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Crítica: “Criaturas do Farol” (Beacon)

Texto: Ygor Monroe
22 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, HBO Max, Resenhas/Críticas, Streaming

Uma jovem marinheira, um farol solitário e uma ilha envolta em mistério: “Criaturas do Farol” constrói sua narrativa em torno de elementos minimalistas, mas carregados de significado. A produção de 2025, em destaque no catálogo da Max, desafia o espectador ao apresentar uma história de sobrevivência e paranoia, com camadas que sugerem mais do que revelam.

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Crítica: "Criaturas do Farol" (Beacon)
Crítica: “Criaturas do Farol” (Beacon)

Emily (Julia Goldani Telles) embarca em uma jornada marítima audaciosa, desafiando a tradição e os desejos da mãe. Uma tempestade, que mais parece um personagem por si só, interrompe abruptamente seus planos, deixando-a à deriva até ser resgatada por Ismael (Demian Bichir), o faroleiro solitário de Isla Magdalena. Esse cenário inicial é o ponto de partida para uma trama onde a realidade parece fluir e se distorcer como as ondas que trouxeram Emily à ilha.

A relação entre Emily e Ismael é o coração pulsante do filme. Com apenas dois personagens na tela, o roteiro de Julio Rojas explora as nuances da interação humana em condições extremas. O desconforto crescente entre os dois, alimentado por desconfianças mútuas e pela própria natureza isolada do ambiente, cria uma tensão quase tangível. A ausência de respostas claras sobre as intenções de Ismael ou os efeitos do trauma de Emily intensifica a atmosfera de incerteza, deixando o espectador sempre em alerta.

Tecnicamente, o filme exibe momentos de grande força visual e sonora. A tempestade inicial, com ondas gigantescas e sons avassaladores, é um espetáculo que captura a magnitude destrutiva da natureza. No entanto, a sobrevivência de Emily a esse evento levanta questões que podem desconectar o público mais exigente. Por outro lado, a trilha sonora de Nuno Malo, repleta de cordas tensas e acordes melancólicos, sublinha o desconforto psicológico da trama, contribuindo para a sensação de isolamento opressivo.

A diretora Roxy Shih, ainda em início de carreira, demonstra habilidade em criar uma atmosfera visual rica, mesmo com recursos limitados. Seus enquadramentos alternam entre a vastidão claustrofóbica da ilha e o espaço confinado da casa do faroleiro, refletindo a tensão entre liberdade e prisão. No entanto, a narrativa sofre com uma falta de clareza em seu propósito. O filme flerta com o thriller, o mistério e até o terror psicológico, mas não se compromete com nenhuma dessas vertentes de forma consistente. Isso resulta em uma sensação de fragmentação, onde o potencial de profundidade é frequentemente substituído por ambiguidades que pouco acrescentam.

O final, aberto à interpretação, reforça a dualidade da experiência. Enquanto alguns podem apreciar a liberdade de extrair suas próprias conclusões, outros podem sentir que a história carece de um encerramento mais satisfatório. Ainda assim, é inegável que o filme provoca reflexão, mesmo que essa reflexão surja da frustração em buscar respostas que talvez nunca venham.

“Criaturas do Farol” é um exercício de sutileza que funciona melhor quando se concentra no desconforto psicológico dos protagonistas. Embora falhe em estabelecer uma identidade clara, a obra merece reconhecimento por suas atuações intensas e pela capacidade de criar uma atmosfera que prende o espectador, ainda que às custas de uma narrativa mais resoluta. É um filme que pede paciência e disposição para abraçar o incerto, recompensando os que se permitem navegar em suas águas turbulentas.

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

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Temas: CinemaCriaturas do FarolCríticaLançamentoResenhaReview

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