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Crítica: “Siga Minha Voz” (Sigue mi Voz)

Texto: Ygor Monroe
12 de janeiro de 2026
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

O som de uma voz atravessando um quarto escuro pode funcionar como uma corda jogada para quem está à deriva. Quando o mundo exterior vira ameaça, o rádio se transforma em janela, refúgio e fantasia. É nesse espaço íntimo, feito de frequências e respirações alheias, que uma jovem encontra a possibilidade de sentir algo outra vez. O que começa como um isolamento forçado acaba se revelando um delicado estudo sobre medo, desejo e reconexão.

Crítica: "Siga Minha Voz" (Sigue mi Voz)
Crítica: “Siga Minha Voz” (Sigue mi Voz)

Em “Siga Minha Voz”, Klara vive prisioneira de uma rotina marcada por crises de ansiedade e pela incapacidade de sair de casa. Durante 76 dias, sua relação com a realidade passa a existir quase inteira através de um programa de rádio, cuja voz masculina se torna uma espécie de farol emocional. A pergunta que atravessa o filme soa simples e perigosa ao mesmo tempo: é possível se apaixonar por alguém que nunca se tocou, nunca se viu, mas que parece entender cada silêncio.

A adaptação do romance que nasceu no universo do Wattpad encontra seus melhores momentos quando respeita essa intimidade. Berta Castañé entrega uma Klara que respira fragilidade, mas também curiosidade. O olhar da personagem carrega o peso de quem quer viver, mas ainda precisa negociar cada passo com o próprio medo. Em um gênero que facilmente poderia cair no melodrama, o filme prefere a contenção e encontra beleza justamente nesse cuidado.

Algumas escolhas de roteiro suavizam aspectos mais duros da história original, especialmente no que diz respeito à agorafobia da protagonista e às amizades que funcionam como rede de apoio. Ainda assim, a narrativa consegue preservar a ideia central de que ninguém se reconstrói sozinho. Personagens como Kamila, Andy e Diego surgem como pontos de luz em uma vida que parecia reduzida a paredes e fones de ouvido.

A estética também colabora para esse clima de romance adolescente atravessado por vulnerabilidade. Cores suaves, luzes quentes e uma trilha que conversa com o coração da protagonista ajudam a criar uma atmosfera quase de sonho. Mesmo quando o roteiro perde intensidade em certos momentos, o filme nunca abandona sua intenção de falar sobre cura como um processo imperfeito e cheio de tropeços.

Nuno Gallego, em especial, chama atenção ao transformar Diego em um objeto de fascínio que vai além do visual. Existe ali uma doçura que dialoga com a fantasia que Klara projeta sobre a voz que a acompanha. Embora a química entre os protagonistas nem sempre atinja o impacto desejado, a produção encontra charme suficiente para sustentar o encantamento.

“Siga Minha Voz” abraça suas origens de história nascida na internet sem vergonha disso. O filme compreende que, para muitos, romances assim funcionam como portais de identificação e conforto. Entre falhas e acertos, o que permanece é a sensação de que ouvir alguém pode ser o primeiro passo para voltar a falar consigo mesmo.

“Siga Minha Voz”
Direção
: Inés Pintor, Pablo Santidrián
Elenco: Berta Castañé, Jae Woo Yang, Alberto Jo Lee, Claudia Traisac, Fernando Guallar, Iñaki Mur, Itziar Ituño, Nuno Gallego
Disponível em: Amazon Prime Video

⭐⭐⭐⭐

Avaliação: 3.5 de 5.

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Temas: Alberto Jo LeeBerta CastañéClaudia TraisacCríticaFernando GuallarIñaki MurItziar ItuñoJae Woo YangNuno GallegoResenhaReview

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