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Crítica: “Uma Escolha pela Vida” (Broke)

Texto: Ygor Monroe
25 de junho de 2025
em Amazon Prime Video, Cinemas/Filmes, Resenhas/Críticas, Streaming

Existem filmes que não gritam para serem ouvidos. Eles sussurram, doem em silêncio, e ainda assim se cravam na memória com a força de um grito que você não sabe de onde veio. “Uma Escolha pela Vida” é exatamente esse tipo de obra. Um faroeste moderno que não tem pressa em se anunciar, mas que encontra potência no que esconde, no que suprime, no que não se explica de imediato.

Confira a programação de junho da Mostra Cine Guerrilha

Crítica: "Uma Escolha pela Vida" (Broke)
Crítica: “Uma Escolha pela Vida” (Broke)

O que à primeira vista poderia ser mais um exercício de nostalgia western, se revela um retrato cru e lírico sobre identidade fragmentada, masculinidade ferida e a brutalidade dos sonhos herdados. Aqui, não há mocinho. O protagonista não busca redenção. Busca entender quem sobrou dele depois que tudo o que ele foi passou a não fazer mais sentido.

A estrutura narrativa se recusa ao linear. E esse não é um recurso estético gratuito. É parte da forma como o personagem pensa, como se movimenta, como afunda. O filme alterna memórias, delírios, presente e passado com a fluidez desconexa de alguém lutando para lembrar o que realmente era dele, e o que foi imposto. Há uma beleza quase artesanal na forma como os fragmentos se encaixam: pedaços de culpa, pedaços de glória, pedaços de ninguém.

Visualmente, “Uma Escolha pela Vida” impressiona não pela ostentação, mas pela honestidade visual de um mundo que parece real porque é desconfortável. A paisagem não serve como alívio estético, mas como espelho emocional. Fria, áspera, árida. Cada plano aberto, cada silêncio entre as montanhas, funciona como um lembrete de que o isolamento aqui não é geográfico. É psicológico.

O filme respira melancolia, mas sem melodrama. A dor é apresentada como algo interno, acumulado, lento, quase invisível a olho nu. O roteiro se recusa ao exagero. Ele entende que o colapso de um homem raramente acontece em grandes gestos. A ruína, nesse caso, é íntima. E talvez seja por isso que a atuação central soe tão devastadora. Sem histeria, sem catarse. O que se vê é um corpo cansado de se provar. Um olhar que já desistiu de se defender.

Wyatt Russell entrega aqui uma performance que não exige reconhecimento, mas merece ser estudada. Ele incorpora o vazio com uma precisão que raramente se vê em protagonistas masculinos do gênero. Não há carisma forçado, não há força performática. Há entrega. Há fragilidade. Há verdade.

O filme não oferece respostas fáceis. E talvez por isso não agrade de imediato. Mas a proposta nunca foi agradar. Foi fazer com que o espectador se sentisse dentro do desconforto de alguém que nunca teve escolha sobre o que amar, o que querer, o que ser. E que, ao tentar se libertar disso, precisa antes atravessar o deserto interno da culpa, do arrependimento e da autossabotagem.

“Uma Escolha pela Vida” é, acima de tudo, um filme sobre o que resta de um homem quando a masculinidade que ensinaram a ele deixa de servir. Sobre como sobreviver à própria identidade quando ela nunca foi construída a partir do desejo, mas da expectativa. E como, mesmo no fim da estrada, pode haver espaço para um respiro. Não exatamente esperança. Mas algo próximo disso.

Talvez o mais bonito seja isso: a coragem de fazer um filme que fala de homens sem glorificá-los, que fala de dor sem embelezá-la, que fala de amor sem vendê-lo como salvação. Poucos dramas contemporâneos se permitem esse nível de honestidade. Por isso mesmo, “Uma Escolha pela Vida” não é só relevante. É necessário.

⭐⭐⭐

Avaliação: 3 de 5.

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