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Final explicado de “Brick”

Texto: Ygor Monroe
18 de julho de 2025
em Cinemas/Filmes, Netflix, Streaming

O sucesso de “Brick” na Netflix tem sido tão imediato quanto o bloqueio imposto aos personagens. Primeiro lugar nos rankings globais, o filme alemão estrelado por Matthias Schweighöfer virou um enigma que divide quem assiste: ficção científica de baixo orçamento com cara de experimento narrativo ou um retrato escancarado das prisões que a gente mesmo constrói?

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Final explicado de "Brick"
Final explicado de “Brick”

Seja qual for a resposta, uma coisa é certa: “Brick” parte de uma premissa simples, mas joga o espectador em um labirinto claustrofóbico de desconfiança, trauma e tecnologia fora de controle. E o tal “muro de tijolo” que fecha um prédio inteiro é só a primeira camada desse isolamento.

A história gira em torno de Tim e Olivia, um casal afundado no luto silencioso depois da perda de um bebê. Mas o drama íntimo logo vira uma crise coletiva quando o prédio onde vivem em Hamburgo é completamente lacrado por uma estrutura inexplicável, uma espécie de barreira magnética, metálica, viva. Uma prisão invisível com aparência de tecnologia de ponta. Nada entra, nada sai. O mundo lá fora silencia. Nenhuma notícia, nenhuma explicação.

Aos poucos, “Brick” revela que a tragédia é mais profunda do que o luto ou o isolamento físico. A tal barreira, na verdade, foi ativada por acidente pela Epsilon, uma empresa de tecnologia que parece ter olhos em todos os lugares. Literalmente. Tim descobre que seu apartamento estavam recheados de câmeras, parte de um sistema de vigilância tão invasivo quanto impune. E no centro de tudo, está Friedman, o superhost do edifício, um dos muitos rostos por trás da Epsilon.

Mas o que “Brick” faz de diferente não está no enredo e sim no jeito como ele recusa qualquer explicação mastigada. O filme se recusa a dar respostas claras sobre o que é a barreira, por que ela surgiu ou como ela funciona. Existe uma suspeita de contaminação? Há um vírus? É uma medida extrema de contenção? O roteiro sugere que tudo começou com um incidente em um hospital, mas nunca confirma nada.

“Brick” não trata do que está por fora do prédio. Ele é sobre o que está dentro. Sobre o medo do outro, sobre a incapacidade de se comunicar, sobre como o luto pode ser mais paralisante do que qualquer tecnologia. O prédio vira uma metáfora para um luto sufocado, um trauma que ninguém quer encarar. O mundo lá fora poderia muito bem estar funcionando normalmente, mas os moradores estão presos por dentro.

No final, o muro não é uma ameaça militar nem um experimento distópico. É um erro de sistema, um bug, uma falha. Ou seja, um reflexo perfeito da condição humana diante da própria tecnologia. Criamos ferramentas para nos proteger, mas somos constantemente esmagados por elas.

A cena final não alivia: todos os prédios da cidade estão cobertos pela mesma estrutura. Ninguém está imune. O que parecia um experimento isolado revela uma escala devastadora. A falha se espalhou. A contenção virou norma. O controle venceu.

E o que dizer do casal? Depois de anos evitando o assunto da perda do filho, Tim e Olivia são forçados a olhar um para o outro. A barreira, irônica e cruel, serve como única forma possível de reconexão. A dor reprimida encontra uma saída em meio ao colapso, mesmo que tardia, mesmo que forçada. É só quando o mundo desaba que eles finalmente falam.

“Brick” se junta a outras produções como “O Poço” e “Dark” no hall das narrativas que trocam respostas por metáforas. E funciona justamente por isso. Ele não precisa explicar. Ele deixa a dúvida em aberto para que a angústia continue depois dos créditos.

No fim das contas, o filme não quer que você entenda o muro. Ele quer que você perceba o seu.

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