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Crítica: FKA Twigs, “Eusexua Afterglow”

Texto: Ygor Monroe
14 de novembro de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

“Eusexua Afterglow” nasce como aquilo que poucos artistas conseguem entregar: um segundo sopro de vida para um universo que parecia fechado. FKA Twigs não apenas prolonga a vibração de “Eusexua”. Ela redesenha o próprio mapa emocional daquele disco, criando um território onde o corpo ainda pulsa, mas agora observa a própria pulsação. É um álbum que desloca o olhar da intensidade para o rastro que essa intensidade deixa.

Crítica: FKA Twigs, "Eusexua Afterglow"
Crítica: FKA Twigs, “Eusexua Afterglow”

O projeto, inicialmente pensado como uma simples expansão de “Eusexua”, cresce até se tornar uma obra com identidade própria. E cresce porque Twigs opera na contramão do previsível. Assim que anunciou o disco, acompanhada por um trailer que parecia saído de um pós-rave sensorial, já era claro que o novo capítulo não seria apenas um epílogo. Seria um espelho turvo. Seria uma resposta. Seria, acima de tudo, uma sensação.

O conceito de “Eusexua” sempre orbitou o limiar entre prazer e suspensão. Twigs descreve o termo como o instante anterior ao clímax, uma espécie de buraco negro emocional onde foco e vazio se confundem. “Eusexua Afterglow” amplia essa definição. O novo álbum tenta decifrar o que acontece quando o corpo desacelera e a mente começa a reorganizar o caos. É a ressaca luminosa de uma experiência que ainda tremula dentro da pele.

A escolha de abrir com “Love Crimes” confirma o que o disco pretende ser. Em vez de recuar, Twigs empurra o ouvinte para a pista com uma energia que se aproxima da estética scouse house. O impacto é imediato, como se ela afirmasse que o pós-rave também precisa do seu próprio ápice. Logo depois, “Wild and Alone” retoma um outtake de “MAGDALENE” e o reconstrói em forma de 2-step atmosférico, mostrando a habilidade de Twigs em reciclar a própria mitologia sonora sem enfraquecê-la.

E então surge a tríade que melhor exemplifica o DNA híbrido do disco: “HARD”, “Sushi” e “Predictable Girl”. Três faixas que funcionam como laboratório, como manifesto e como aceno ao passado. “HARD” brinca com texturas quebradiças, sintetizadores que parecem prestes a derreter e um fluxo rítmico que nunca se acomoda. “Sushi” encarna o que Twigs faz de mais fascinante no álbum. É pop, mas um pop alienígena. É sexy, mas um sexy futurista. É uma faixa que conversa com “Vogue”, de Madonna, com “Rock With U”, de Janet, e com “Glass & Patron”, da própria Twigs. A faixa funciona como um desfile em espaço zero-gravidade, uma coreografia para corpos que ainda não existem.

Já “Predictable Girl” resgata o glitch agressivo de eras antigas, reconstruindo “EP1”, “EP2” e “M3LL15X” sob uma lente dos anos 90. O disco é movido por uma nostalgia dupla, ao mesmo tempo voltada para o início da carreira da artista e para a estética rave retr futurista que sempre influenciou sua visão de mundo. Twigs se observa, revisita-se e se reinventa dentro desse processo.

Há momentos de calma, mas é uma calma inquieta, que pulsa sob a superfície. “Cheap Hotel” talvez seja o melhor exemplo desse território difuso. Não existe queda de energia. Existe suspensão. Existe contemplação. Existe corpo. Existe memória.

Quando o álbum finalmente se fecha, a sensação é clara: Twigs encontra uma versão dela mesma que parecia perdida entre “MAGDALENE” e “Eusexua”. Ela se permite brilhar sem culpa, sem hesitação, sem pedir permissão. Ela finalmente habita a luz do afterglow.

“Eusexua Afterglow” amplia o legado de “Eusexua” em vez de diluí-lo. O disco costura prazer, autorreflexão e uma estética eletrônica que vai do 2-step ao trip hop, do glitch-pop ao ballroom. É a obra de uma artista que já se livrou de suas próprias amarras e agora revisita seus capítulos anteriores com maturidade e confiança.

O afterglow aqui não é um fim. É um recomeço. É o momento em que Twigs, depois de reconstruir o próprio corpo em “MAGDALENE” e experimentar a reinvenção sensorial em “Eusexua”, respira, sorri, entende e segue. É a artista entrando na sua plenitude, consciente da própria força.

Se “Eusexua” era uma explosão, “Eusexua Afterglow” é o brilho que insiste em permanecer no ar muito depois que a explosão termina. É raro ver um artista traduzir sensações tão subjetivas com tanta precisão musical. Twigs não explica o afterglow. Twigs faz o afterglow acontecer.

Nota final: 85/100

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