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No radar do pop nacional, Alê lança “Bailar”

Texto: Ygor Monroe
19 de julho de 2024
em Entrevistas, Música

Estão prontos para “Bailar”? Novo nome no radar do pop nacional, Alê tem um começo em grande estilo com seu single de estreia. A faixa, um pop radiofônico e eletrizante com pouco mais de 2 minutos e 30 segundos de duração, representa uma fusão de toda a bagagem cultural que o artista carioca carrega desde o berço. Filho de mãe equatoriana e pai brasileiro, o cantor sempre consumiu muita MPB e música latina, e isso se faz presente mais do que nunca em sua primeira canção de trabalho, que traz sintetizadores marcantes e uma forte influência do reggaeton, gênero hoje dominado por nomes como Bad Bunny e Karol G.

No radar do pop nacional, Alê lança “Bailar”
No radar do pop nacional, Alê lança “Bailar” | Foto: Divulgação

Durante o processo de criação de “Bailar”, Alê explica que tudo começou com a inspiração de um novo relacionamento que ele estava vivendo, algo diferente de todas as experiências anteriores. “Eu tinha uma melodia que não saía da minha cabeça e levei para uns amigos, e juntos, fizemos ‘Bailar’ no ritmo de reggaeton. A partir daí, experimentei vários ritmos em bpms diferentes que traziam o reggaeton para o piseiro e o brega que eu sempre amei também. No fim, fizemos uma mistura gostosa“, conta o cantor.

Para compor “Bailar”, Alê se cercou de nomes importantes do pop nacional, como Jenni Mosello e Lucas Vaz. Ele descreve a experiência como libertadora. “Eu tinha uma mistura de referências que carregava desde pequeno e eles super entenderam e me ajudaram a materializar. Eu brinco que, no começo, parecia uma terapia porque eu vinha com as histórias da minha vida que eu queria contar e os ritmos que eu sempre vibrei, e eles me ajudaram a transformar tudo isso em poesia“, explica Alê. O resultado final foi uma canção que reflete suas influências e histórias pessoais.

O clipe de “Bailar”, dirigido por Arthur Moric, é uma manifestação visual do amor de Alê pelo surrealismo e pelo tropicalismo. Inspirado por suas experiências com arte e fantasia desde a infância, ele desejava que o clipe provocasse uma sensação de nostalgia e uma vontade irresistível de dançar. “Sempre amei a fantasia e o surrealismo, cresci amando os filmes da Disney e as histórias de magia. Estudei arte na escola e, na época, participei de um passeio para uma exposição do Salvador Dalí, no CCBB, onde me encantei com a escola do Surrealismo. Carrego essas referências comigo desde sempre – no jeito que eu me visto e vivo – e, na hora de elaborar o clipe, todas essas vivências vieram à tona“, compartilha Alê.

Além de “Bailar”, Alê já tem outras 11 músicas autorais prontas para serem lançadas. A partir de 26 de julho, ele planeja lançar uma compilação de remixes de “Bailar” nos ritmos de piseiro, reggaeton, funk e uma sessão acústica. O próximo single, “Te Deixar”, abordará uma relação tóxica e mostrará um lado diferente de sua música, mais voltado para o samba. “Estou animado porque mostra um lado bem diferente de ‘Bailar’, trazendo a produção musical mais para o samba que para o reggaeton“, revela Alê.

Com sua estreia no cenário musical, Alê tem grandes aspirações e objetivos. Seu maior desejo é conectar o público às suas músicas, fazendo com que as pessoas se sintam representadas e provocando uma catarse de sentimentos. “Minha meta para o futuro é fazer turnês pelo Brasil e encontrar pessoas que se identifiquem com meus sentimentos e fazer disso uma grande festa“, diz ele, entusiasmado.

Quando questionado sobre quais músicas não poderiam faltar em uma festa de “Bailar”, Alê não hesita: “Baila Comigo, de Rita Lee, por razões óbvias; Let it Happen, um rock da banda Tame Impala, que foi uma grande referência nos timbres e synths usados na produção musical de ‘Bailar’; e, para fechar bonito, La Vida Es un Carnaval, da cantora Celia Cruz, que foi uma grande referência para o ritmo explosivo do refrão.”

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Temas: AlêBailarEntrevista

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