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Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

O primeiro impacto de “Dhurandhar” vem como um soco seco, daqueles que deixam o espectador alguns segundos sem ar. A câmera invade becos, portos e corredores de poder com uma urgência que recusa o conforto da distância. O espetáculo aqui nasce do desconforto, da sensação de que olhar para esse submundo exige estômago e atenção. O longa em hindi de maior bilheteria da história constrói sua força ao transformar o crime em campo de batalha simbólico, onde cada gesto carrega consequência e cada aliança cobra seu preço.

Crítica: "Dhurandhar"
Crítica: “Dhurandhar”

Ambientado no submundo de Karachi, o filme desenha um xadrez violento entre criminosos, informantes e policiais que disputam território, narrativa e legitimidade. A estrutura em capítulos organiza o caos e permite que a trama revele camadas de seus personagens aos poucos. O roteiro entende que ninguém ali se resume ao papel que ocupa na engrenagem do poder, e essa ambiguidade é o que mantém o interesse mesmo quando o ritmo desacelera. O protagonista atravessa o filme com um conflito íntimo que nunca se resolve por completo, criando tensão contínua e dando sentido aos silêncios entre uma explosão e outra.

O uso de locações reais injeta aspereza ao visual e afasta qualquer tentativa de romantização. A violência surge frontal, sem a maquiagem que o cinema comercial costuma aplicar para tornar tudo palatável. A escolha por mostrar o feio e o brutal aproxima o filme de um registro quase documental, ainda que a mise en scène mantenha o controle estético do espetáculo. Em alguns momentos, a câmera parece se esconder para observar a barbárie de um canto escuro, como se dissesse que esse tipo de história pede cumplicidade silenciosa do público. O resultado incomoda, mas é justamente esse incômodo que sustenta o impacto.

No campo das atuações, Akshaye Khanna constrói um antagonista que hipnotiza com um sorriso que mistura sedução e ameaça. O vilão ganha carisma sem virar fetiche, e o desejo de vê-lo cair convive com a curiosidade de acompanhá-lo em cena. Sanjay Dutt encontra um papel que dialoga com sua presença física e seu histórico de personagens intensos, enquanto Ranveer Singh aposta em uma contenção calculada que prepara o terreno para uma virada mais explosiva. O elenco de apoio abraça o risco de uma linguagem crua e direta, e isso reforça a sensação de mundo sem filtro que o filme quer transmitir.

O discurso político aparece como pano de fundo e, em alguns trechos, flerta com a propaganda. Ainda assim, a narrativa prefere investir em conflitos individuais, evitando transformar o embate geopolítico em motor único da trama. Quando a história se ancora nos personagens, o ruído ideológico perde força e o drama ganha corpo. O capítulo que trabalha o efeito dominó se destaca como síntese dessa proposta, mostrando como pequenas decisões reverberam em tragédias maiores. A montagem sustenta esse encadeamento com precisão, mesmo em um tempo de duração que desafia a paciência de quem espera concisão.

A trilha sonora funciona como pulsação interna, entrando e saindo sem interromper o fluxo da narrativa. Não se trata de números musicais, mas de um tecido sonoro que empurra a ação e colore a atmosfera. A música vira corrente subterrânea que guia emoções sem pedir licença, e isso ajuda a manter o fôlego ao longo de um filme extenso. O romance, frequentemente apontado como excesso em tramas desse tipo, aqui cumpre função dramática ao humanizar figuras que o roteiro insiste em mostrar como mais do que máquinas de violência.

O filme quase se perde em repetições de códigos já conhecidos do gênero, mas recupera força em set pieces que renovam o impacto visual e emocional. A perseguição de carro e o desfecho reafirmam a ambição do projeto e deixam clara a intenção de expandir esse universo em capítulos futuros. O cinema de ação encontra potência quando confia no conflito humano como motor, e é aí que o filme se torna maior do que seu próprio excesso. O resultado é irregular em ritmo, mas contundente em propósito. Um espetáculo que prefere arriscar demais a se acomodar no lugar-comum.

“Dhurandhar”
Direção:
Aditya Dhar
Elenco: Akshaye Khanna, Arjun Rampal, Danish Pandor, Gaurav Gera, Madhavan, Manav Gohil, Rajendranath Zutshi, Rakesh Bedi, Ranveer Singh, Sanjay Dutt
Disponível em: Netflix

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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Temas: Akshaye KhannaArjun RampalCríticaDanish PandorGaurav GeraMadhavanManav GohilRajendranath ZutshiRakesh BediRanveer SinghResenhaReviewSanjay Dutt

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