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Crítica: “Nove Desconhecidos” (1ª temporada)

Texto: Ygor Monroe
5 de junho de 2025
em Amazon Prime Video, Resenhas/Críticas, Séries, Streaming

Existe algo provocador na tentativa de misturar autoajuda e suspense em um único experimento audiovisual. “Nove Desconhecidos” parte dessa premissa ambiciosa e a traduz em uma narrativa que flerta com o esotérico, o científico e o emocional, sempre orbitando a instabilidade como ferramenta de progressão. O que começa como um estudo sobre dor e reconstrução pessoal, rapidamente se desdobra em uma crítica sutil à lógica do bem-estar instantâneo como produto de consumo.

Confira a agenda de shows de junho em São Paulo

Crítica: "Nove Desconhecidos" (1ª temporada)
Crítica: “Nove Desconhecidos” (1ª temporada)

A série tem uma consciência estética clara. Sua encenação explora o enclausuramento com inteligência, trabalhando as tensões entre personagens a partir de gestos mínimos, silêncios estratégicos e desequilíbrios emocionais cada vez mais expostos. O design do espaço, fechado e sereno, atua como antagonista simbólico: um lugar que promete paz mas entrega inquietude. E essa ambiguidade é o que move boa parte do interesse da obra.

O elenco trabalha dentro desse contexto com resultados variados. Há momentos de grande força dramática, equilibrados com um senso de absurdo que a série abraça sem pedir desculpas. A performance principal é meticulosa, embora nem sempre funcional. Existe intenção, mas há também escolhas que distanciam mais do que envolvem. Por outro lado, há atuações secundárias que funcionam como motores da série: entregam nuances, desafiam expectativas e ressignificam arquétipos em poucos episódios.

A estrutura episódica é eficiente porque entende que cada personagem carrega uma dramaturgia própria. Não se trata apenas de desenvolver um mistério central, mas de sustentar múltiplos arcos internos em constante combustão. Essa polifonia emocional dá corpo ao projeto. E mesmo quando flerta com o exagero, não perde o eixo. Existe uma lógica interna que mantém o roteiro coerente com a loucura que escolhe representar.

A série também acerta ao investir em ritmo. Há um senso de progressão constante, ainda que em espiral, que reforça a sensação de colapso iminente. A imprevisibilidade aqui não é usada como artifício, mas como resposta dramática às escolhas dos personagens. É uma narrativa de repetição e ruptura, onde o trauma deixa de ser apenas biográfico e se transforma em material dramatúrgico de primeira ordem.

“Nove Desconhecidos” não busca redenção nem solução. Busca entrega. Ao invés de oferecer respostas fáceis, opta por escancarar o desconforto, expondo a fragilidade humana em camadas. É uma obra que entende que a dor nem sempre se resolve. Às vezes, apenas muda de forma.

Se há excessos ou tropeços, eles não comprometem o resultado. O mais interessante é perceber como a série transita entre gêneros, contorna clichês com relativa habilidade e se sustenta por uma proposta estética e emocional que tem algo a dizer. Mesmo quando se permite momentos mais teatrais ou simbólicos, ainda preserva sua coesão narrativa.

“Nove Desconhecidos” é menos sobre uma experiência de cura e mais sobre o que acontece quando os mecanismos de reparação são conduzidos por ideologias instáveis. E talvez seja justamente isso que torna a série tão intrigante: não existe cura sem caos. E, aqui, o caos é o protagonista.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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