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Crítica: Rachel Reis, “Divina Casca”

Texto: Ygor Monroe
16 de abril de 2025
em Clipes e Audiovisuais, Música, Resenhas/Críticas

O segundo álbum de estúdio da cantora e compositora baiana Rachel Reis, “Divina Casca”, é um trabalho que expande e aprofunda a proposta artística revelada em “Meu Esquema” (2022), evidenciando não apenas um avanço técnico e estético, mas sobretudo um reposicionamento simbólico: trata-se de um disco que traduz a consolidação de Rachel como voz singular no atual cenário da música popular brasileira.

Rachel Reis aposta em exploração visual no álbum “Divina Casca”

Crítica: Rachel Reis, "Divina Casca"
Crítica: Rachel Reis, “Divina Casca”

Com 16 faixas e participações de peso Psirico, BaianaSystem, Nêssa, Don L e Rincon Sapiência, “Divina Casca” se estrutura como um painel rítmico de influências híbridas, que vão do samba ao axé, do reggae à MPB, passando por elementos de eletropop e nuances afro-baianas. A pluralidade estética, porém, nunca compromete a coesão do projeto: é justamente no entrelaçamento dessas linguagens que Rachel Reis afirma sua identidade autoral, ancorada no sincretismo sonoro da Bahia e potencializada por uma produção minuciosa e inventiva.

A produção musical do disco é um de seus pontos mais altos. Com arranjos bem resolvidos e timbragens refinadas, “Divina Casca” alterna entre o minimalismo e a densidade com fluidez. Há faixas onde a percussão é protagonista, outras onde linhas de baixo e guitarras imprimem caráter quase dançante, e momentos em que sopros e flautas elevam o arranjo a uma dimensão quase sinfônica tudo isso sem jamais romper com o aspecto orgânico e humano que perpassa o disco.

A faixa-título, “Casca”, condensa o espírito do álbum. Com videoclipe dirigido por Aline Lata, ela apresenta o disco como um rito de passagem: a casca, aqui, é símbolo de transformação, de proteção, mas também de ruptura. Musicalmente, é uma faixa intimista, que se abre com delicadeza e cresce em camadas, estabelecendo o tom emocional e estético do álbum. É um convite à escuta profunda.

Já em faixas como “Jorge Ben”, Rachel recorre à estética do samba eletroacústico para homenagear, sem recorrer ao pastiche, a linhagem da bossa negra de Jorge Ben Jor. Com violões de Barro e percussões de Rafael Peixoto, a canção é uma ode ao amor, mas também um aceno à tradição rítmica e melódica da música preta brasileira. Sem ser literal, Rachel reafirma sua filiação a esse legado, ao mesmo tempo que propõe sua própria linguagem, sem nostalgia ou apego a formas fixas.

“Alvoroço” é outro exemplo da sofisticação rítmica do álbum. Com participação de Russo Passapusso e Sekobass, e uma base construída pela estética eletrônica da BaianaSystem, a faixa é um samba turbo, que tensiona a tradição e o contemporâneo com equilíbrio e potência. A mesma abordagem se nota em “Ensolarada” (com produção de RDD) e “Deixa Molhar” (parceria com Bruna Magalhães), faixas que operam dentro da lógica da canção pop mas sem abrir mão da riqueza harmônica e rítmica da música afro-baiana.

A escolha por um repertório majoritariamente autoral reforça a ambição do disco como manifesto estético. Rachel assina (sozinha ou em parceria) praticamente todas as faixas, o que fortalece a unidade narrativa do projeto: “Divina Casca” é, acima de tudo, um álbum sobre reconstrução. É a jornada de uma artista que, ao expor suas camadas mais íntimas, encontra força estética e simbólica para se (re)afirmar.

Importa também destacar a inteligência formal com que Rachel articula seus arranjos vocais. Sua voz, segura e lírica, nunca se sobrepõe à música ela habita os arranjos com sensibilidade, evitando excessos, privilegiando o fraseado e a interpretação em detrimento de pirotecnias vocais. É um tipo de canto que se alinha com a tradição da canção brasileira, mas sempre mediado pela linguagem contemporânea que marca a produção do disco.

Por fim, “Divina Casca” é um álbum tecnicamente irretocável, conceitualmente bem amarrado e emocionalmente acessível. É um trabalho que desafia as fronteiras entre o regional e o global, entre o popular e o sofisticado, entre o antigo e o novo e faz isso sem alarde, com elegância e consistência.

Rachel Reis entrega um disco que é simultaneamente íntimo e expansivo, pessoal e coletivo. Se “Meu Esquema” foi o ponto de partida, “Divina Casca” é a obra que a posiciona, com autoridade, entre os nomes mais relevantes da nova música brasileira em 2025.

Nota final: 89/100

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Temas: CríticaLançamentoMúsicaRachel ReisResenhaReview

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