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Grandes artistas e grandes marcas, a união perfeita

Se engana quem pensa que o casamento entre artistas e marcas é algo novo ou oportunista. Há décadas a indústria entende o poder que uma figura pública exerce sobre multidões, transformando simples produtos em objetos de desejo, e consolidando tendências que impactam cultura, consumo e comportamento. Esse jogo de interesses não beneficia só o caixa das marcas, mas também fortalece a imagem dos artistas, cria conexões genuínas com o público e, muitas vezes, até redefine o mercado.

Essas parcerias são, na prática, uma troca de prestígio: artistas emprestam sua voz, estética e credibilidade para que produtos adquiram camadas de história e emoção, enquanto as marcas oferecem plataformas gigantescas que impulsionam o alcance dessas personalidades. Quando bem alinhadas, essas colaborações criam experiências tão poderosas que deixam de ser pura publicidade para virar acontecimentos culturais. E é justamente aí que está a beleza dessa relação: quando música, moda e consumo se entrelaçam, quem ganha é o público, que se vê representado, provocado ou, pelo menos, entretido.

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Grandes artistas e grandes marcas, a união perfeita

A seguir, alguns exemplos recentes que mostram como grandes artistas continuam moldando o imaginário popular ao lado de marcas que entendem o valor dessa conexão.

Selena Gomez e Oreo

Selena Gomez mergulhou fundo na proposta da Oreo para criar não só um novo sabor, mas um verdadeiro manifesto doce de sua herança mexicana. O resultado foi uma edição limitada inspirada na horchata, com biscoito de chocolate, recheio de leite condensado e canela, e seis estampas exclusivas desenhadas pela própria artista, incluindo uma que carrega a palavra “Selenators” e sua assinatura.

Esse encontro é mais do que uma simples jogada de marketing. Ele aproxima a Oreo da cultura pop e atrai a Geração Z, que respira o conteúdo que Selena publica diariamente em suas redes. Disponível em todo o Brasil e no e-commerce da Amazon, a campanha ganhou força em canais de TV aberta, mídias digitais e principalmente no TikTok, território onde Selena reina absoluta. Um claro sinal de como marcas tradicionais encontram frescor ao se aliar a vozes autênticas.

Beyoncé e Adidas

A história entre Beyoncé e Adidas tem início em 2019, quando a gigante esportiva decidiu somar sua expertise à visão criativa da artista para relançar a Ivy Park, marca que Beyoncé havia adquirido integralmente em 2018. O objetivo era claro: criar peças esportivas com identidade forte, que conversassem com quem busca mais do que funcionalidade em roupas de treino.

O impacto foi imediato. As coleções carregavam a assinatura estética de Beyoncé, misturando performance, ousadia e representatividade, mas também encontraram desafios financeiros. Ainda assim, o legado permanece. Entre 2019 e 2023, as campanhas trouxeram ao mercado looks icônicos que flertaram com o streetwear e o high fashion, reforçando o poder de Beyoncé como uma força que ultrapassa a música e molda padrões na indústria da moda.

Lana Del Rey e SKIMS

Lana Del Rey sempre foi sinônimo de nostalgia cinematográfica e romantismo trágico. Quando a SKIMS, marca de lingerie e shapewear de Kim Kardashian, resolveu criar uma campanha de Dia dos Namorados, foi quase natural que Lana estrelasse o projeto. O resultado foi uma série de imagens que evocavam atmosferas de seus discos “Honeymoon” e “Lust For Life”, com cenários que respiravam drama e delicadeza.

Lana, que se declarou fã da SKIMS desde o início, descreveu o trabalho como um “encontro legal”, reforçando a autenticidade do projeto. Embora tenham circulado rumores sobre um suposto processo por não marcar posts como publicidade, a própria cantora tratou de negar tudo nas redes sociais. No fim das contas, a parceria entregou ao público uma campanha que é tão Lana quanto SKIMS: sensual, confessional e com aquele toque de tristeza bonita.

Lady Gaga e Mastercard

O relacionamento entre Lady Gaga e a Mastercard vai além da venda de serviços financeiros. Juntos, eles criaram experiências memoráveis que exploram música, cultura pop e ativismo. Campanhas globais usaram a imagem de Gaga para promover o disco “MAYHEM” e convidaram fãs a participar de videoclipes, como aconteceu em “Abracadabra”.

Além das campanhas tradicionais, a Mastercard ofereceu pré-venda exclusiva para shows da turnê “MAYHEM” no Japão, e patrocinou iniciativas como o “Kindness in Community Fund”, que incentiva fãs a doarem para organizações escolhidas pela própria comunidade. Aqui, a parceria mostra como é possível transformar publicidade em impacto real, reforçando que marcas podem (e devem) caminhar lado a lado com causas importantes.

Bad Bunny e Adidas

Se tem alguém que entende de traduzir identidade em produto é Bad Bunny. Desde 2021, o artista porto-riquenho vem transformando o portfólio da Adidas com releituras ousadas do Forum Low, do Response CL e do Campus. O mais recente, o Bad Bunny x Adidas Ballerina, partiu do modelo Taekwondo e ganhou duas novas colorways cheias de atitude.

Mas não são só os tênis que falam alto nessa parceria. As peças de roupa carregam o mesmo DNA vibrante do artista e celebram a fusão entre música, moda e cultura de rua. Não à toa, tudo que leva seu nome costuma esgotar rapidamente, alimentando o desejo de sneakerheads e fãs que querem expressar quem são por meio do que vestem. O modelo “The Last Campus”, por exemplo, virou um hino visual da estética urbana que Bad Bunny personifica tão bem.

No fim das contas, todo mundo sai ganhando

Esses casos só reforçam o quanto o casamento entre artistas e grandes marcas continua sendo um motor potente para a cultura contemporânea. Mais do que publicidade, são alianças que transformam o mercado, geram conversas e criam símbolos que atravessam gerações. Seja ao lançar um biscoito com a cara de Selena Gomez, um tênis que traduz o universo de Bad Bunny ou uma coleção que carrega a sensibilidade dramática de Lana Del Rey, o resultado final é sempre o mesmo: marcas que se tornam mais humanas e artistas que solidificam ainda mais seu espaço na história.

Se o público compra? Compra, sim, mas compra porque se identifica. Porque, no fundo, todo mundo quer um pedacinho daquele universo para chamar de seu.

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