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Crítica: “My Father’s Shadow”

Texto: Ygor Monroe
20 de maio de 2025
em Cannes, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“My Father’s Shadow” é uma obra sensível e politicamente contundente que constrói seu drama familiar como um reflexo direto da instabilidade sociopolítica da Nigéria nos anos 1990. O filme acompanha Remi e Akin, dois irmãos separados do pai desde a crise eleitoral de 1993, e reconecta essa relação dentro de uma narrativa que mescla a brutalidade do contexto histórico com a complexidade emocional dos laços parentais. Sope Dirisu, em um desempenho extraordinário, transforma Folarin em uma presença quase mitológica: ao mesmo tempo frágil e imponente, ausente e protetora. Sua linguagem corporal e vocal conduzem grande parte da tensão dramática.

Marianna Brennand, diretora de “Manas”, recebe prêmio dedicado às mulheres em Cannes

Crítica: "My Father’s Shadow"
Crítica: “My Father’s Shadow”

A construção narrativa parte de um olhar infantil, mas jamais infantiliza a realidade ao redor. Ao contrário, o roteiro se apoia na intuição das crianças para destacar as ambiguidades da figura paterna. Os irmãos não idealizam o pai: o reconhecem como um homem comprometido, mas também assombrado. Essa ambivalência é espelhada no próprio país, onde a falência institucional ressoa em cada deslocamento, em cada refúgio improvisado.

A estética do filme, em especial sua cinematografia em película analógica, valoriza a paleta quente e granulada da paisagem nigeriana. Lagos é retratada com uma autenticidade que dispensa exotismo, enquanto os interiores e transportes públicos (como os danfos) funcionam como microambientes onde tensões familiares e sociais se cruzam. A textura analógica não apenas reforça a ambientação temporal, mas também cria uma camada nostálgica que aproxima a experiência africana de um sentimento universal.

“My Father’s Shadow” compreende que toda criança cresce ao descobrir que seus pais não são deuses, mas sobreviventes. O arco dos irmãos representa não um rito de passagem simples, mas uma colisão com a realidade o reconhecimento de que amar também implica conviver com a falha, a omissão e a dureza do mundo. Nesse sentido, o longa é não apenas um comentário político, mas uma elegia sobre o amadurecimento forçado.

O longa se destaca como uma das representações mais vívidas da infância em contexto de instabilidade política já realizadas recentemente, e se consolida como um marco do cinema africano por unir rigor técnico, honestidade emocional e potência simbólica.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 4 de 5.

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Temas: CinemaCríticaResenhaReview

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