Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda
Sem resultados
Ver todos os resultados
Caderno Pop
Sem resultados
Ver todos os resultados

“Nós vivemos em uma sociedade em que é preciso ter tudo e ele não tem nada”, conta Osmar Prado sobre o Velho do Rio em “Pantanal”

Texto: Eduardo Fonseca
15 de março de 2022
em Entrevistas, Novelas, TV
Velho do Rio (Osmar Prado)

Certamente um dos personagens mais emblemáticos de “Pantanal”, novela que foi exibida originalmente em 1990 e ganha remake a partir do dia 28 de março na Globo, é o Velho do Rio. Vivido originalmente por Cláudio Marzo, que morreu em 2015, e interpretado agora por Osmar Prado, o personagem é cercado de mistérios.

Em bate-papo com jornalistas nesta terça-feira (15), Osmar Prado lembrou quando recebeu o convite e disse que, com a pandemia, não cortou cabelo e barba e “estava a meio caminho da caracterização”. Em 1990, Claudio Marzo viveu o Velho do Rio, mas usava barba postiça porque vivia três personagens. “Eu já tinha uma barba verdadeira, então faltava o aspecto interior. O Velho do Rio é independente, recluso, aparece pouco, mas quando aparece tem um significado muito grande”, conta.

“Eu fiz uma reclusão e não foi fácil nem está sendo fácil. Fiquei recluso no Pantanal porque não é fácil viver o Velho do Rio. Nós vivemos em uma sociedade em que é preciso ter tudo e ele (Velho do Rio) não tem nada. Ele tem a sua alegria, leveza e a justiça. Olha que presente maravilhoso que me foi outorgado!”, comemora.

Mas “Pantanal” traz outros personagens icônicos, como Maria e Juma Marruá, José Leôncio, Joventino e outros. A responsável por trazer para a telinha grande parte do que realmente existe no Pantanal é a produtora de, Arte Mirica Vianna. “É muito difícil dar vida ao que autor escreve. O Pantanal é muito rico e tentamos trazer o Pantanal para dentro dos estúdios, usando todo esse material que nós temos para dar possibilidade aos atores de criarem em cima do que apresentamos pra eles”, conta.

“São vários núcleos e épocas, e tentamos mostrar a simplicidade, pobreza, plantação de milho, tentamos dar uma coisinha especial para cada personagem. É muito rico o nosso trabalho”, completa Mirica, lembrando que viajou em março do ano passado para o Pantanal. “Visitamos os peões, casas dos peões que moravam nas grandes fazendas. Até fiz umas aulas de montaria antes de ir para o Pantanal porque queria muito montar a cavalo e seguir uma comitiva. Eu segui uma comitiva e foi maravilhoso, é uma sensação que te coloca dentro da realidade. Fiquei uns 10, 12 dias visitando tudo, tentava acordar o mais cedo possível, conhecer”, acrescenta.

“É muito lindo ver essa imersão porque é um trabalho non stop. Quando eu cheguei no Pantanal, encontrei Mirica e ela já estava com uma cara de dona daquela cozinha, envolvida naquele lugar. Ela faz uma imersão como se fosse uma atriz e mesmo fora dos períodos de trabalho é o tempo todo atenta. Um dia terminamos de gravar e tinha umas chalanas no porto, a Mirica falou que queria ter visto um paninho sujo dentro da chalana. O tempo todo esse observar, olhar, não para nunca”, lembra a intérprete de Maria Marruá.

PRODUÇÃO DE ARTE

A produção de arte de uma novela pode ser comparada ao trabalho de uma orquestra. Se há um projeto amplo a ser admirado, são os detalhes que enriquecem o caminho e fazem do resultado algo tão especial. É neste contexto que se destacam os seis meses de pesquisa de Mirica, mergulhando no universo pantaneiro até finalizar seu planejamento. Plano pronto, mais alguns meses para encomenda e confecção dos objetos de cena que trazem vida aos cenários e remetem à realidade vivida pelos fazendeiros, peões e moradores da região, levando para todo o Brasil características importantes da cultura de um dos biomas mais ricos do país.
 
Seja em externa no Mato Grosso do Sul, ou nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, o departamento de arte é responsável por cada detalhe das cenas: a carne e as ferramentas de um churrasco; a sela da montaria; a rede da varanda; as bebidas da mesa de jantar; entre muitos outros itens. Uns mais comuns, outros mais peculiares. Para “Pantanal”, por exemplo, Mirica e sua equipe precisaram encomendar de uma artesã uma sucuri de quatro metros de comprimento. “Ela é maleável, temos que passar diariamente uma glicerina para não ressecar. Quando encomendamos, pedimos que houvesse a possibilidade dessa cobra entrar dentro da água. Materiais como esses não podem ficar no calor do Pantanal. Mandamos fazer uma casinha, um compensado de madeira para abrigá-la. E não termina por aí. Para as gravações, precisamos deslocar essa cobra de uma fazenda para outra. Ligamos para a frota e pedimos um carro específico para a arte, com caçamba atrás, e encomendamos um rack com a medida da cobra”, conta a produtora, explicando que a cobra “fake” funciona como uma dublê da cobra de verdade; essa, sim, usada na maior parte das cenas.
 
A “dublê da sucuri” é carioca, mas muitos outros produtos Mirica fez questão de encomendar no Mato Grosso do Sul, de pequenos produtores locais, como é o caso de alguns itens que servirão a fazenda de José Leôncio (Renato Góes/Marcos Palmeira), a tapera de Juma (Alanis Guillen) e a chalana de Eugênio (Almir Sater). “Comprei a louça toda do povo Terena, produzida por indígenas da região. São travessas de cerâmica vermelha com desenhos indígenas para a fazenda, louças mais simples para a tapera e algumas sacolas que eles fazem de mercado, com desenhos lindos para a chalana, que encomendamos para homenagear esse povoado local. Quando entramos em contato com eles, tivemos ainda a oportunidade de conversar com o pajé e tirar algumas dúvidas sobre como são tratadas pessoas que sofrem picadas de cobra ou são atacadas por animais, pois precisaremos ter em algumas cenas o que seria usado em casos como esses, já que o Velho do Rio em determinado momento irá ajudar uma pessoa, e explicará que aprendeu o ritual com indígenas”, diz Mirica, dando a dimensão da riqueza de detalhes do trabalho de seu departamento.
 
Como não poderia deixar de ser, a música tem um papel de destaque em “Pantanal”. Foi assim há 30 anos, na primeira versão, escrita por Benedito Ruy Barbosa, e será agora nesta nova versão escrita por Bruno Luperi. Almir Sater, que dá vida ao chalaneiro Eugênio; seu filho Gabriel Sater, que interpreta o peão Trindade; Chico Teixeira, que estreia como ator interpretando o peão Quim na primeira fase; e Guito, que dá vida ao peão Tibério na segunda fase são todos músicos e na dramaturgia serão alguns dos violeiros da novela. “O Papinha (diretor artístico, Rogério Gomes) é um amante da música e queria um som legal, por isso a escolha dos violões foi tão importante. Ligamos para o artista e perguntamos como estão acostumados a tocar. Fizemos um violão para o Tibério, Quim e Trindade. O Gabriel Sater nos mandou todas as especificações e encomendamos um igual ao dele, envelhecemos de forma que ficasse uma réplica. Até brinquei que ele não saberia dizer qual é qual. O Almir ficou encantado com o violão que encomendamos para o Chico Teixeira. Ele adorou, tocou à beça. No caso do Almir, liguei para ele, que me disse que os violões dele são muito antigos, têm cara de época. Ele deixou a gente dar uma ‘envelhecidinha’ estando ao lado, cuidando de tudo (risos). Portanto, é o único que usará seu violão próprio”, finaliza Mirica.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Conteúdo Relacionado

Reality Shows

Ana Castela se apresenta em festa temática do “BBB 26” inspirada no Meli Music

Texto: Ygor Monroe
13 de março de 2026
Destaques

SBT transmite ao vivo show de Luan Santana no Allianz Parque

Texto: Ygor Monroe
11 de março de 2026
Esportes

“Achados e Perdidos” revisita história que liga Los Angeles ao Recife no “Esporte Espetacular”

Texto: Eduardo Fonseca
11 de março de 2026
Cinemas/Filmes

Cleo Pires abre o jogo sobre entrevista que virou piada na web e anuncia novos projetos

Texto: Eduardo Fonseca
10 de março de 2026
Entrevistas

Festival SheRocks! estreia no Brasil no Dia da Mulher com palco de potências femininas

Texto: Ygor Monroe
9 de março de 2026
Novelas

“Turnê Três Graças” reúne Belo, Xamã e elenco da novela em shows especiais

Texto: Eduardo Fonseca
6 de março de 2026
Zico é o personagem do primeiro episódio da série 'Artilheiros' que estreia nesta terça-feira, dia 3, no sportv.
Documentários

Sportv e Combate estreiam séries documentais inéditas nesta terça-feira

Texto: Eduardo Fonseca
2 de março de 2026

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Página Inicial
    • Sobre o Caderno Pop
    • Fale com a gente
  • Música
    • Música
    • Clipes e Audiovisuais
    • Festivais
    • Shows
  • Cinemas/Filmes
  • Séries
  • Entrevistas
  • Streaming
  • Marcas
  • Guias e Agenda

© 2022 Caderno Pop - Layout by @gabenaste.

%d