“Meu coração está sorrindo”, conta Any Gabrielly sobre trabalho no filme “O Pergaminho Vermelho”

“O Pergaminho Vermelho”, a primeira animação brasileira no catálogo da Disney+ traz a aventura da jovem Nina, de 13 anos, que se intriga ao perceber que todas as crianças têm pesadelos recorrentes. Dirigido por Nelson Botter Jr., produzido pela Tortuga Studios e distribuído pela Vitrine Filmes, o filme conta com a atriz e cantora Any Gabrielly, do Now United, como uma das vozes originais do longa, dando vida a personagem Idril.

“Eu fico muito feliz de fazer parte de tudo isso e da grandiosidade desse projeto, são anos e anos de desenvolvimento do filme, e agora vê-lo sendo liberado para o público numa plataforma tão incrível, com todo esse carinho, é muito bom”, contou Any em entrevista coletiva.

Na trama, Nina encontra um pergaminho vermelho que a transporta para um mundo novo, chamado Tellurian. Lá, ela conta com a ajuda de um super grupo para derrotar o temido Lorde Dark, o senhor dos pesadelos, e assim poder voltar para casa cheia de sonhos bons.

Um detalhe que tem chamado a atenção no longa é que Nina é uma pré-adolescente que adora passar o tempo em cima do skate. O diretor Nelson Botter Jr. garante que qualquer semelhança com a atual queridinha do Brasil, a skatista Rayssa Leal, medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, é uma feliz coincidência. “O skate no filme tem um papel fundamental porque a habilidade motora que a Nina tem, de ficar em cima de uma prancha, de fazer manobras, ajuda ela na batalha final contra o Lorde Dark”, revelou.

Any comentou ainda que fica muito feliz em inspirar pessoas com o seu trabalho. “É muito bom assistir alguma coisa, ler alguma coisa que você possa se identificar e se ver naquilo, então ver uma personagem de tanta força e com o coração tão grande como a Idril representando tantas meninas é muito bom”.

A cantora comemora ainda o fato de obras nacionais chegarem cada vez mais ao público internacional. “Eu gosto muito de ver obras nacionais em plataformas gigantescas e gosto muito de mostrar para os meus amigos de fora, meus amigos do grupo, que cada um é de um país, um trabalho brasileiro significa levar um pouco mais da nossa cultura para eles porque o que eles conhecem ainda é muito estereotipado. Então, projetos como esse vão abrindo mais portas, e eu acho isso lindo”.

Para Botter Jr., a animação se relaciona com o momento atual do mundo. “O filme fala muito sobre o amor, sobre o processo de amadurecimento, sobre os conflitos internos da personagem principal. Tudo isso pode ser refletido no atual momento em que vivemos, seja na segurança que encontramos em nossos lares, seja num processo árduo de sobrevivência, onde ao final sairemos mais fortes. Assim como ocorre com nossa personagem central, que se vê jogada numa missão perigosa e nebulosa, a pandemia é uma prova muito dura para todos nós, que deve ser vencida e superada com muito sacrifício”, conclui.

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