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Crítica: “História de Amor em Copenhague” (Sult)

Texto: Ygor Monroe
26 de fevereiro de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

O cinema dinamarquês há muito se destaca por seu olhar sensível e sua abordagem realista das relações humanas, e “História de Amor em Copenhague” reafirma essa tradição com um drama romântico que foge dos clichês convencionais. Lançado hoje (26) diretamente na Netflix, o longa surpreende pela honestidade com que aborda um tema delicado: a infertilidade e seus impactos na dinâmica de um casal.

Saiba o que chega aos cinemas em março de 2025

Crítica: "História de Amor em Copenhague" (Sult)
Crítica: “História de Amor em Copenhague” (Sult)

A trama acompanha Mia, uma escritora de sucesso, e Emil, um pai solteiro que, após se apaixonarem, se veem diante do desafio de conceber um filho. A partir desse conflito central, o filme se desenrola em camadas, explorando não apenas as dificuldades médicas e emocionais do processo de fertilização, mas também os efeitos colaterais da frustração e da pressão social sobre um relacionamento que, até então, parecia inabalável.

Ditte Hansen e Louise Mieritz, conhecidas por sua capacidade de equilibrar humor e drama, entregam aqui uma obra que se inclina mais para a seriedade, sem perder a humanidade dos personagens. O roteiro é construído com um olhar clínico para os altos e baixos da tentativa de formar uma família, evitando maniqueísmos e apostando na autenticidade. A dinâmica entre os protagonistas é bem desenvolvida, com diálogos naturais e atuações que traduzem com precisão a fragilidade e a resiliência dos personagens.

É interessante notar como o filme não romantiza a maternidade e a paternidade, mas as apresenta como desafios complexos. O tratamento de fertilidade é retratado com crueza e sem filtros, desde os procedimentos médicos até o desgaste emocional. A química entre os atores centrais é essencial para que a história funcione, e eles entregam performances convincentes, tornando palpáveis tanto a conexão inicial quanto o distanciamento gradual imposto pelas dificuldades.

A direção acerta ao inserir pequenos detalhes que enriquecem a narrativa, como a passagem do tempo sendo pontuada de maneira sutil, sem exageros estilísticos. A fotografia é delicada e aproveita bem os cenários urbanos e domésticos para reforçar o contraste entre a rotina acolhedora e os momentos de ruptura emocional.

Se há uma crítica a ser feita, talvez esteja na previsibilidade de alguns momentos. O filme segue um arco narrativo relativamente convencional dentro do gênero, o que pode tornar seu desenrolar menos surpreendente para espectadores acostumados a esse tipo de drama. No entanto, isso não diminui seu impacto emocional, especialmente por conta da veracidade com que os temas são abordados.

“História de Amor em Copenhague” se destaca por sua abordagem honesta e por não cair em armadilhas melodramáticas. É um filme que, embora trate de um assunto específico, ressoa de forma universal, pois fala sobre amor, expectativas e as concessões que fazemos para tentar construir uma vida ao lado de alguém. Uma grata surpresa dentro do catálogo da Netflix e um exemplo de como o cinema dinamarquês segue entregando histórias que equilibram emoção e inteligência narrativa.

https://www.youtube.com/watch?v=SF8N_iTnxes

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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Temas: CinemaCríticaHistória de Amor em CopenhagueLançamentoResenhaReview

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