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Do mesmo diretor de “Noites Brutais”, “A Hora Do Mal” estreia em agosto no Brasil

Texto: Ygor Monroe
26 de junho de 2025
em Cinemas/Filmes

Depois de deixar o público em choque com “Noites Brutais”, um dos filmes de terror mais surpreendentes de 2022, o diretor Zach Cregger está de volta com um projeto ainda mais ambicioso. “A Hora do Mal” estreia no Brasil no dia 7 de agosto, um dia antes da estreia americana, e já chega cercado de expectativas e curiosidade. O longa mergulha o espectador em um mistério sobrenatural que toma conta de uma pequena comunidade, após um acontecimento traumático e inexplicável.

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Do mesmo diretor de “Noites Brutais”, “A Hora Do Mal” estreia em agosto no Brasil
Do mesmo diretor de “Noites Brutais”, “A Hora Do Mal” estreia em agosto no Brasil

Dezessete crianças da mesma sala de aula desaparecem repentinamente na mesma noite e no mesmo horário. A única pista? O silêncio absoluto que fica para trás. Não há testemunhas, não há sinais de luta, não há rastros. Apenas uma ausência sufocante e uma pergunta que assombra cada morador: o que ou quem está por trás disso?

Essa é a premissa central de “A Hora do Mal”, novo longa escrito, dirigido e produzido por Cregger, que decidiu explorar um terror mais emocional e grandioso. Descrito como um “épico do horror”, o filme bebe da linguagem fragmentada e caótica de “Magnólia”, clássico de Paul Thomas Anderson, mas com o peso atmosférico que marcou o primeiro sucesso do diretor. É um projeto pessoal e ousado, que tenta capturar o pânico coletivo, os traumas silenciosos e os nós psicológicos que surgem quando o absurdo se infiltra no cotidiano.

A jornada até a realização do longa começou em janeiro de 2023, quando o roteiro de “A Hora do Mal” caiu no mercado e acendeu uma verdadeira guerra de bastidores. Estúdios como Netflix, Universal, TriStar e New Line Cinema disputaram os direitos do filme. No fim, a New Line venceu a disputa com uma proposta de 38 milhões de dólares, que cobriu todos os custos de produção e salários. Zach Cregger garantiu não apenas o comando criativo total do projeto, mas também o direito à versão final do corte, desde que os testes de audiência não apontassem rejeição crítica.

A disputa foi tão intensa que gerou atritos nos bastidores de Hollywood. A Monkeypaw Productions, empresa de Jordan Peele, entrou na briga junto com a Universal, mas perdeu o projeto. O resultado foi o rompimento entre Peele e seus antigos empresários, incluindo Peter Principato, que também cuidava da carreira de Cregger. O filme não estava nem em pré-produção e já mexia com as estruturas de poder da indústria.

No elenco, uma escalação de peso ajuda a dar corpo ao caos emocional do enredo. Josh Brolin lidera o grupo ao lado de Julia Garner e Alden Ehrenreich. O trio principal é acompanhado por nomes como Benedict Wong, Amy Madigan, Austin Abrams, Cary Christopher e June Diane Raphael. A participação de Pedro Pascal chegou a ser confirmada, mas ele deixou o projeto por conflitos com as filmagens de “The Fantastic Four: First Steps”. Seu substituto foi justamente Brolin, que já traz na bagagem um histórico sólido em narrativas de tensão e impacto.

As filmagens começaram em maio de 2024, em Atlanta, sob um clima de absoluto sigilo. O diretor tem nas mãos um dos filmes mais aguardados do terror, especialmente porque Cregger já provou que sabe trabalhar com o inesperado, o desconfortável e o grotesco com inteligência e precisão.

“A Hora do Mal” não parece interessado em repetir fórmulas, nem em amaciar o impacto. É um projeto que nasce de uma proposta artística clara: provocar. E se depender do que já foi revelado, o filme deve mergulhar o público em uma espiral de medo, paranoia e tensão psicológica, onde o horror não está apenas no que acontece, mas naquilo que ninguém consegue explicar.

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