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Crítica: Sleep Token, “Even in Arcadia”

Texto: Ygor Monroe
9 de maio de 2025
em Música, Resenhas/Críticas

Sleep Token retorna com “Even in Arcadia”, quarto registro de estúdio da banda inglesa, lançado em 9 de maio de 2025 pela RCA Records. A obra surge em meio a uma estratégia de divulgação que reconfigura a lógica de engajamento na indústria musical, com elementos criptográficos, ambientações visuais evocativas e narrativas interativas que extrapolam os limites tradicionais da promoção fonográfica. A escolha por lançar teasers por meio de um meteorologista da WRAL na Carolina do Norte, somada à campanha centrada no enigmático site “Show Me How to Dance Forever”, revela o compromisso do coletivo em fundir estética, mitologia e tecnologia, consolidando sua identidade como entidade artística transmedial.

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Crítica: Sleep Token, "Even in Arcadia"
Crítica: Sleep Token, “Even in Arcadia”

O acesso ao conteúdo por meio de quebra-cabeças digitais que incluíam a famosa cifra de Shugborough e elementos visuais retirados de “Os Pastores da Arcádia“, de Nicolas Poussin revela um aprofundamento na proposta hermética da banda, ressignificando a relação com o ouvinte enquanto cultor e intérprete, não mais apenas como consumidor. O desdobramento em duas “casas”, House Veridian e Feathered Host, funciona como um sistema de arquétipos simbólicos e tribais que remete a estruturas mitológicas, conferindo à experiência do ouvinte um senso de pertencimento quase litúrgico.

Do ponto de vista musical, “Even in Arcadia” sinaliza uma inflexão estratégica após os excessos de “Take Me Back to Eden”, no qual a banda flertou com arranjos cada vez mais dependentes de elementos de sons alternativos, diluindo parte da tensão que caracterizava seus primeiros trabalhos. Ao contrário, aqui há uma tentativa deliberada de retomar o rigor estrutural e a tensão atmosférica que fizeram de “Sundowning” um marco no cruzamento entre o djent atmosférico, o alt metal introspectivo e a sensibilidade pop melancólica. A engenharia de som se mostra novamente meticulosa, com o trabalho de camadas instrumentais construído de forma quase cinematográfica, enfatizando tanto os vazios quanto os clímax, com forte ênfase na dicotomia entre fragilidade e agressão.

Ao longo de suas faixas, o disco parece propor uma síntese madura das dicotomias anteriores. Os momentos de contemplação centrados em harmonias modais e timbres de piano filtrado surgem menos como artifícios emocionais e mais como elementos estruturais dentro da narrativa composicional. Já os trechos pesados não buscam mais apenas impacto visceral, mas são organizados com atenção quase arquitetônica, remetendo mais a estruturas pós-metal do que à fluidez do nu metal ou à estética radiofônica do alt rock.

A recepção antecipada do disco dividiu parte da comunidade que outrora havia elevado o Sleep Token ao status de entidade sagrada na cena alternativa. Parte desse ceticismo se deve à guinada estética observada entre o debut e os lançamentos mais recentes, à medida que o grupo conquistou maior reconhecimento e, inevitavelmente, tornou-se objeto de escrutínio por puristas e gatekeepers do metal progressivo. O epíteto “Imagine Dragons do Metal” passou a circular de forma pejorativa, ignorando tanto o rigor técnico quanto a sofisticação harmônica que continuam a ancorar a proposta da banda. É sintomático, aliás, que a popularização de um projeto tão singular venha acompanhada de um rechaço por parte de uma parcela do público cuja identidade depende de uma ideia estanque de autenticidade. O Sleep Token, ao dobrar as regras do jogo, desafia essa noção.

“Even in Arcadia”, portanto, não se limita a uma reafirmação estética nem tampouco representa uma ruptura radical. Trata-se de um álbum que busca resgatar a densidade emocional e a arquitetura sonora de sua origem, filtrando os excessos e polindo as arestas. Sua coesão vem da contenção: são dez faixas que evitam a dispersão de álbuns anteriores, priorizando a progressão dinâmica interna de cada composição, a alternância entre tensão harmônica e explosão rítmica, a escuta como ritual. Em vez de se render ao espectro da previsibilidade pop, o disco prefere operar no campo da ambiguidade onde a beleza e a brutalidade coexistem, onde o sagrado e o carnal se confundem, onde dançar para sempre talvez seja apenas mais uma forma de desaparecer com estilo.

Nota: 88/100

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