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Crítica: “Missão Impossível 3” (Mission: Impossible III)

Texto: Ygor Monroe
29 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“Missão Impossível 3” marca um ponto de inflexão importante na franquia estrelada por Tom Cruise, redefinindo o personagem Ethan Hunt e estabelecendo as bases emocionais e estilísticas que sustentariam os filmes posteriores. Com direção de J.J. Abrams, em sua estreia nos cinemas, o longa rompe com a estética mais fria e investigativa dos dois primeiros títulos e aposta em uma abordagem que mistura ação intensa, drama pessoal e ameaças globais com implicações íntimas. Com a chegada de “Missão: Impossível – O Acerto Final”, prevista para 22 de maio de 2025, vale revisitar esse terceiro filme, que consolidou o tom mais explosivo e coreografado que a série assumiria nos anos seguintes.

Com estreia em maio no Prime Video, veja o trailer de “Outro Pequeno Favor”

Crítica: "Missão Impossível 3" (Mission: Impossible III)
Crítica: “Missão Impossível 3” (Mission: Impossible III)

O filme apresenta Hunt fora do campo de ação, vivendo sob identidade falsa e prestes a se casar com Julia, personagem de Michelle Monaghan. Ao ser puxado de volta à ativa para resgatar sua pupila Lindsey, o personagem é confrontado com uma ameaça de ordem pessoal e profissional, liderada por Owen Davian, interpretado com precisão e frieza por Philip Seymour Hoffman. A atuação de Hoffman se destaca por sua contenção ameaçadora, sendo um dos antagonistas mais memoráveis da franquia, sem a necessidade de exageros ou teatralidades.

A direção de Abrams imprime um novo ritmo ao universo de “Missão Impossível”. A montagem é ágil, com cenas de ação bem coreografadas que equilibram tensão e clareza visual. As sequências mais memoráveis, como o resgate no prédio em Xangai e a invasão ao Vaticano, são conduzidas com domínio técnico e senso de espetáculo, mas o filme também se diferencia ao trazer intimidade para o centro da narrativa. O núcleo dramático envolvendo Julia adiciona camadas a Ethan Hunt, transformando-o não apenas em um agente eficiente, mas em um personagem motivado por amor e vulnerabilidade.

Essa dimensão emocional é um dos legados mais duradouros de “Missão Impossível 3”. O longa recusa a lógica simplista de sacrifício coletivo e reafirma, por meio do comportamento de Hunt, o valor da vida individual. Esse traço se repetiria nos capítulos seguintes, consolidando o herói como alguém movido não por um senso abstrato de dever, mas por vínculos humanos específicos e inegociáveis. A relação com a equipe também é reforçada, especialmente com Luther Stickell (Ving Rhames), que permanece como o elo mais estável de confiança na franquia.

A estrutura narrativa é mais acessível e menos labiríntica que a do primeiro filme, mas isso não implica em simplificação. Ao contrário, Abrams injeta um senso de urgência constante, com ganchos narrativos eficazes e uma edição que mantém o ritmo elevado sem comprometer o entendimento. O recurso da Rabbit’s Foot, objeto misterioso nunca explicado, contribui para o caráter enigmático da missão, sem cair na armadilha do excesso de exposição.

Tecnicamente, o filme é coeso. A fotografia de Dan Mindel prioriza tons realistas e composições centradas na ação, enquanto a trilha sonora de Michael Giacchino, assumindo a partitura icônica de Lalo Schifrin, entrega uma roupagem mais pulsante e atual para a série. A introdução de Benji Dunn (Simon Pegg), ainda em papel secundário, e as participações de Laurence Fishburne e Billy Crudup enriquecem o elenco com atuações sólidas.

“Missão Impossível 3” é mais do que um capítulo de transição. Funciona como ponto de reestruturação da franquia, promovendo uma reinvenção de tom e foco. Ao humanizar Ethan Hunt e conectar a ação à emoção de forma eficaz, o filme inaugura uma nova fase para a série. Não possui o escopo grandioso dos títulos dirigidos por Christopher McQuarrie, mas estabelece os alicerces sobre os quais a saga se sustentaria. Uma obra que, revisitada hoje, revela-se mais relevante do que se previa em seu lançamento.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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