Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

Crítica: “Lee”

Texto: Ygor Monroe
14 de março de 2025
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

A tentativa de transformar uma vida inteira em um único filme é um desafio que o cinema frequentemente enfrenta e raramente supera. O formato tradicional da cinebiografia muitas vezes se perde na necessidade de condensar décadas de eventos em pouco mais de duas horas, comprometendo tanto a profundidade dramática quanto a complexidade da personagem retratada. “Lee”, dirigido por Ellen Kuras, não escapa desse problema. O filme tenta equilibrar a trajetória da fotógrafa de guerra Lee Miller com uma exploração de sua psique e passado pessoal, mas, ao fazer isso, perde o foco de sua verdadeira força: a potência das imagens e experiências que ela capturou durante a Segunda Guerra Mundial.

Stranger Things: The Experience chega ao Rio de Janeiro

Crítica: "Lee"
Crítica: “Lee”

A abordagem narrativa de “Lee” vacila entre ser um retrato visualmente arrebatador e uma exposição truncada de eventos que deveriam servir de pano de fundo para seu protagonismo como fotógrafa e correspondente de guerra. O filme acerta quando nos coloca ao lado de Miller em meio ao conflito, revelando a brutalidade da guerra através de seu olhar clínico e compassivo. Mas, ao insistir em recortes de sua vida pregressa sua infância, sua relação com o pai, sua entrada no mundo da moda e sua convivência com artistas surrealistas , acaba caindo em uma estrutura biográfica convencional que enfraquece a intensidade da jornada.

A decisão de entrelaçar a narrativa principal com uma entrevista retrospectiva conduzida anos depois se revela uma das maiores fragilidades do roteiro. A presença do entrevistador funciona apenas como uma ferramenta expositiva para justificar longos discursos que explicam sentimentos e eventos em vez de deixá-los emergir organicamente. O resultado é uma obra que, ironicamente, tenta traduzir a complexidade de uma mulher transgressora e independente, mas a prende em uma fórmula de cinebiografia convencional.

Visualmente, “Lee” é deslumbrante quando abraça o espírito de sua protagonista. As sequências que recriam as fotografias icônicas de Miller são algumas das mais impactantes do filme, evocando a mesma mistura de horror e beleza que caracterizou seu trabalho. No entanto, o filme hesita em ir além da estética e se aprofunda pouco nas contradições e dilemas éticos de sua função como fotógrafa de guerra. Em vez disso, dá mais espaço para a construção de um trauma de infância como um fator definidor de sua personalidade, um recurso batido que diminui sua complexidade ao invés de enriquecê-la.

Filmes como “Maestro” e “A Complete Unknown” entenderam que o cinema não pode ser um catálogo exaustivo da vida de uma pessoa e optaram por explorar momentos específicos, capturando a essência de seus protagonistas sem precisar abarcar tudo. “Lee” teria se beneficiado de uma abordagem semelhante, concentrando-se exclusivamente no período em que Miller esteve na linha de frente e evitando a tentação de preencher lacunas biográficas com passagens expositivas. A força da personagem está na forma como ela olhava o mundo e não na tentativa de explicar os motivos por trás desse olhar.

No final, “Lee” é um filme que brilha quando deixa que sua protagonista faça o que sempre fez de melhor: capturar a verdade nua e crua da humanidade através de sua lente. No entanto, o roteiro não confia o suficiente nessa força e se perde em desvios que diluem o impacto da história. Disponível para aluguel no Prime Video desde março de 2025, o filme oferece vislumbres do talento inigualável de Lee Miller, mas não consegue fazer justiça ao legado de uma das maiores fotógrafas de guerra do século XX.

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

Fique por dentro das novidades das maiores marcas do mundo! Acesse nosso site Marca Pop e descubra as tendências em primeira mão.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Temas: CinemaCríticaLançamentoLeeResenhaReview

Conteúdo Relacionado

Cinemas/Filmes

Isabela Quilodrán une atuação e roteiro em novo projeto filmado no exterior

Texto: Eduardo Fonseca
4 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Destruição Final 2” (Greenland 2: Migration)

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Cinemas/Filmes

Crítica: “Dhurandhar”

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Patinando no Amor” (Finding Her Edge) – primeira temporada

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Crítica: “Bridgerton” – quarta temporada, parte 1

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Netflix

Show de retorno do BTS terá exibição global pela Netflix

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026
Stranger Things: Tales From '85 (L to R) Braxton Quinney as Dustin, Benjamin Plessala as Will, Brooklyn Davey Norstedt as Eleven and Luca Diaz as Mike in Stranger Things: Tales From '85. Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2026
Animação

Nova série animada de “Stranger Things” chega à Netflix em abril

Texto: Ygor Monroe
3 de fevereiro de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d