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Crítica: “O Contador” (The Accountant)

Texto: Ygor Monroe
22 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Com direção de Gavin O’Connor, “O Contador” (2016) é um híbrido de thriller de ação e drama psicológico que encontra equilíbrio entre uma narrativa de crime corporativo e uma exploração sensível de um protagonista no espectro autista. O longa retorna aos holofotes em 2025 com a tão aguardada continuação, prevista para estrear nos cinemas nesta quinta-feira, 24 de abril, reacendendo o interesse por um filme que, embora irregular em ritmo e estrutura, conquistou relevância por sua abordagem original e sua execução tecnicamente robusta.

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Crítica: "O Contador" (The Accountant)
Crítica: “O Contador” (The Accountant)

O protagonista Christian Wolff (Ben Affleck) é um contador com habilidades matemáticas extraordinárias, fruto direto de sua condição neurológica. Desde a infância, Christian é exposto a métodos pouco ortodoxos de socialização e disciplina, impostos por seu pai militar, que recusa qualquer tipo de institucionalização. Essa origem severa molda não apenas a personalidade do personagem, mas também sua trajetória profissional inusitada: um contador freelance que audita organizações criminosas e atua, simultaneamente, como assassino de aluguel. É uma premissa que, em mãos menos experientes, correria o risco de cair na caricatura, mas O’Connor evita isso ao apostar em um desenvolvimento cuidadoso e na composição séria do protagonista.

Ben Affleck entrega uma performance contida, mas expressiva. Sua interpretação equilibra o rigor emocional característico do espectro autista com um senso de humanidade e dignidade que impede o personagem de se tornar uma figura bidimensional. Affleck incorpora Christian com precisão gestual, disciplina física e um tom introspectivo que contribui para a complexidade dramática do filme. A escolha do ator para o papel se revela funcional tanto em termos dramáticos quanto nas sequências de ação, que exigem presença física e controle corporal elementos que o ator domina com segurança.

A construção visual é outro destaque. A fotografia e a direção de arte de “O Contador” utilizam uma paleta sóbria e composição meticulosa para reforçar a atmosfera tensa e o caráter metódico do protagonista. A trilha sonora, discreta mas funcional, contribui para a imersão, especialmente nas sequências de investigação contábil, que conseguem ser surpreendentemente envolventes. A montagem, embora competente, peca em alguns momentos por alongar explicações e por inserir flashbacks expositivos que comprometem o ritmo narrativo. A alternância entre as tramas paralelas (a investigação do Tesouro, os flashbacks da infância de Christian e o conflito empresarial da Living Robotics) por vezes se sobrepõe à linearidade da história principal, gerando certa confusão ao espectador menos atento.

O elenco de apoio cumpre bem seu papel. Anna Kendrick adiciona leveza e humanidade à narrativa, ainda que sua personagem careça de maior desenvolvimento dramático. J.K. Simmons oferece solidez ao arco investigativo, enquanto Jon Bernthal adiciona energia à trama em sua participação como antagonista paralelo. John Lithgow, por sua vez, assume o papel de vilão corporativo com a competência habitual, embora seu personagem careça de profundidade.

Do ponto de vista temático, “O Contador” acerta ao tratar o autismo não como obstáculo narrativo ou traço exótico, mas como parte integrante e complexa da identidade de Christian. A condição está presente no comportamento, nas interações e nas escolhas do personagem, mas sem ser usada como atalho emocional ou ferramenta de estigmatização. O filme, inclusive, evita recorrer a clichês sobre genialidade ou superação, preferindo apresentar o protagonista como alguém funcional dentro de sua lógica própria o que torna a representação mais honesta e menos sensacionalista.

Apesar dos méritos, o longa sofre com uma estrutura por vezes excessivamente ambiciosa. A tentativa de conciliar múltiplas camadas, drama familiar, thriller corporativo, ação armada e estudo de personagem resulta em uma narrativa dispersa, que só se resolve com clareza nos momentos finais. A conclusão, no entanto, é eficaz: além de conectar bem os fios soltos da trama, entrega uma resolução emocionalmente satisfatória, ampliando a dimensão simbólica de Christian sem abandonar o realismo do filme.

“O Contador” não é o filme mais coeso da carreira de Gavin O’Connor, mas se destaca por sua proposta narrativa ousada, por sua estética disciplinada e por um protagonista instigante. Ao conjugar ação coreografada com dilemas emocionais reais, o filme se posiciona como uma obra de gênero que ultrapassa a superfície, propondo um olhar alternativo e legítimo sobre masculinidade, neurodivergência e identidade.

⭐⭐⭐

Avaliação: 2.5 de 5.

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