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Crítica: “Os Altos e Baixos do Amor” (Kärlek fårever)

Texto: Ygor Monroe
18 de fevereiro de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Resenhas/Críticas, Streaming

O cinema romântico tem se reinventado ao longo dos anos, mas algumas produções insistem em reciclar os mesmos conflitos sem adicionar qualquer camada de complexidade. “Os Altos e Baixos do Amor”, que estreou globalmente na Netflix em 14 de fevereiro de 2025, segue essa linha ao tentar equilibrar humor e romance, mas tropeça em sua própria previsibilidade. Dirigido por Staffan Lindberg, o longa se passa na pitoresca ilha de Gotland, na Suécia, e acompanha um casal de Estocolmo cujo casamento se transforma em um verdadeiro caos devido a tradições familiares.

Saiba o que chega aos cinemas em fevereiro de 2025

Crítica: "Love Forever" (Kärlek fårever)
Crítica: “”Os Altos e Baixos do Amor”” (Kärlek fårever)

O elenco, liderado por Charlie Gustafsson, Kjell Bergqvist, Barbro “Babben” Larsson, Claes Malmberg, Matilda Källström e Anja Lundqvist, trabalha com uma proposta que poderia ter funcionado melhor se houvesse maior controle sobre o tom do filme. O roteiro oscila entre o cômico e o sentimental, mas não se compromete com nenhuma dessas direções, resultando em uma narrativa que parece rodar em círculos. O filme repete incessantemente a mesma ideia o casamento é um desastre, mas, no final, o amor supera tudo sem conseguir construir tensão ou aprofundar os dilemas dos personagens.

Os momentos cômicos, que deveriam ser o alicerce da trama, falham ao depender de exageros e situações artificiais. O humor se esforça demais para arrancar risadas e, em vez de criar cenas naturalmente engraçadas, recorre a piadas forçadas e interações pouco inspiradas. A personagem do pai, por exemplo, carrega certo carisma ao tentar ajudar desajeitadamente, mas seu papel na trama não é suficiente para sustentar o filme.

Além da falta de originalidade, o filme sofre com diálogos constrangedores, que muitas vezes parecem escritos sem uma real preocupação com fluidez ou impacto dramático. O resultado é uma experiência frustrante, que não consegue definir qual mensagem deseja transmitir. O espectador acompanha uma sucessão de pequenos desastres e reviravoltas previsíveis, apenas para ser lembrado, no último ato, de que o amor supera qualquer adversidade.

Ainda que conte com uma fotografia agradável e um cenário naturalmente encantador, “Os Altos e Baixos do Amor” não se sustenta como uma comédia romântica envolvente. O filme parece não ter propósito além de preencher espaço no catálogo da Netflix, funcionando mais como um ruído de fundo do que como uma experiência cinematográfica memorável.

⭐⭐

Avaliação: 1.5 de 5.

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