Aos 21 anos, Tília lança seu segundo single como DJ, “Tudo que a Tília Mandar”, ampliando seu repertório musical com um feat empolgante com MC GW. A faixa marca um novo passo na carreira da artista, combinando sua identidade no funk com a energia das pistas de dança. “A música é mais um aquecimento mesmo, com um beat mais antigo, vindo de uma época do funk que eu gosto muito, pra todo mundo dançar e se divertir”, compartilha a cantora e DJ em entrevista ao Caderno Pop.

A produção da faixa é assinada por Dennis, enquanto MC GW contribui com letras e “cacos” personalizados para Tília, incorporando seu nome em uma série de versos que brincam com o ritmo e animação. “Pedi que ele gravasse falando algumas coisas com o meu nome no meio, pra gente usar e ver o que saía dali”, explica Tília sobre o processo criativo.
Este lançamento também reafirma o desejo da artista de ser uma referência para outras mulheres no cenário dos DJs cariocas. “Sinto que a visibilidade para as mulheres ainda é um pouco menor. Espero que, com o meu trabalho, mais mulheres possam ver a cena como uma oportunidade de trabalho e se joguem nesse mundo”, reflete Tília. Atuando tanto como DJ quanto cantora, ela vê o formato de shows em que pode cantar e tocar como uma proposta única e divertida, que valoriza sua conexão com o público.
O novo single segue o sucesso de “Uh é a Tília”, música que impulsionou sua visibilidade nas plataformas e nos shows. “Antes mesmo de lançar, a galera já sabia cantar. Agora, ‘tudo que a Tília mandar’ vem pra reforçar cada vez mais o meu nome”, conclui a artista.
Confira a entrevista:
Seu novo single marca mais uma etapa da sua carreira como DJ. Como foi trabalhar com MC GW e o seu pai nessa produção?
Trabalhar e criar com o meu pai é muito legal, ele me ajuda muito e me entende muito também. Às vezes eu não consigo falar de uma forma técnica e mesmo assim ele entende o que eu tô querendo dizer (risos). Ele respeita muito as minhas opiniões e eu respeito as dele, a gente sabe somar e tentar fazer ficar melhor juntos.
Sobre o GW, surgiu a ideia de pedirmos pra ele enviar um ‘caco’, que é basicamente quando o MC pega o microfone e sai gravando e criando melodias na hora. Esse foi o pedido, que ele gravasse falando algumas coisas com o meu nome no meio, pra que a gente pudesse usar em alguma coisa que nem sabíamos ainda o que seria. E aí o GW gravou um áudio de seis minutos falando várias palavras, meu nome, dança, animação, enfim, e meu pai escutou tudo aquilo e foi criando ‘Tudo que a Tília mandar’. A música é mais um aquecimento mesmo e remete bastante a esse lado DJ, pras pessoas dançarem, se divertirem, com um beat mais antigo, vindo de uma época do funk que eu gosto muito.
Você mencionou que quer ser uma referência para mulheres na cena dos DJs cariocas. Quais desafios você acredita que as mulheres ainda enfrentam nesse espaço, e como seu trabalho busca abrir portas para outras artistas?
Eu acho que em qualquer tipo de profissão nós mulheres temos mais dificuldades, não só no mundo das djs, mas no das cantoras, médicas, advogadas, os homens sempre acabam predominando. Eu espero que o com o meu trabalho eu possa estar cada vez mais próxima de mulheres incríveis que são DJs aí na cena, que a gente possa se unir cada vez mais, crescer juntas, e que mais e mais mulheres possam ver a cena como uma oportunidade de trabalho, que tem como você viver da música sendo DJ, pra gente se jogar no mundo e ter a mesma quantidade de djs mulheres tocando na pista em relação à quantidade de homens.
Seu primeiro single foi um sucesso e te permitiu explorar novas áreas dentro da música. Como você enxerga essa nova fase da sua carreira, agora atuando tanto como DJ quanto cantora?
Uh, é a Tília foi uma música que deu muito certo na pista. Antes mesmo de eu lançar nas plataformas digitais, todo mundo nos shows já sabia cantar. E Tudo que a Tília Mandar chega pra reforçar cada vez mais o meu nome, o que é uma prática muito comum entre os DJs, e também pra trazer um pouco mais dessa veia dj, somando ao meu repertório músicas onde não necessariamente sou eu cantando, mas tocando. Cada vez mais eu tô me aventurando e me jogando, gostando do desafio, gostando de sentir frio na barriga, me irritando também quando eu erro (risos). Mas tá sendo muito divertido esse novo processo de aprender uma coisa nova no meio da música.
Além de cantora e DJ, você também é streamer. Como essas diferentes facetas da sua carreira se complementam e influenciam a forma como você se apresenta para o público?
Eu acredito que todas essas facetas é que fazem de mim a Tília. O meu público na Twitch é muito fiel e me incentiva muito também. E aí um desejo foi levando ao outro naturalmente. E acredito muito no formato também, de poder tocar e cantar ao mesmo tempo, no mesmo show, e essa ser a proposta. Eu posso ser várias ao mesmo tempo… A Twitch e os shows como DJ só chegam para somar nesse mar de possibilidades, sabe? Tô amando esse momento.