“Witchboard” se apresenta como uma releitura do clássico de terror de 1986, trazendo à tela a história de três amigos que, ao brincar com um tabuleiro, acabam fazendo contato com o espírito de um jovem, desencadeando uma série de eventos perigosos. O filme tenta atualizar o mito do tabuleiro Ouija, substituindo-o por um tabuleiro pendular associado a uma antiga prática de bruxaria, e introduz novos personagens, incluindo um enigmático praticante de Wicca interpretado por Jamie Campbell Bower.
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Apesar da premissa promissora, o filme sofre com uma execução irregular e escolhas narrativas que enfraquecem a tensão e o horror. A narrativa se distancia do original, trazendo personagens que, em vez de enriquecer a história, acabam como figuras periféricas sem impacto real, e momentos que poderiam gerar medo ou suspense são prejudicados por efeitos visuais inconsistentes e CGI de baixa qualidade, especialmente em cenas de fogo e sequências sobrenaturais.
O terror, em sua essência, falha em provocar sustos memoráveis, e algumas mortes chegam a ser risíveis, como uma envolvendo um gato, o que compromete a imersão. Mesmo quando a trama apresenta ideias conceituais interessantes, elas são mal exploradas, resultando em sequências que parecem promissoras, mas terminam sem consequência dramática ou narrativa. Apesar disso, há momentos iniciais que despertam atenção, mostrando que havia potencial para um terror atmosférico mais sólido, mas o ritmo irregular e o desfecho apressado desarmam a tensão construída.
O ponto mais positivo do filme é Madison Iseman, que carrega a narrativa com uma atuação consistente e convincente, mostrando nuances de vulnerabilidade e coragem diante do caos sobrenatural. Ela se destaca entre um elenco que, em grande parte, parece cumprir o papel de forma mecânica, sem profundidade ou comprometimento emocional. A direção de Chuck Russell e o roteiro de Russell e Greg McKay demonstram ambição em atualizar o conceito original, mas falham em equilibrar inovação com a essência que fez do filme de 1986 um marco do gênero.
Em termos técnicos, “Witchboard” apresenta cenários e composições que poderiam contribuir para o suspense, mas a má execução de efeitos digitais e a construção de ritmo compromete o resultado final. A obra tenta combinar terror clássico com elementos modernos, mas o desequilíbrio entre conceito e execução transforma a experiência em um filme irregular, que desperdiça ideias potencialmente fascinantes.
No fim das contas, “Witchboard” se mostra como uma experiência que oscila entre momentos interessantes e grandes falhas de narrativa e técnica. É uma obra que poderia oferecer um horror contemporâneo cativante, mas que acaba sendo frustrante para fãs do original e para espectadores que buscam tensão e coerência no gênero.
“Witchboard”
Direção: Chuck Russell
Roteiro: Chuck Russell, Greg McKay
Elenco: Jamie Campbell Bower, Madison Iseman, Aaron Dominguez
Disponível em breve nos cinemas
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