Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Cangaço Novo
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Edifício Bonfim”

Texto: Ygor Monroe
2 de maio de 2026
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Entre o concreto de um condomínio comum e o imaginário que insiste em atravessar paredes, “Edifício Bonfim” tenta transformar o banal em inquietação constante. A proposta é clara desde o início, misturar o terror sobrenatural com uma pegada que flerta com o true crime, colocando o espectador diante de histórias que se cruzam mais pela convivência do que por uma amarração sólida.

Crítica: "Edifício Bonfim"
Crítica: “Edifício Bonfim”

A estrutura fragmentada do filme, dividida em histórias que se cruzam, cria uma dinâmica que desperta curiosidade imediata. Moradores que compartilham o mesmo prédio acabam conectados por eventos cada vez mais macabros, em uma espécie de teia onde o acaso e o sobrenatural disputam espaço. A escolha narrativa funciona como motor inicial, mantendo o interesse enquanto o espectador tenta decifrar como tudo se encaixa.

Sob o comando de Ligia Walper, o filme demonstra intenção e entrega. O elenco, liderado por Gabi Petry e Vinícius Wester, se mostra comprometido, mesmo quando o texto exige mais do que consegue sustentar. Existe dedicação em cena, mas a inexperiência pesa em momentos que pedem maior naturalidade, especialmente nas situações mais extremas.

Visualmente, o longa encontra seus pontos mais interessantes quando desacelera. Transições de tempo, mudanças de ambiente e cenas mais silenciosas funcionam melhor, permitindo que objetos e enquadramentos conduzam a tensão. É nesses respiros que o filme mostra mais controle e identidade.

A trilha sonora acompanha essa irregularidade. Em alguns momentos ambienta, em outros invade a cena mais do que deveria, dificultando uma imersão mais consistente. A sensação é de um filme que encontra boas ideias, mas nem sempre consegue equilibrar seus próprios elementos.

O maior conflito está na própria proposta. Ao tentar sustentar o mistério entre o sobrenatural e o real, a narrativa cria uma dúvida interessante, mas que não se resolve de forma satisfatória. Quando o ato final se aproxima de uma lógica mais voltada ao serial killer, surge a expectativa de uma conexão mais concreta entre os acontecimentos. Essa ligação não se sustenta, resultando em uma cadeia de eventos que não fecha completamente a conta.

O monólogo final reforça essa sensação. Ao invés de consolidar as ideias, amplia a desconexão e evidencia fragilidades no desenvolvimento conceitual. Fica a impressão de que o filme busca uma profundidade que o próprio roteiro não construiu ao longo do caminho.

Aspectos técnicos também refletem essas limitações. A maquiagem, especialmente em figuras como a bruxa, soa artificial em excesso, e algumas escolhas de caracterização oscilam entre o exagero e a falta de definição. Falta uma direção estética mais ousada, que abrace o conceito ou reduza o excesso, evitando esse meio-termo que enfraquece o impacto.

Mesmo com essas questões, o filme apresenta ideias que funcionam de forma isolada. Um dos segmentos, se trabalhado de maneira mais focada, poderia render um thriller mais coeso e envolvente. Existe material interessante aqui, mas que se dilui ao tentar abraçar múltiplas propostas sem o devido aprofundamento.

“Edifício Bonfim” acaba se firmando como um exercício de tentativa, com boas intenções e momentos pontuais de acerto, mas que ainda busca um domínio maior de linguagem e construção. Funciona mais como um laboratório de possibilidades do que como uma obra plenamente resolvida.

“Edifício Bonfim”
Direção
: Ligia Walper
Elenco: Gabi Petry, Vinícius Wester, Sandro Maquel, Welington Moraes, Sarah Motta, Matteo Mazzon
Disponível em: cinemas brasileiros a partir de 7 de maio

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CríticaGabi PetryMatteo MazzonResenhaReviewSandro MaquelSarah MottaVinícius WesterWelington Moraes

Conteúdo Relacionado

Cinemas/Filmes

“Hungria – A Escolha de Um Sonho” estreia em maio nos cinemas brasileiros

Texto: Ygor Monroe
2 de maio de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “O Diabo Veste Prada 2” (The Devil Wears Prada 2)

Texto: Ygor Monroe
29 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

Saiba o que chega aos cinemas em maio de 2026

Texto: Ygor Monroe
28 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

“Verity” ganha trailer com Anne Hathaway e Dakota Johnson

Texto: Ygor Monroe
28 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

“Hokum: O Pesadelo da Bruxa” ganha nova data de estreia no Brasil

Texto: Ygor Monroe
28 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

“Minha Querida Alice” é selecionado para o Marché du Film em Cannes

Texto: Ygor Monroe
28 de abril de 2026
Cinemas/Filmes

Nintendo agenda novo filme para 2028 em parceria com Illumination

Texto: Ygor Monroe
28 de abril de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d