Patricia Marx lança novo álbum e planeja biografia para 2019

A cantora Patricia Marx lançou na semana passada o seu 13º álbum de estúdio, “Nova”, com 14 faixas inéditas que passeiam pelo pop/soul/new age. O álbum saiu pela gravadora LAB 344, está disponível nas plataformas digitais e também foi lançado em formato físico. A ideia da gravadora é também disponibilizar o material e vinil. Para o ano que vem, a cantora promete uma biografia, que vai contar os bastidores da carreira.

Patricia ficou nacionalmente conhecida, aos 8 anos de idade, no programa Clube da Criança, ao lado de Xuxa, e integrou o grupo infantil “Trem da Alegria”. Em 1987, Patricia deixou o grupo e iniciou uma bem-sucedida carreira solo com a música “Festa do Amor”. Emplacando um sucesso atrás do outro como “Te Cuida Meu Bem”, “Sonho de Amor”, “Certo ou Errado” e “Destino”, Patricia Marx vendeu mais de 3 milhões de discos.

Com o produtor Nelson Motta gravou 3 discos que lhe renderam vários prêmios da indústria e discos de ouro, com destaque para as canções “Quando Chove”, “Espelhos d’Água, “Ficar com Você” e “Me Liga”. Morou em Londres, fez várias turnês pela Europa e Japão e teve seus álbuns “Respirar” e “Nu Soul” editados em vários países.

O Caderno Pop conversou com Patricia, que contou sobre o novo álbum, relembrou o começo da carreira e falou da biografia que deve lançar. “Vamos lá que hoje eu tô numa maratona aqui de 12 entrevistas. A minha assessora judiou de mim”, brinca Patricia no começo do bate-papo.

Como foi o processo de criação do “Nova”?
O álbum é autoral, com uma proposta mais livre e é o que eu tive mais liberdade pra fazer. Acho que depois do álbum de 2004 (Nu Soul) foi o mais autoral. O álbum foi nascendo, sem ser nada pensado. Eu entrei no estúdio (em novembro de 2017) pra gravar duas músicas sem pretensão nenhuma de gravar um álbum. O Sergio (Martins, diretor artístico) ouviu e falou pra fazer um álbum.

Eu percebi que o “Nova” é um álbum muito “sonoro”, priorizando os instrumentos. Você também teve liberdade pra escolher esse direcionamento?
Tive sim, afinal eu sou músico também. No disco eu toquei todos os instrumentos e entrei nessa fase depois que conheci o budismo, comecei a compor e tive vontade de ser eu mesma.

Muita gente conhece a Patrícia Marx dos temas de novelas. Como eram as músicas naquela época? Todas encomendadas?
Sim, era tudo encomendado. A gente não dirigia nada, as coisas chegavam prontas, a gente não tinha voz pra nada, só tinha voz pra cantar. Eu era acostumada a ser dirigida e fui fazendo esse caminho até 97, quando parei e falei chega, quero começar a dirigir o meu trabalho.

E você voltaria a fazer músicas assim?
Voltar jamais, quero ir pra frente. Não gosto de repetição.

Em 2012 você lançou um DVD pra comemorar os 30 anos de carreira. Acha que deve rolar algum registro do novo álbum?
Espero que sim, eu quero muito. Planos a gente tem um monte, mas quem sabe, né? Ano que vem vou lançar a minha biografia também.

Sério? Quem está escrevendo? O que vai ter nela?
Eu e um jornalista e mais alguns colaboradores. Nela eu vou contar como eram os bastidores dos programas, das gravações, mas sem citar nomes nem nada. Tudo bem leve, nada dramático.

Hoje não são todas as gravadoras que apostam em lançar álbuns no formato físico, mas o “Nova” saiu. Como você vê hoje essa prioridade no digital? Precisou convencer a gravadora a lançar o álbum físico?
Eu não tive muito o que convencer pra sair o físico. Eu tenho sorte de estar em uma gravadora que me representa e entendo que hoje estamos nesse momento atual de internet, com pouca tiragem de CDs. Ao mesmo tempo estamos com planos de lançar em vinil, pra colecionador. A música está em todas as plataformas.

Você morou na Europa, teve contato com gente de peso por lá. O Jamie Cullum elogia bastante o seu trabalho. Como é ter essas referências?
Eu morei em Londres de 2002 a 2003 e foi na época em que meu trabalho foi lançado fora. Era um material bem “worldwide” e naquela época as coisas já eram mais fáceis de serem ouvidas por causa da internet, MySpace. As gravadoras se falavam muito e saíram algumas matérias lá fora que ajudaram. O Jamie Cullum veio pro Brasil e conheceu o meu trabalho.

Você falou do vinil, eu tive que jogar fora os discos que eu tinha. Esses dias joguei mais de 100 fitas VHS que eu tinha, porque não tenho mais onde ver.
Videocassete quebra, né, não tem onde arrumar. Eu tenho uma porção de fitas aqui com apresentações de quando eu era caloura no Chacrinha que eu preciso dar um jeito de digitalizar.

Isso, disponibiliza no YouTube, os fãs vão gostar!
Verdade, tem muito material aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: