticidade previsível que reforça o tom dramático de maneira quase excessiva. Ainda assim, atuações como a de John Lithgow elevam o material, trazendo nuances à representação dos conflitos políticos internos, enquanto Stanley Tucci oferece uma performance que oscila entre o cínico e o idealista.

“Conclave” se apresenta como um estudo profundo das contradições da fé e do poder, mas evita polarizações simplistas. Ao invés de fornecer respostas definitivas, o filme convida o espectador a participar de uma análise mais ampla sobre os alicerces da Igreja e seu papel em um mundo cada vez mais dividido. Sua relevância como comentário político é inegável, adaptando questões atemporais a um contexto, mas é justamente na ausência de convicções artísticas mais ousadas que ele se mantém no território seguro de um drama eficaz, porém previsível.

Edward Berger pode não ser o autor que redefine o gênero, mas “Conclave” demonstra seu talento em explorar as complexidades do tema com uma precisão que, embora sem brilho, é inegavelmente funcional.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CinemaConclaveCríticaResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Cinemas/Filmes

Isabela Quilodrán une atuação e roteiro em novo projeto filmado no exterior

Texto: Eduardo Fonseca
4 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Destruição Final 2” (Greenland 2: Migration)

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Patinando no Amor” (Finding Her Edge) – primeira temporada

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Show de retorno do BTS terá exibição global pela Netflix

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Stranger Things: Tales From '85 (L to R) Braxton Quinney as Dustin, Benjamin Plessala as Will, Brooklyn Davey Norstedt as Eleven and Luca Diaz as Mike in Stranger Things: Tales From '85. Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2026
Animação

Nova série animada de “Stranger Things” chega à Netflix em abril

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026

Comments 1

  1. Pingback: Saiba o que chega aos cinemas em janeiro de 2025 - Caderno Pop

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d