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Crítica: “The Plague”

Texto: Ygor Monroe
18 de maio de 2025
em Cannes, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas

Dirigido por Charlie Polinger, “The Plague” é um perturbador estudo sobre a angústia da adolescência e a crueldade inerente às dinâmicas sociais da infância. Ambientado em um acampamento de polo aquático no verão de 2003, o longa acompanha Ben, um adolescente introspectivo que, ao tentar se integrar ao grupo, vê sua ansiedade e sensação de inadequação se intensificarem até o ponto de ruptura. A situação ganha contornos mais sombrios com a presença de Eli, garoto estigmatizado por uma doença misteriosa chamada apenas de “a peste”, que serve como catalisador de rejeição coletiva, paranoia e violência simbólica.

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Crítica: "The Plague"
Crítica: “The Plague”

A força do filme está na maneira como transforma o medo social em uma linguagem de horror psicológico. A sensação de exclusão, o pânico de se aproximar demais ou de ser notado pelas razões erradas, a brutalidade das hierarquias infantis e a ansiedade sufocante da autoimagem são traduzidas em cenas de opressão silenciosa e crescente desconforto. A direção de Polinger é precisa ao construir esse ambiente claustrofóbico, amplificado pela fotografia intensa de Breckon, que mergulha o espectador em um universo visual de tons azulados e prateados, que evocam tanto a beleza da água quanto sua natureza hostil e indiferente.

A trilha sonora contribui com igual intensidade ao retrato sensorial dessa jornada emocional. Os “oohs” e “ahs” que permeiam o som evocam a dualidade entre o riso juvenil e o suspense latente, com um espírito sonoro que flerta com o universo sonhador dos “beach boys”, mas distorcido em uma dimensão mais sombria e alienante. O resultado é um tipo de beleza inquietante, quase absurda, que confere identidade ao filme.

Do ponto de vista temático, “The Plague” se aproxima de obras como “The Fits”, de Anna Rose Holmer, por sua abordagem do comportamento de grupo como força anônima e impiedosa. A figura do excluído, transformado em bode expiatório, é central para a crítica social embutida no roteiro. O garoto com “a peste” não é só um símbolo da doença, mas daquilo que todos temem se tornar: o invisível, o descartável, o outro.

As atuações dos jovens protagonistas, especialmente os intérpretes de Ben e Eli, são cruciais para manter o filme ancorado na verossimilhança emocional. A naturalidade dos gestos, a contenção nos olhares e o modo como traduzem insegurança, tensão e medo sem verbalizações excessivas elevam o filme acima de um simples retrato estilizado da juventude. Há autenticidade em cada silêncio, em cada tentativa fracassada de aproximação, em cada recuo forçado.

“The Plague” é uma obra que compreende profundamente o inferno emocional que pode ser a pré-adolescência. A necessidade desesperada de pertencimento, o medo da exposição e a ferocidade com que os grupos reafirmam sua identidade por meio da exclusão são explorados com um rigor estético que dá corpo ao desconforto. O filme pode, em alguns momentos, se aproximar do excesso estilístico, mas o equilíbrio entre forma e conteúdo se mantém graças à solidez de suas interpretações e à coerência de sua proposta.

★★★★

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Temas: CinemaCríticaResenhaReview

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