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Crítica: Duquesa, “Taurus, Vol. 2”

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Duquesa, nascida e criada em Feira de Santana, Bahia, já se consolidou como um dos nomes mais promissores da música brasileira. “Taurus, Vol. 2“ (2024), lançado pelo selo Boogie Naipe, é a continuação direta do disco homônimo lançado no ano anterior. O projeto revela uma artista em pleno domínio criativo, explorando temas complexos como autoafirmação, racismo, sexo e relacionamentos de maneira visceral, sem perder o apelo popular. A força de sua caneta, associada a uma produção musical ousada e polida, é o que define este trabalho.

Crítica: Duquesa "Taurus, Vol. 2" | Foto: Divulgação
Crítica: Duquesa “Taurus, Vol. 2” | Foto: Divulgação

Desde o início, Duquesa nos conduz por um universo denso, onde a mistura de ritmos reflete a pluralidade da sua identidade. “Ela (Intro)”, por exemplo, destaca-se pelos tambores vigorosos, que criam uma atmosfera quase cinematográfica. A referência ao filme “Corra!” e ao clipe “This is America”, de Childish Gambino, é evidente: há uma tensão latente, como se Duquesa estivesse correndo, esgotada, mas determinada a sobreviver. Essa capacidade de evocar imagens tão potentes é o que faz de Duquesa uma compositora única na cena nacional.

Ao longo das 13 faixas, a artista passeia com fluidez por gêneros como rap, trap, disco, R&B, UK Garage e até Jersey Club, desafiando as expectativas. É essa ousadia sonora que marca “Taurus, Vol. 2” como um dos projetos mais originais do rap brasileiro atual. Faixas como “Big D!!!!! Pt. 2” retomam a força narrativa do volume anterior, mas com uma maturidade e sofisticação que saltam aos ouvidos. O beat, a construção lírica e o flow de Duquesa criam um manual para suas ouvintes — uma lição de vida em forma de música.

Embora a temática do zodíaco tenha se tornado comum na cultura pop, Duquesa a utiliza de forma mais profunda, tecendo metáforas que vão além do óbvio. O signo de Touro molda a sonoridade robusta e determinada do álbum, refletindo a personalidade da própria artista. As faixas falam de resistência, autoconfiança e a luta diária de uma mulher negra que busca seu lugar ao sol em uma indústria ainda dominada por homens.

Ainda assim, nem tudo é perfeito em “Taurus, Vol. 2”. Se por um lado a produção brilha, com colaborações de nomes de peso como Go Dassisti e Iuri Rio Branco, algumas letras acabam resvalando. “Voo 1360”, por exemplo, embora seja uma faixa tecnicamente impecável, não traz a mesma carga emocional que outras músicas do álbum. Há momentos em que a busca por um som mais comercial dilui a potência do discurso, e isso é algo que pode afastar uma parte do público mais engajada com as questões sociais levantadas por Duquesa.

Duquesa não só domina a técnica do rap, como desafia os próprios limites do gênero, incorporando influências globais e sons que flertam com o pop, R&B e até a música eletrônica. Essa diversidade sonora é o que mantém o ouvinte envolvido do início ao fim, ainda que algumas faixas possam parecer repetitivas ou menos ousadas em comparação a outras.

“Pose” é um exemplo claro de como Duquesa consegue inovar e, ao mesmo tempo, manter sua identidade. A música tem um groove contagiante, que remete ao old school, mas a estrutura moderna do trap e as batidas pesadas conferem uma contemporaneidade inegável. Essa capacidade de unir passado e futuro em suas produções coloca Duquesa como uma das artistas mais relevantes da nova geração do rap nacional.

É importante destacar que, apesar de alguns momentos mais mornos, “Taurus, Vol. 2” é um projeto coerente, com uma narrativa bem amarrada e um discurso poderoso. Duquesa está redefinindo o que significa ser uma mulher negra no rap brasileiro, e isso é um ato revolucionário em si. Em tempos onde a cena feminina do rap nacional cresce e se destaca, Duquesa se impõe como uma das vozes mais fortes, trazendo uma autenticidade rara e necessária.

Para quem acompanha a carreira de Duquesa desde o início, é nítida a evolução artística e pessoal. “Taurus, Vol. 2” é uma afirmação de força, resiliência e originalidade. Sem dúvida, um dos melhores discos de rap do ano, e Duquesa está só começando a mostrar todo o seu potencial.

Nota final: 83/100

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Temas: CríticaDuquesaResenhaReviewTaurus Vol. 2

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