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Crítica: “Premonição” (Final Destination)

Texto: Ygor Monroe
29 de abril de 2025
em Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

“Premonição” apresenta uma proposta singular dentro do subgênero slasher: eliminar completamente a figura tradicional do assassino. Em vez de um vilão físico, a franquia inaugura uma ameaça metafísica e onipresente — a própria Morte, que passa a funcionar como entidade ativa e moralmente impessoal, comprometida em restaurar uma ordem violada. O filme, dirigido por James Wong e escrito por Wong e Glen Morgan, estreou em 2000 e rapidamente consolidou sua relevância como um novo tipo de horror adolescente, distante das fórmulas convencionais estabelecidas por sagas como “Pânico” ou “Sexta-feira 13“. A saga ganha um novo capitulo em 2025, “Premonição 6: Laços de Sangue” estreia no próximo dia 15 de maio em todos os cinemas do Brasil.

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Crítica: "Premonição" (Final Destination)
Crítica: “Premonição” (Final Destination)

O roteiro parte de uma premissa direta: um adolescente, Alex Browning (Devon Sawa), tem uma visão de que o avião em que está prestes a embarcar irá explodir. Ele e um grupo de outros passageiros saem da aeronave antes da decolagem, e a premonição se concretiza minutos depois. A partir desse evento, o filme organiza seu suspense ao redor de uma lógica fatalista: os sobreviventes passam a ser mortos em sequência, como se a Morte estivesse corrigindo o erro da premonição.

A estrutura narrativa é claramente episódica, com cada cena de morte sendo tratada como um set piece individual, quase sempre com preparação visual minuciosa e crescente tensão. A morte é sempre anunciada por uma série de eventos quase imperceptíveis que culminam em armadilhas mortais dignas de uma máquina de Rube Goldberg, transformando objetos banais — uma porta, um cano, um cinto de segurança — em vetores de violência extrema. A originalidade do conceito reside exatamente nesse tratamento hiper-coreografado do acaso, somado a uma montagem que explora o impacto do efeito dominó com precisão.

A direção de James Wong, embora funcional e ainda marcada por alguns vícios televisivos, compreende o apelo do espetáculo gráfico. A câmera acompanha o ambiente com atenção, antecipando os acidentes sem jamais torná-los previsíveis, o que cria um clima de constante tensão paranoica. Nesse sentido, a ausência de um assassino visível é compensada por uma mise-en-scène que transforma cada espaço em uma ameaça latente.

As atuações, por outro lado, comprometem o envolvimento emocional. Devon Sawa e Ali Larter oferecem performances mecânicas e pouco expressivas, limitando qualquer dimensão psicológica mais elaborada. Os personagens funcionam como avatares descartáveis, cuja principal função é participar da próxima sequência de morte. Ainda assim, o tom abertamente exagerado e a falta de sutileza emocional acabam servindo ao propósito do filme, que se estrutura mais como espetáculo gore autoconsciente do que como drama de terror tradicional.

“Premonição” é insensível no conteúdo e autoconsciente na forma. O filme reconhece a própria superficialidade narrativa e transforma isso em virtude, assumindo um tom de humor negro que antecipa tendências posteriores do horror. Há uma recusa deliberada do sentimentalismo: as mortes não são lamentadas, mas exploradas visualmente com certo entusiasmo técnico. Essa frieza contribui para o efeito geral do filme, que combina tensão e morbidez com eficiência.

Do ponto de vista temático, o longa oferece uma metáfora direta e contundente sobre o determinismo e a impossibilidade de escapar do fim. Diferente dos slashers clássicos, onde os personagens podem resistir, aqui a única constante é o fracasso inevitável. A invisibilidade da ameaça é o maior trunfo do roteiro, pois reforça o terror da impotência: não há corpo para lutar, não há plano para escapar, apenas uma contagem regressiva velada que transforma cada ação cotidiana em um possível gatilho fatal.

“Premonição” é um produto do seu tempo que compreende perfeitamente o tipo de entretenimento que quer oferecer. Descartável em termos dramáticos e pobre em desenvolvimento de personagem, é ao mesmo tempo tecnicamente criativo, visualmente marcante e conceitualmente eficaz. Ao transformar o medo do acaso em espetáculo gráfico, o filme abre caminho para uma franquia que se sustentaria não pelo roteiro, mas pela engenhosidade de suas mortes. A originalidade de sua proposta o garante como um clássico moderno do terror comercial, ainda hoje revisitado com entusiasmo e nostalgia.

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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